domingo, 1 de agosto de 2010

CORTINA

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Afasto devagar a cortina
Atrás de uma janela fechada
Assusta-me uma nesga da rua

Tenho medo de abrir os olhos
De descerrar de uma vez a cortina
E encarar minha vida face a face

De mansinho descerro persianas
Ofuscada pelo bafejo da brisa
A luz do sol, o barulho da rua
Alegria de crianças, papagaios azuis

De braço dado passam dois namorados
Sorriem de nada ao longo do caminho
Sem presente, futuro ou passado
A trocar juras, carícias e carinho

Refugio-me atrás da cortina
Fujo dos momentos fugazes
Fecho persianas mais uma vez
Mergulho de novo na saudade.


Conceição Pazzola

1/8/2010

Um comentário:

Angélica T. Almstadter disse...

Ah como foi bom voltar aqui pra te ler, me perdi por aqui lendo e curtindo cada lembrança, cada saudade desfiada em poemas. Uma beijoka, miguxa >^:^<