domingo, 16 de janeiro de 2011

CHEGOU A HORA

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Quando eu não estiver aqui
Esqueça a vontade de chorar
Ouça no murmúrio do vento
Que nunca deixei de te amar

Chegou a hora, devo partir
Levo comigo teu último olhar
As ondas dizem o teu nome
Sempre haverei de te amar

Quando os dias passarem
Deixa a saudade se aproximar
Sem tristeza lembra-te de mim
Que sempre haverei de te amar


Conceição Pazzola

sábado, 4 de dezembro de 2010

A VOZ DO VENTO

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O vento quando sopra nas folhas
O teu nome sem parar
Lembra a hora difícil da escolha
Quando me pedias para ficar

Ouve a voz do vento em teus cabelos
Ela te diz que não te esqueci
O amor não morre, não fica velho
Vem comigo, o vento te diz

O mar que murmura queixumes
Quando vem quebrar na areia
Um amor assim não tem ciúmes

Deixa o sangue correr nas veias
O futuro pouco nos importa
O amor para nós é doce cadeia


Conceição Pazzola

sábado, 20 de novembro de 2010

PRECE

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É chegada a hora de lembrar
Sorrisos dados e recebidos
Desejos e sonhos realizados

Se houve mágoa, o tempo sarou
Se houve tristezas ou desamor
Como sal foi atirado ao fogo
A chama cresceu e logo apagou

É tempo de olhar para o passado
Um comprido novelo de lã escura
Perdido nas linhas emaranhadas
Como flor desfolhada sem frescura

O ontem não é agora, virou nada
Nenhuma hora foi desperdiçada
Não há mais tempo de remendar
Meus trapos de vida atrapalhada

Foram-se anos esparsos de festa
Tive chances, dádivas e fantasias
Deixei-as no porto em companhia
Da bagagem, agora o que me resta?


Conceição Pazzola


18/04/1999.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

HORA DO BRINDE

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Mãos entrelaçadas, os copos trocados
Sobre a mesa o bolo de noiva é perfeito
Chegou a hora do brinde e no silêncio
Jorram as juras do grande amor aceito

O turbilhão da vida leva os belos sonhos
Em seu lugar, só queixa, desejo frustrado
Esperança de serem felizes para sempre
É mentira da carochinha, é conto de fada

Todas as juras e sonhos de um casamento
Ficaram nos cálices vazios sobre a mesa
A rotina dos anos vulgariza sentimentos
De roldão foram arrastadas as surpresas

Mãos entrelaçadas, novos copos trocados
Sobre a mesa o bolo de noiva é perfeito...
É a hora do brinde, nova platéia assiste
Ardentes juras e mais um amor desfeito.


Conceição Pazzola

sábado, 28 de agosto de 2010

TANTO TEMPO


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Já se passou tanto tempo
Sem te ver e sem saber
Você não está por perto
À espera do momento certo
Para surgir sem avisar
Em qualquer horário
A qualquer instante
Somente para me ver

Ou sorrir sem dizer nada
Sempre o anjo de nós dois
Soprava ao seu ouvido
Vá agora, ela o espera
A luz do dia irradiava você
Aquecia a friagem da noite
Antes de a porta se abrir
Ouvia o barulho de passos

Sabia quanto você me amava
Olhos nos olhos e nada mais
Era preciso, tínhamos a certeza
De que a vida valia a pena.






Conceição Pazzola

Junho/2008

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

SILÊNCIO

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Na ponta dos pés
De mansinho
Levaste meu sossego
Deixaste minha vida
Em torvelinho

Em silêncio
Arrumaste tua mala
A chuva daquela noite
Senti como um açoite

Fechaste a porta suave
Senti tua indiferença
Deixando para trás
O perfume de tua ausência

Na ponta dos pés
De mansinho
Voltaste para mim
Levando meu sossego
Deixando minha vida
Em torvelinho



Conceição Pazzola
11/8/2010

domingo, 1 de agosto de 2010

CORTINA

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Afasto devagar a cortina
Atrás de uma janela fechada
Assusta-me uma nesga da rua

Tenho medo de abrir os olhos
De descerrar de uma vez a cortina
E encarar minha vida face a face

De mansinho descerro persianas
Ofuscada pelo bafejo da brisa
A luz do sol, o barulho da rua
Alegria de crianças, papagaios azuis

De braço dado passam dois namorados
Sorriem de nada ao longo do caminho
Sem presente, futuro ou passado
A trocar juras, carícias e carinho

Refugio-me atrás da cortina
Fujo dos momentos fugazes
Fecho persianas mais uma vez
Mergulho de novo na saudade.


Conceição Pazzola

1/8/2010