<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701</id><updated>2012-01-07T17:30:33.220-08:00</updated><title type='text'>MARIA ESCREVINHADORA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>242</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-8519770322428278525</id><published>2011-12-24T09:08:00.000-08:00</published><updated>2011-12-24T09:11:32.194-08:00</updated><title type='text'>VÉSPERA DE NATAL</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TmF2bs3gpFE/TvYHgcV5XfI/AAAAAAAABaQ/iIbHev2IOR4/s1600/V%25C3%25A9spera%2Bde%2BNatal.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; DISPLAY: block; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689743433174441458" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-TmF2bs3gpFE/TvYHgcV5XfI/AAAAAAAABaQ/iIbHev2IOR4/s400/V%25C3%25A9spera%2Bde%2BNatal.bmp" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Parado diante da padaria, ele esperava que a chuva passasse para ir ao encontro com a mulher, marcado horas antes. Ela lhe telefonara, pedindo que a encontrasse depois de cinco anos de separação. Ainda a amava, mas, estava decidido a não ceder. Tudo acontecera quando o carro quebrara e ele o havia deixado na oficina. Tomara um ônibus lotado para voltar para casa, quando começara a esvaziar aproximava-se sua parada e encaminhara-se, pedindo licença aqui e ali, para a porta de saída. Foi quando a viu, sentada ao lado de um homem que rodeava seus ombros com o braço de forma protetora, cochichando ao seu ouvido.&lt;br /&gt;Levara um choque, mas decidiu não fazer escândalo no meio de toda aquela gente. Segurando na alça do banco onde ela estava sentada com seu provável amante fez questão que o visse; quando isso aconteceu, pediu parada e desceu, sendo seguido por ela.&lt;br /&gt;Não acreditou em nenhuma de suas desculpas, fez a mala e abandonou-a. Agora, cinco anos depois, justamente na véspera do Natal, ela insistira por aquele encontro.&lt;br /&gt;Quando a chuva parou, atravessou a rua e caminhou até a praça e postou-se defronte da igreja onde aconteceria a Missa do Galo, diante do coreto onde a banda de música já afinava os instrumentos. As pessoas chegavam para a missa, conhecidos o cumprimentavam com ar de surpresa ao vê-lo depois de tanto tempo.&lt;br /&gt;Uma hora depois, terminada a missa, os fiéis começaram a deixar a igreja e a banda começou a tocar. Naquele momento, ele a viu atravessando a rua, um vestido florido e sapatos brancos, mais linda do que nunca. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-8519770322428278525?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/8519770322428278525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=8519770322428278525&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/8519770322428278525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/8519770322428278525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2011/12/vespera-de-natal.html' title='VÉSPERA DE NATAL'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TmF2bs3gpFE/TvYHgcV5XfI/AAAAAAAABaQ/iIbHev2IOR4/s72-c/V%25C3%25A9spera%2Bde%2BNatal.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-4969147350496303463</id><published>2011-12-23T09:45:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T09:58:31.511-08:00</updated><title type='text'>A FUGA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4TomrIXrV6c/TvTAyDwCsXI/AAAAAAAABaE/mMZZ4CNGeBk/s1600/Homem%2Bpreso%2Bno%2Belevador2.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; DISPLAY: block; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689384195508580722" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-4TomrIXrV6c/TvTAyDwCsXI/AAAAAAAABaE/mMZZ4CNGeBk/s400/Homem%2Bpreso%2Bno%2Belevador2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abriu a porta devagar e o vento da noite penetrou nos seus poros, quase o fazendo retroceder, voltar para a cama quentinha e esquecer tudo. Há dias martelava o juízo imaginando a hora da decisão. Não havia mais lugar para o arrependimento.&lt;br /&gt;Estava cansado de discussões que não levavam a nada. Segurou a alça da mala já pronta aos seus pés, fechou a porta de mansinho e saiu pelo corredor. Àquela hora da madrugada, nem viv’alma. Chamou o elevador sem olhar para trás, quando chegou arrastou a mala e apertou o térreo.&lt;br /&gt;Subitamente, o elevador parou entre um andar e outro. Que fazer? Os minutos passaram, transformaram-se em horas e nada aconteceu. Suando em bicas, apertou o alarme na esperança de que alguém com insônia ouvisse, mas nada aconteceu. Sem ter o que fazer, resignou-se; deitou no chão e ali adormeceu.&lt;br /&gt;Não sabe quantas horas dormiu. De repente, a porta do elevador abriu e uma mulher entrou. Ao vê-lo estirado no chão, julgou que estivesse morto e se pôs a gritar. Em breve, acudiu gente de toda parte, e segurando a porta do elevador o suspenderam nos braços na intenção de socorrê-lo, sem lhe dar tempo de explicar-se o puseram num táxi e o levaram para o hospital mais próximo.