sábado, 1 de dezembro de 2007

LEMBRANÇAS






Maio de 1990/Sennori-Sardegna/Itália


Na chegada, a ceia com a famiglia, que rolou até de madrugada.





Se a calidez de novo sol

Afugentar de minh’alma

Os desencantos do mundo

Encontrarei prazer e calma

Se misterioso perfume devolver

Lembranças, emoção irresistível

Sentirei teu aroma, o doce prazer

E o bálsamo à dor imprevisível

Comigo morre tua voz, acabou-se

O consolo de minha vida sombria

Hoje ainda te chamo. Antes fosse

Novo tempo de perdão, de alegria.

Permaneço na vida teimosa, calada

Sem abrir a inviolada porta de saída

Perdi um dia sua chave encantada

Onde guardei ternuras esquecidas.

Olinda, 28/06/1999.

Conceição Pazzola

4 comentários:

Gerlane disse...

Querida Ceiça,

Li seu poema e, veio-me uma sensação semelhante àquela que me despertam estes versos de Chico Buarque: "Há dias em que a gente se sente como quem partiu ou morreu..."

Tristes, mas belos!

Beijos,

Gerlane

Ramon de Alencar disse...

...
-São portas que só o tempo abre e só a memória fecha...

O Profeta disse...

Pelo caminho da minha lembrança
Semeei o vago na tua procura
No tear da incontrolável vontade
Teci-te um manto da…seda mais pura…


Boa semana


Mágico beijo

José Calvino disse...

Querida Conceição,
O título do poema é fiel ao seu assunto: Neste estado de melancolia, Conceição, potencializa sentimentos de grande afeição, carinho, amor expresso em gestos e atitudes que logo se tranformam em contentamento. É nisso que o poema é fiel e foi assim que o entendi.
Parabéns escritoramiga!
Abs do,
Calvino