quarta-feira, 25 de abril de 2007

PRESSA








Quando chove

O pensamento voa

Ao teu encontro

Debruçada na sacada

Vejo o teu vulto

Que está à minha espera

Do outro lado da rua

Atrás de um poste

Protegido na penumbra

Longe da luz

Que ilumina a calçada

Quando chove

Sinto vontade de amar-te

De cair em teus braços

E sentir o cálido refúgio

Onde me sinto feliz

Quando chove

Esqueço a dor da partida

A chuva não é a mesma

Perdi teu amor para sempre

Apagou-se o poste, a vida

Conceição Pazzola

Olinda, 18/4/2007

Um comentário:

Simone disse...

Adorei, Conceição.
Este poema tem um pouco de mim.
Estou vivendo agora exatamente isso: meu poste se apagou.
Em breve, espero que minha vida se torne Paris, a cidade luz.
Tenho fé!
Sempre!
Mil beijos,
Simone Guimarães

PS. Adorei Olinda!!! Passei momentos muito felizes em seu estado há quatro anos. Saudades do Nordeste e das maravilhosas cocadas de abacaxi. Eu era feliz e nem sabia.