&lt;br /&gt;Cada vez mais irritado, viu os enfermeiros acudirem e o carregarem numa maca para o internamento. Gritou que estava bem, estivera apenas dormindo no elevador que se quebrara desde a madrugada. O médico que o atendeu balançou a cabeça e disse que haviam errado de endereço. Aquele homem, referindo-se a ele, precisava ser internado com urgência num manicômio.&lt;br /&gt;Sem esperar que os bondosos vizinhos obedecessem ao médico, ele correu para a porta do hospital apavorado, atravessou a rua e desapareceu dentro do metrô. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Conceição Pazzola&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-4969147350496303463?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/4969147350496303463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=4969147350496303463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4969147350496303463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4969147350496303463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2011/12/fuga.html' title='A FUGA'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4TomrIXrV6c/TvTAyDwCsXI/AAAAAAAABaE/mMZZ4CNGeBk/s72-c/Homem%2Bpreso%2Bno%2Belevador2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-8090845309082314100</id><published>2011-06-25T12:30:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T12:36:23.467-07:00</updated><title type='text'>NOITES DE SÃO JOÃO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-peeQl5Fl3nQ/TgY4cEsA62I/AAAAAAAABZ0/HZeIryoY3PU/s1600/MD%2B-%2B142%2B-%2BFesta%2BJunina.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622243239764487010" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-peeQl5Fl3nQ/TgY4cEsA62I/AAAAAAAABZ0/HZeIryoY3PU/s400/MD%2B-%2B142%2B-%2BFesta%2BJunina.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;São João sempre traz lembranças felizes. De quando, por exemplo, passava praticamente o dia inteiro fazendo comida de milho e anoitecia sem que houvesse terminado. Hora de acender a fogueira; o marido e as crianças, de roupas trocadas e banhos tomados iam para a rua onde acendiam a fogueira armada à frente de casa, esperando a hora de assar o milho e soltar fogos, enquanto eu continuava minha labuta na cozinha, toda lambuzada por conta da raspagem do coco, do milho descascado e moído, do liquidificador mil vezes lavado e mil vezes usado, das palhas reservadas para as pamonhas devidamente costuradas na máquina (porque nunca aprendi a envelopar o creme de milho depois de pronto) e fervidas. A panela com a canjica no fogo era mexida ouvindo os gritos e as conversas do lado de fora, a fumaça se espalhando e o barulho dos fogos enchendo os ares.&lt;br /&gt;Quando a canjica estava nos pratos coberta de canela em pó e as pamonhas prontas, o pé de moleque desenformado, tudo pronto para ser consumido por volta de nove horas da noite podia pensar em cuidar de mim. A criançada já havia entrado e saído mil vezes para convidar-me a participar da fogueira e do milho assado. Uma noite inesquecível. De banho tomado e roupa trocada, chamava-os para finalmente servir o jantar junino. Desnecessário é dizer que isso nem era preciso porque eles já haviam invadido a cozinha, descoberto a panela onde fora feita a canjica e raspado o que sobrara.&lt;br /&gt;Hoje sou adepta do lema “Desgruda a mulher da cozinha!”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Conceição Pazzola&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Olinda, 24/06/2011&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-8090845309082314100?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/8090845309082314100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=8090845309082314100&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/8090845309082314100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/8090845309082314100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2011/06/noites-de-sao-joao.html' title='NOITES DE SÃO JOÃO'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-peeQl5Fl3nQ/TgY4cEsA62I/AAAAAAAABZ0/HZeIryoY3PU/s72-c/MD%2B-%2B142%2B-%2BFesta%2BJunina.