quarta-feira, 13 de junho de 2007

DIA DOS NAMORADOS...

Aquela foi a primeira vez que me dei conta da importância do Dia dos Namorados. No nordeste onde nasci sempre festejamos como a véspera do dia de Santo Antônio, santinho casamenteiro venerado por todas as moças solteiras. Isso aconteceu no ano de 1958. Cheguei na Cidade Maravilhosa com disposição para ficar o resto de minha vida, não poderia adivinhar que havia um italiano lá dos confins da bela Itália colador de pé à minha espera. Aterrissou em minha horta mais rápido do que um ciclone (que nem existe aqui no Brasil) cheio de disposição...

Surpresa maior foi descobrir que falava sério. Ciumento, determinado a ganhar-me pela persistência aparecia na modesta pensão onde me alojara cada vez mais cedo e todos os dias.

E não é que o diabo atenta e o seu truque deu certo?

Naquele remoto dia Doze de Junho, mal a noite desceu, quem tocou a campainha? O cerca Lourenço.

Lá estava ele (de novo), com o livrinho antigo debaixo do braço para me dar de presente. Saíra das santas mãozinhas de sua “Mamma”.

Sim, antes que esqueça: no Dia dos Namorados achamos uma loja no centro do Rio onde havia uma pequena Fontana de Trevi como a de Roma, imortalizada no filme La Dolce Vita. Maior barato desejar o que bem quiser e der na telha, depois jogar moedinhas.

Desconfio que o italiano fez promessa pra Santo Antônio... E não é que conseguiu?

Prestem atenção no ano: 1958. Será que chegaremos a 2008 para completar bodas de ouro?

Tristezas não pagam dívidas. O que vier é lucro!

2 comentários:

Maria Muadié disse...

beijos, linda.

LIRIS LETIERES disse...

Minha flor serena, pazzolaniana
Bjs,
Liris