
A imensidão sombria
De ruas desabitadas
Envolve todas as coisas
Antes que a mão misteriosa
Afrouxe os dedos e derrame
No firmamento grande véu
De inúmeras estrelas brilhantes
Somente ao nascer da lua
Soberana sobre a montanha
O mar vira cortina prateada
Acalanto de casais enamorados
Crentes na eternidade e magia
Do tempo sem mágoa nem dor
Quando raiar um novo dia
Nuvens escuras enciumadas
Escondem estrelas e o luar
Durante a escuridão da noite
Os amores explodem sem parar.
Conceição Pazzola