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-457520830925016459</id><published>2011-03-30T13:35:00.000-07:00</published><updated>2011-04-01T12:46:12.981-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lcrQZre2mZM/TZYrb1zISVI/AAAAAAAABZo/axwxve2mdbM/s1600/Adeus%252C2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 347px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590703744725043538" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-lcrQZre2mZM/TZYrb1zISVI/AAAAAAAABZo/axwxve2mdbM/s400/Adeus%252C2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;ADEUS&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Palavra tão pequena e tão difícil /&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;De dizer no momento da despedida/ &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Sempre acompanhada por lágrimas/ &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;De antecipada saudade de quem parte/&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;E pena de quem fica sozinho, abandonado/&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Como se a sorte houvesse levado embora/ &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Toda a esperança de retorno do amor &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Que se vai, apenas com a palavra adeus/&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Rolam lágrimas desconsoladas, aflitas/&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Calam fundo em quem chora e também/&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Em todos que o rodeiam mesmo desconhecidos/&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Adeus! Disseste na hora de ir embora/&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Como quem vai somente até a esquina/&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Comprar cigarros numa noite fria/&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Embarcaste com um sorriso alegre/&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Nos lábios que tanto me beijaram&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Deixando a nossa cama vazia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Conceição Pazzola&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;29/3/2011&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-457520830925016459?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/457520830925016459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=457520830925016459&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/457520830925016459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/457520830925016459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2011/03/imagem-google-adeus-conceicao-pazzola.html' title=''/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lcrQZre2mZM/TZYrb1zISVI/AAAAAAAABZo/axwxve2mdbM/s72-c/Adeus%252C2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-6573513468838710491</id><published>2011-01-16T11:16:00.000-08:00</published><updated>2011-01-16T11:27:00.357-08:00</updated><title type='text'>CHEGOU A HORA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TTNGO3PphZI/AAAAAAAABYU/FLTRcGPo3LE/s1600/nostalgia.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 261px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562867185894393234" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TTNGO3PphZI/AAAAAAAABYU/FLTRcGPo3LE/s400/nostalgia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; imagem google&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu não estiver aqui&lt;br /&gt;Esqueça a vontade de chorar&lt;br /&gt;Ouça no murmúrio do vento&lt;br /&gt;Que nunca deixei de te amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a hora, devo partir&lt;br /&gt;Levo comigo teu último olhar&lt;br /&gt;As ondas dizem o teu nome&lt;br /&gt;Sempre haverei de te amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os dias passarem&lt;br /&gt;Deixa a saudade se aproximar&lt;br /&gt;Sem tristeza lembra-te de mim&lt;br /&gt;Que sempre haverei de te amar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-6573513468838710491?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/6573513468838710491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=6573513468838710491&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6573513468838710491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6573513468838710491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2011/01/chegou-hora.html' title='CHEGOU A HORA'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TTNGO3PphZI/AAAAAAAABYU/FLTRcGPo3LE/s72-c/nostalgia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-4569148932188430559</id><published>2010-12-04T10:53:00.000-08:00</published><updated>2010-12-04T10:58:54.331-08:00</updated><title type='text'>A VOZ DO VENTO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TPqPQk5nfnI/AAAAAAAABXI/NfyQqd48dMI/s1600/ventania.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546903406006206066" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TPqPQk5nfnI/AAAAAAAABXI/NfyQqd48dMI/s400/ventania.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O vento quando sopra nas folhas&lt;br /&gt;O teu nome sem parar&lt;br /&gt;Lembra a hora difícil da escolha&lt;br /&gt;Quando me pedias para ficar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouve a voz do vento em teus cabelos&lt;br /&gt;Ela te diz que não te esqueci&lt;br /&gt;O amor não morre, não fica velho&lt;br /&gt;Vem comigo, o vento te diz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar que murmura queixumes&lt;br /&gt;Quando vem quebrar na areia&lt;br /&gt;Um amor assim não tem ciúmes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa o sangue correr nas veias&lt;br /&gt;O futuro pouco nos importa&lt;br /&gt;O amor para nós é doce cadeia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-4569148932188430559?