terça-feira, 7 de agosto de 2007

A SAUDADE MESQUINHA




Na varanda da saudade

me debruço e choro

a tua ausência

nessa tarde

na varanda da saudade

deixo para trás

o amor que não volta

nunca mais

e passo a sorrir

como louca sozinha

por chorar e sentir

a saudade mesquinha

de ti, de alguém

que criei e sonhei

a quem e ninguém

pertencerei.

Conceição Pazzola

16/2/2007.

2 comentários:

Maria Muadié disse...

ai...essa varanda dói....

Clóvis Campêlo disse...

Ah, a maemória...
Presta-nos grandes serviços e ao mesmo tempo nos atinge e fere sem piedade.
O que seria de nós sem a capacidade de sintetizarmos a transmutarmos a dor em poemas.
Parabéns, First Lady, pela metamoforse.