segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

GERÚNDIO





Ilha do Rodeadouro - Rio São Francisco
Petrolina/Pernambuco.








Estou de mãos vazias flanando

Vim sorrindo e volto cantando

Pulsa em mim, ecoa no peito

Incontido amor, amor perfeito.

Voa constante sombra incerta

Sobre aquela menina inquieta

Ainda não revelada, suspensa

Em nuvens singelas, desfeitas.

Voa ainda no tempo andarilho

Perdida em queixas amiudadas

Quis olvidar sua dor desdenhada

E agora se acha liberta, palmilha

Sozinha por desconhecida trilha.

Persegue velha miragem doentia

Um oásis de paz, cheio de luzes

Pressente ali o seu cálido ninho

Onde vai deixar as duras cruzes.

Liberta para sempre de suas lidas

Encontrará seu admirável jardim

Ouvirá belas e sedutoras cantigas

E cantará do princípio até o fim.


Conceição Pazzola.

06/06/1999.

Um comentário:

Gerlane disse...

São os incomensuráveis ciclos da vida: sem começo, nem fim! Só mudanças! Que não nos dão muitas opções para escolhas, a não ser a elas se adaptar.

Abraços, querida!