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/4569148932188430559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=4569148932188430559&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4569148932188430559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4569148932188430559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/12/voz-do-vento.html' title='A VOZ DO VENTO'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TPqPQk5nfnI/AAAAAAAABXI/NfyQqd48dMI/s72-c/ventania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-6657301025564094230</id><published>2010-11-20T10:25:00.001-08:00</published><updated>2010-11-20T10:27:22.643-08:00</updated><title type='text'>PRECE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TOgS1QlRnyI/AAAAAAAABWo/CHufFR0Y5kw/s1600/desamor1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 384px; DISPLAY: block; HEIGHT: 325px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541700047673073442" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TOgS1QlRnyI/AAAAAAAABWo/CHufFR0Y5kw/s400/desamor1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É chegada a hora de lembrar&lt;br /&gt;Sorrisos dados e recebidos&lt;br /&gt;Desejos e sonhos realizados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se houve mágoa, o tempo sarou&lt;br /&gt;Se houve tristezas ou desamor&lt;br /&gt;Como sal foi atirado ao fogo&lt;br /&gt;A chama cresceu e logo apagou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de olhar para o passado&lt;br /&gt;Um comprido novelo de lã escura&lt;br /&gt;Perdido nas linhas emaranhadas&lt;br /&gt;Como flor desfolhada sem frescura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ontem não é agora, virou nada&lt;br /&gt;Nenhuma hora foi desperdiçada&lt;br /&gt;Não há mais tempo de remendar&lt;br /&gt;Meus trapos de vida atrapalhada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram-se anos esparsos de festa&lt;br /&gt;Tive chances, dádivas e fantasias&lt;br /&gt;Deixei-as no porto em companhia&lt;br /&gt;Da bagagem, agora o que me resta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18/04/1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-6657301025564094230?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/6657301025564094230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=6657301025564094230&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6657301025564094230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6657301025564094230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/11/prece.html' title='PRECE'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TOgS1QlRnyI/AAAAAAAABWo/CHufFR0Y5kw/s72-c/desamor1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-1381020578731180028</id><published>2010-11-03T13:02:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T13:08:57.210-07:00</updated><title type='text'>HORA DO BRINDE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TNHA8Y7eAaI/AAAAAAAABWA/JXQI7lfpRuQ/s1600/brinde.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535417560731615650" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TNHA8Y7eAaI/AAAAAAAABWA/JXQI7lfpRuQ/s400/brinde.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãos entrelaçadas, os copos trocados&lt;br /&gt;Sobre a mesa o bolo de noiva é perfeito&lt;br /&gt;Chegou a hora do brinde e no silêncio&lt;br /&gt;Jorram as juras do grande amor aceito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O turbilhão da vida leva os belos sonhos&lt;br /&gt;Em seu lugar, só queixa, desejo frustrado&lt;br /&gt;Esperança de serem felizes para sempre&lt;br /&gt;É mentira da carochinha, é conto de fada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as juras e sonhos de um casamento&lt;br /&gt;Ficaram nos cálices vazios sobre a mesa&lt;br /&gt;A rotina dos anos vulgariza sentimentos&lt;br /&gt;De roldão foram arrastadas as surpresas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãos entrelaçadas, novos copos trocados&lt;br /&gt;Sobre a mesa o bolo de noiva é perfeito...&lt;br /&gt;É a hora do brinde, nova platéia assiste&lt;br /&gt;Ardentes juras e mais um amor desfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-1381020578731180028?