sábado, 5 de julho de 2008

SAUDADE


Penso em ti e só o vento é testemunha
silenciosa, quando sopra em meu rosto
desfaz a tua imagem de meus sonhos
acordo para a saudade e o desgosto

Lembro-te todo dia, toda hora
sinto falta apenas de retalhos bons
cortados de nosso hiato de amor
lembro deles até nos sons de agora

De nossa música, de tanto carinho.
Sobraram tuas juras, embora falsas

guardadas nos instantes em que juntinhos

vivemos o amor intenso, fugaz, esparso.

Vivo hoje a pedir por louca chance
mesmo impossível, para te dizer
quanto seria tão feliz se o acaso
trouxesse nem que fosse de relance
último instante em teus braços pra viver.



Conceição Pazzola
Olinda, 23/4/2003 (16:40)

Foto: Roma, julho - 1990

Um comentário:

Gerlane disse...

E essa dificuldade em aceitar a impossibilidade, como dói! - "Né", Ceiça?

Beijos!