domingo, 8 de junho de 2008

TANTO TEMPO



Já se passou tanto tempo

Sem te ver e sem saber

Você não está por perto

À espera do momento certo



Para surgir sem avisar

Em qualquer horário

A qualquer instante

Somente para me ver



Ou sorrir sem dizer nada

Sempre o anjo de nós dois

Soprava ao seu ouvido

Vá agora, ela o espera.



A luz do dia irradiava você

Aquecia a friagem da noite

Antes de a porta se abrir

Ouvia o barulho de passos



Sabia quanto você me amava

Olhos nos olhos e nada mais

Era preciso. Tínhamos a certeza

De que a vida valia a pena.



Conceição Pazzola

Junho/2008



3 comentários:

Gerlane disse...

É, querida Ceiça, o tempo como inspiração para nossos poemas. Como ele é imparcial e nos leva tantas coisas preciosas!

Beijos!

Aline disse...

Ceiça,

Que saudade mais bonita. E doída...

Lindo teu poema, como todos teus escritos!

Beijos!

Aline disse...

Ceiça,

Que saudade mais bonita. E doída...

Lindo teu poema, como todos teus escritos!

Beijos!