domingo, 29 de março de 2009

MONJOPE


Imagem google


Olhando essa paisagem desolada de aparente abandono, tenho a impressão que os domingos em Monjope não passaram de um lindo sonho.

Depois de Paulista seguíamos por uma estrada arborizada, e mediante uma taxa simbólica podíamos permanecer lá o dia todo. Nossas crianças divertiam-se nadando nas piscinas naturais e nos banhos frios do que chamávamos cachoeira, mas não passava de um jorro d’água permanente de um veio incrustado no paredão de pedras em torno do parque. Ao entardecer, quando o sol esquentava também os adultos entravam nas piscinas ou refrescavam-se no banho gelado.

Debaixo de frondosas árvores em torno das piscinas havia mesas e bancos de pedra; chegávamos cedo para ocupar um lugar sombreado e uma mesa ampla, onde descarregávamos nossas sacolas com o almoço, lanches, refrigerantes e água. O melhor de tudo é que pouca gente conhecia esse lugar tão aprazível, assim nos acostumamos a ficar à vontade.

Regressávamos ao entardecer, cansados, mas satisfeitos depois de um dia agradável, bastante movimentado a correr para lá e para cá, cuidando de nossos filhos e nos divertindo também.


Conceição Pazzola

29/3/2009



Um comentário:

Maria Muadiê disse...

Monjope é um lugar encantado.