sábado, 13 de janeiro de 2007

ALFREDO, INES E NAIARA


TORRE DE NÉVOA


Sub
i ao alto, à minha Torre esguia,

Feita de fumo, névoas e luar,

E pus-me, comovida, a conversar

Com os poetas mortos, todo o dia.



Contei-lhes os meus sonhos, a alegria

Dos versos que são meus, do meu sonhar,

E todos os poetas, a chorar,

Responderam-me então: “Que fantasia,



Criança doida e crente! Nós também

Tivemos ilusões, como ninguém,

E tudo nos fugiu, tudo morreu!…”



Calaram-se os poetas, tristemente…

E é desde então que eu choro amargamente

Na minha Torre esguia junto ao céu!…



Florbela Espanca







3 comentários:

huyunan disse...

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MARIAESCREVINHADORA disse...

Conceição amiga, Adoro os poemas de Florbela.
A sua capacidade de voar transcende sua imensa tristeza.
Até mesmo seu pranto tem um perfil de flores molhadas, de pequenas tonalidades de alguma alegria.
Daquela alegria que só um poeta sente.
Seu blog está lindo!
Verônica Aroucha.

Maria Muadié disse...

Seu blog está lindo. Lindas poesias, linda família.
beijão,
Martha