segunda-feira, 19 de novembro de 2007


26-11-90

Querida

Obrigado por aquele bilhete. Fiquei emocionado. Você é uma esposa carinhosa com teu marido. Uma mãe amorosa com os filhos e com os netos. Não escrevo mais. Quando eu voltar no mais ou menos dia 10 ou 15 de janeiro eu te conto todo este maravilhoso passeio repito pena você não estar comigo. Foi uma festa para todos os idosos sardos espalhados pelo mundo.

Quando um dia se Deus quiser voltaremos juntos outra vez.

Teu

Giovanni


1 - Vista aérea do Hotel de Cagliari, capital da Sardenha.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007















1 - A famosa escadaria da Piazza Veneto, Roma, julho de 1990


2 -
Monumento de Roma, julho de 1990

















1 e 4 - O Coliseu, Roma,
1990.










2 - O povo se aglomera na Praça
até a toalha vermelha aparecer na 2ª janela, da direita para a esquerda, sinal de que o Papa vai aparecer e abençoar.




3 - O túmulo de São Pedro, Interior da Capela Sistina/Vaticano/1990.

















A visão das ruínas do Coliseu onde os cristãos serviam de espetáculo para os imperadores e o povo se divertirem enquanto eram devorados pelos leões mexeu bastante comigo. Esqueci o sol forte de julho, o calor infernal e o barulho de várias línguas dos turistas, diante de mim imagens dos filmes antigos que sempre eram exibidos no tempo de Páscoa voltaram em avalanche. Em seu interior, subimos alguns degraus para ver o anfiteatro, dali a platéia gritava enquanto as feras rugiam e devoravam suas vítimas.
Anos depois, as imagens do belo Gladiador Russel Crowe reacendeu a saudade e as lembranças de Roma.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

































A viagem
inesquecível.
Para ele, o retorno ao ninho de onde partira. Para mim, a prometida, embora tardia lua-de-mel na Itália.
Longe de filhos, netos, de casa. Quando possível,
Só nós dois e toda aquela lindeza ao redor.



1-Ruínas de Roma/90

2- Vista da praça de São Pedro/Vaticano/90

3-Roma/90

4-Rimini/90

5-Campana com irmãs e cunhada (de vermelho)/92

6-Sardenha/92

7-Sardenha/90

Mal chegamos na Sardenha descolori mais os cabelos. A Sardenha é uma ilha encantada, durante todo o tempo me perguntava como uma pessoa pode deixá-la para sempre.
Não é tão pequena quanto dizem, passamos quase dois meses passeando e assim mesmo ainda faltou muita coisa para ver. Isso foi só o começo.
No ano seguinte ele foi sorteado pelo grupo sardo Candelieres (candelabros), que promove o reencontro de imigrantes idosos com todas as despesas pagas.
Foi uma sorte imensa, imaginamos que o felizardo teria que viajar sozinho. Somente ao chegar no hotel de Cagliari, a capital da Sardenha, Giovanni viu casais. Pergunta daqui, dali, descobriu que poderia ter me levado consigo.
No ano seguinte voltou à ilha e de novo foi sozinho resolver problemas com a previdência italiana.
Nunca deixamos de louvar a sorte grande que nos proporcionou tantas alegrias, uma atrás da outra.


quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O PAZZOLA, QUEM É?



Ele era um garoto
Igual a você...
Com energia pra dar e vender
Amava a terra a sua gente
E não cogitava
Ganhar o mundo para sofrer


Tinha um desejo bem natural
De ser alguém na terra natal
Mas veio a guerra tudo mudou
O seu lindo sonho se evaporou
Sem ter escolha se alistou
Para lutar contra os Aliados

Trocou a Itália veio ao Brasil
Livre de farda sem o fuzil

Trabalho e pão logo encontrou
Além de paz descobriu o amor

Nada faltava mas mesmo assim
Pra sua terra queria voltar
Rever de novo o belo jardim
O tempo passara, levara fim

Por que lembrar tanta tristeza?
Se Deus lhe dera maior riqueza
Na volta à Itália ele sentiu
Sua nova terra se chama Brasil.

Abraço amigo
Conceição Pazzola 16/04/2002.


segunda-feira, 5 de novembro de 2007

04 DE NOVEMBRO DE 2007





Na grande árvore que forma as nossas famílias, mais uma folha vimos desfolhar-se da copa. Mais uma folha voa ao sabor dos ventos a caminho da Luz. Vai juntar-se aos nossos que já cumpriram sua missão nessa nossa vida.

Posso dizer com carinho que Giovanni cumpriu sua missão entre nós. A linda Família que gerou mostra sua dedicação, amor, união, perseverança, discernimento e força, entre outras várias qualidades que transformaram a Família Cardim Pazzola nessa grande pedra preciosa que é hoje. Permita-me tia lembrar-lhe que o seu escrito “A Árvore e o Mestre” define bem Giovanni – um “BOM MESTRE”.

Ao mesmo tempo que nos entristecemos, devemos nos alegrar revivendo as lembranças lindas que guardamos dele, sabendo que agora temos mais um Espírito de Luz olhando por nós, no Plano Espiritual, aguardando para nos receber quando deste momento também participarmos.

Com amor e carinho,

Adelmo

Em nome de Yara, filhos e netos.