quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

NAIARA MAIA PAZZOLA


Eu Sei Que Vou te Amar

Tom Jobim



Composição: Vinícius de Moraes



Eu sei que vou te amar

Por toda a minha vida eu vou te amar

Em cada despedida eu vou te amar

Desesperadamente, eu sei que vou te amar

E cada verso meu será

Prá te dizer que eu sei que vou te amar

Por toda minha vida

Eu sei que vou chorar

A cada ausência tua eu vou chorar

Mas cada volta tua há de apagar

O que esta ausência tua me causou

Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver

A espera de viver ao lado teu

Por toda a minha vida...



quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

MAR


Mar,


de águas profundas,

esconde encantos

dos navegadores,

que nele viveram

bom tempo da vida.


Mar,

sereno e tranqüilo

nos leva a pensar,

que a vida se encerra

nessa mansidão,

de infinitas águas

que a terra envolve.


Mar,

viveu tantas guerras,

que vidas levou,

que deu o sustento do seu pescador,

que deixa saudade em cada partida...


Mar,

de viagens saudosas,

que muitos fizeram,

das cenas de amor

que tantos tiveram,

e hoje recordam com felicidade.



Mar,

bravio de perigos,

que nos arrepia e assusta o ruído,

das ondas gigantes que cobrem os barcos,

de tantos segredos que não conhecemos.

Mar,
a luz do poeta que nele se inspira,
fugindo da terra, mergulha profundo,
à busca da paz que tanto procura,
e que em poesia encanta os ouvidos
daqueles que sentem eterna alegria.


Luiz Guimarães.
13/05/2006




quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

A CONFORMIDADE DO REMOÇAR DE ANDORINHAS



Como nunca entardecido



Observe aquela renda

tecida do chão ao ocidente

com matiz de anos.

Acabamos de fazer gritos nela

e prendemos com cuidado

colhemos os prontos

outros trançamos com força.

A tarde disse que não tardava

e a gente deitou a tarde na mornura

para abrasar essa noitinha

e fazer resultar satisfação

essas de iguarias.


Célio Pedreira, Tocantins




sábado, 13 de janeiro de 2007

ALFREDO, INES E NAIARA


TORRE DE NÉVOA


Sub
i ao alto, à minha Torre esguia,

Feita de fumo, névoas e luar,

E pus-me, comovida, a conversar

Com os poetas mortos, todo o dia.



Contei-lhes os meus sonhos, a alegria

Dos versos que são meus, do meu sonhar,

E todos os poetas, a chorar,

Responderam-me então: “Que fantasia,



Criança doida e crente! Nós também

Tivemos ilusões, como ninguém,

E tudo nos fugiu, tudo morreu!…”



Calaram-se os poetas, tristemente…

E é desde então que eu choro amargamente

Na minha Torre esguia junto ao céu!…



Florbela Espanca







A ALEGRIA DO NATAL


CANTIGA DOS PASTORES



À meia noite no pasto,

Guardando nossas vaquinhas,

Um grande clarão no céu

Guiou-nos a esta lapinha.

Achamos este Menino

Entre Maria e José,

Um menino tão formoso,

Precisa dizer quem é?

Seu nome santo é Jesus,

Filho de Deus muito amado,

Em sua caminha de cocho

Dormia bem sossegado.

Adoramos o Menino

Nascido em tanta pobreza

E lhe oferecemos presentes

De nossa pobre riqueza:

A nossa manta de pele,

O nosso gorro de lã,

Nossa faquinha amolada,

O nosso chá de hortelã.

Os anjos cantavam hinos

Cheios de vivas e améns.

A alegria era tão grande

E nós cantamos também:

Que noite bonita é esta

Em que a vida fica mansa,

Em que tudo vira festa

E o mundo inteiro descansa?

Esta é uma noite encantada,

Nunca assim aconteceu,

Os galos todos saudando:

O Menino Jesus nasceu!



Adélia Prado.