sexta-feira, 6 de junho de 2008

GRILHÕES


Passa o desejo, passa a vontade

Resta a letargia, tristeza e medo

Como é difícil essa tal felicidade

Enquanto a alma pena em degredo

Esconde vaidade e preconceitos

Vaga sem rumo para a escuridão

Busca o seu mundo sem defeitos

Cai na algema de velhos grilhões

Tenta escapulir sem ter ninguém

Um abraço apertado, um consolo

Sozinho na vida perdida de refém

Antes que faça alarde a tristeza

Presa em suas pestanas suadas

É o homem que espera na mesa

Por uma palavra de sua amada.

Conceição Pazzola

Maio/2008


Um comentário:

Gerlane disse...

É a mais pura verdade! Como é difícil conquistar essa tal felicidade!

Beijos, Ceiça!