segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

CINZAS

Foto pública



Por Suleiman Kalil Botelho


Já é tarde, querida, muito tarde

Pra reacender a chama que existiu.

Sob estas cinzas frias já não arde

A lava de um vulcão que se extingüiu.


Foi-se de vez, serena, sem alarde

Como um raio de sol que se encobriu

Atrás dos montes, ao cair da tarde,

E só as sombras sabem que partiu.

É o destino fatal das coisas vivas:

Que se esfumem no tempo, sejam breves,

Frágeis, fugazes e, ao tempo, tão cativas.


Não há porque chorá-las. O esquecimento

É o remédio maior que as torna leves

E nos salva da dor, do sofrimento.


16/12/2004





Um comentário:

Gerlane disse...

E como disse um dos nossos poetas maiores:"que seja infinito, enquanto dure!"

Beijos, Ceiça!