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/1381020578731180028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=1381020578731180028&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/1381020578731180028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/1381020578731180028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/11/hora-do-brinde.html' title='HORA DO BRINDE'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TNHA8Y7eAaI/AAAAAAAABWA/JXQI7lfpRuQ/s72-c/brinde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-7714409074496515847</id><published>2010-08-28T09:56:00.000-07:00</published><updated>2010-08-28T10:05:50.933-07:00</updated><title type='text'>TANTO TEMPO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/THlBiSvmkmI/AAAAAAAABUI/o07m2ahJvt0/s1600/Sonhadora1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 334px; DISPLAY: block; HEIGHT: 252px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510507676467368546" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/THlBiSvmkmI/AAAAAAAABUI/o07m2ahJvt0/s400/Sonhadora1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se passou tanto tempo&lt;br /&gt;Sem te ver e sem saber&lt;br /&gt;Você não está por perto&lt;br /&gt;À espera do momento certo&lt;br /&gt;Para surgir sem avisar&lt;br /&gt;Em qualquer horário&lt;br /&gt;A qualquer instante&lt;br /&gt;Somente para me ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou sorrir sem dizer nada&lt;br /&gt;Sempre o anjo de nós dois&lt;br /&gt;Soprava ao seu ouvido&lt;br /&gt;Vá agora, ela o espera&lt;br /&gt;A luz do dia irradiava você&lt;br /&gt;Aquecia a friagem da noite&lt;br /&gt;Antes de a porta se abrir&lt;br /&gt;Ouvia o barulho de passos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia quanto você me amava&lt;br /&gt;Olhos nos olhos e nada mais&lt;br /&gt;Era preciso, tínhamos a certeza&lt;br /&gt;De que a vida valia a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junho/2008&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-7714409074496515847?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/7714409074496515847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=7714409074496515847&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/7714409074496515847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/7714409074496515847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/08/tanto-tempo.html' title='TANTO TEMPO'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/THlBiSvmkmI/AAAAAAAABUI/o07m2ahJvt0/s72-c/Sonhadora1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-6028607554742455371</id><published>2010-08-12T09:03:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T09:06:59.381-07:00</updated><title type='text'>SILÊNCIO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TGQb7CLWxXI/AAAAAAAABTo/RgRIr3-jBvc/s1600/despedida.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504555345564321138" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TGQb7CLWxXI/AAAAAAAABTo/RgRIr3-jBvc/s400/despedida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ponta dos pés&lt;br /&gt;De mansinho&lt;br /&gt;Levaste meu sossego&lt;br /&gt;Deixaste minha vida&lt;br /&gt;Em torvelinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em silêncio&lt;br /&gt;Arrumaste tua mala&lt;br /&gt;A chuva daquela noite&lt;br /&gt;Senti como um açoite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechaste a porta suave&lt;br /&gt;Senti tua indiferença&lt;br /&gt;Deixando para trás&lt;br /&gt;O perfume de tua ausência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ponta dos pés&lt;br /&gt;De mansinho&lt;br /&gt;Voltaste para mim&lt;br /&gt;Levando meu sossego&lt;br /&gt;Deixando minha vida&lt;br /&gt;Em torvelinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;11/8/2010&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-6028607554742455371?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/6028607554742455371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=6028607554742455371&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6028607554742455371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6028607554742455371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/08/silencio.html' title='SILÊNCIO'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TGQb7CLWxXI/AAAAAAAABTo/RgRIr3-jBvc/s72-c/despedida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-8546886417124247267</id><published>2010-08-01T13:13:00.000-07:00</published><updated>2010-08-01T13:17:51.766-07:00</updated><title type='text'>CORTINA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TFXWIvThfhI/AAAAAAAABTQ/XfquLw2D6Ms/s1600/Cortina2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500537965528579602" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TFXWIvThfhI/AAAAAAAABTQ/XfquLw2D6Ms/s400/Cortina2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Imagem google&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afasto devagar a cortina&lt;br /&gt;Atrás de uma janela fechada&lt;br /&gt;Assusta-me uma nesga da rua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho medo de abrir os olhos&lt;br /&gt;De descerrar de uma vez a cortina&lt;br /&gt;E encarar minha vida face a face&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mansinho descerro persianas&lt;br /&gt;Ofuscada pelo bafejo da brisa&lt;br /&gt;A luz do sol, o barulho da rua&lt;br /&gt;Alegria de crianças, papagaios azuis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De braço dado passam dois namorados&lt;br /&gt;Sorriem de nada ao longo do caminho&lt;br /&gt;Sem presente, futuro ou passado&lt;br /&gt;A trocar juras, carícias e carinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refugio-me atrás da cortina&lt;br /&gt;Fujo dos momentos fugazes&lt;br /&gt;Fecho persianas mais uma vez&lt;br /&gt;Mergulho de novo na saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1/8/2010&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-8546886417124247267?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/8546886417124247267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=8546886417124247267&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/8546886417124247267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/8546886417124247267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/08/cortina.html' title='CORTINA'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TFXWIvThfhI/AAAAAAAABTQ/XfquLw2D6Ms/s72-c/Cortina2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-5664297548071399261</id><published>2010-06-12T12:26:00.000-07:00</published><updated>2010-06-12T12:34:03.420-07:00</updated><title type='text'>FALANDO DE AMOR</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TBPg8qDXGjI/AAAAAAAABR0/E6LM3w4-4BU/s1600/Digitalizar0047.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 275px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481972504125184562" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TBPg8qDXGjI/AAAAAAAABR0/E6LM3w4-4BU/s400/Digitalizar0047.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Porto de Galinhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é muito mais&lt;br /&gt;Do que quatro letras&lt;br /&gt;Arde no peito, chora&lt;br /&gt;Na ausência, sorri&lt;br /&gt;Na chegada, geme&lt;br /&gt;De saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca amou&lt;br /&gt;E se ilude a pensar&lt;br /&gt;Antes da entrega&lt;br /&gt;Total e definitiva&lt;br /&gt;Quem nunca chorou&lt;br /&gt;Ao perder um amor&lt;br /&gt;Razão única de viver&lt;br /&gt;Ainda não descobriu&lt;br /&gt;O que é sentir a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;12/6/2010&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-5664297548071399261?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/5664297548071399261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=5664297548071399261&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/5664297548071399261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/5664297548071399261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/06/falando-de-amor.html' title='FALANDO DE AMOR'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TBPg8qDXGjI/AAAAAAAABR0/E6LM3w4-4BU/s72-c/Digitalizar0047.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-6660688616387492132</id><published>2010-06-11T10:52:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T11:20:47.179-07:00</updated><title type='text'>DIA DOS NAMORADOS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TBJ7BnsWRgI/AAAAAAAABRs/3KHpmkKgZMg/s1600/IMG_1308.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481578964228392450" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TBJ7BnsWRgI/AAAAAAAABRs/3KHpmkKgZMg/s400/IMG_1308.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Foto de Ravenna Pazzola&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na véspera de doze de junho a madrugada foi chuvosa. Entre relâmpagos e trovões, dava para ouvir os pingos d’água batendo no solo, intermitentes. Quando o dia amanheceu, cheguei a acreditar que o mau tempo logo passaria, mas, a chuva continuou por quase toda manhã.&lt;br /&gt;Uma manhã bastante convidativa para ficar na cama lendo um bom livro, ou assitindo a um bom filme, toda enrodilhada nos braços quentes do ser amado e um capuchino depois.&lt;br /&gt;Num dia como este, a saudade ameaça dominar-me e tenho que lutar muito para não entregar-me de uma vez por todas à depressão que tua ausência deixou.&lt;br /&gt;Vejo-te diante de mim a sorrir, os olhos iluminados de amor, os braços quentes a esperar que eu corresse ao teu encontro para me abrigarem. Procuro pensar em coisas alegres, não quero deixar as láguimas que me apertam o peito ganharem os olhos, deslizarem pela face.&lt;br /&gt;Todos os anos em que estivemos juntos mantive a errônea ilusão de que não era preciso dizer-te quanto te amava, quanto eras importante, essencial para mim como o ato de respirar. Estavas sempre ali, e tua presença tornou-se um hábito. Acostumei a te ver rondar-me, sem entender que estavas sequioso por uma palavra, apenas uma, para saber quanto eu te amava.&lt;br /&gt;Os anos que passamos juntos acabaram por criar confiança tamanha, por isso, pensei enlouquecer quando te vi entre nuvens no céu da manhã de quatro de novembro, com a camisa de listras azuis e brancas, minha favorita, e um sorriso tão amoroso nos lábios. Naquele instante compreendi tudo. Já não pertencias a este mundo.&lt;br /&gt;Tento pensar nos amigos e amigas que também já habitam outro plano, a cada ano esse número se torna maior e breve chegará minha vez. É a lei natural da vida.&lt;br /&gt;Não sei por que lembrei agora, havia uma senhora entre minhas colegas de trabalho que ostentava no peito um medalhão, espécie de camafeu com a foto de seu marido morto anos atrás. Ah, como costumam ser crueis, mesmo sem saber, os jovens...&lt;br /&gt;Embora nada lhe dissesse, eu duvidava daquela devoção, tantos anos passados. Acreditava que não era possível alimentar tamanha saudade, cheguei a pensar que o camafeu continuava alí por vaidade, uma espécie de fetiche.&lt;br /&gt;Até que um dia, sem que eu fizesse qualquer comentário a respeito, com um sorriso nos lábios e ironia na voz, ela fitou-me e disse: “Para você, a vida é muito fácil. Ainda tem o seu espírito santo de orelhas...”&lt;br /&gt;Agora também não tenho mais o meu espírito santo de orelhas. Os dias, os meses e os anos estão passando. Dois anos passaram céleres diante do enorme vazio de tua ausência, e compreendi que qualquer forma de amor vale a pena.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Conceição Pazzola&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-6660688616387492132?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/6660688616387492132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=6660688616387492132&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6660688616387492132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6660688616387492132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/06/dia-dos-namorados.html' title='DIA DOS NAMORADOS'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TBJ7BnsWRgI/AAAAAAAABRs/3KHpmkKgZMg/s72-c/IMG_1308.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-1154218798107522672</id><published>2010-05-31T11:37:00.000-07:00</published><updated>2010-05-31T11:41:21.641-07:00</updated><title type='text'>REMINISCÊNCIA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TAQCfiiiwYI/AAAAAAAABRc/k7I7AlvCv9I/s1600/casa.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 313px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477505787660255618" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TAQCfiiiwYI/AAAAAAAABRc/k7I7AlvCv9I/s400/casa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Imagem google&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos meus olhos de criança&lt;br /&gt;Enorme era minha casa&lt;br /&gt;O olhar não via&lt;br /&gt;Por mais que desejasse&lt;br /&gt;Onde acabavam paredes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente nas pontas dos pés&lt;br /&gt;Era possível ver o que havia&lt;br /&gt;Sobre o balcão da cozinha&lt;br /&gt;De minha mãe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos olhos de qualquer um&lt;br /&gt;Havia naquela casa&lt;br /&gt;Muita gente comum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas vozes, tantos pés&lt;br /&gt;Muitos beijos e abraços&lt;br /&gt;Um dia eu cresci&lt;br /&gt;Encolhidas se tornaram&lt;br /&gt;Todas as coisas e pessoas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudaram e como gente grande&lt;br /&gt;Também assim me olharam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nenhum aviso prévio&lt;br /&gt;Arrebentou como tufão&lt;br /&gt;De buscar longe dali&lt;br /&gt;A aluvião de desejos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem dera...&lt;br /&gt;Reaver dentro e fora&lt;br /&gt;A beleza extinta, a união&lt;br /&gt;Que um dia tive e perdi&lt;br /&gt;Na minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;17/5/2002&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-1154218798107522672?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/1154218798107522672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=1154218798107522672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/1154218798107522672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/1154218798107522672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/05/reminiscencia.html' title='REMINISCÊNCIA'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/TAQCfiiiwYI/AAAAAAAABRc/k7I7AlvCv9I/s72-c/casa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-1267357127119071297</id><published>2010-05-27T11:10:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T11:14:36.078-07:00</updated><title type='text'>CHUQUETE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;I&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S_62GpEl1tI/AAAAAAAABQ8/yTged78mSLU/s1600/cachorros3.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 291px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476014422149682898" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S_62GpEl1tI/AAAAAAAABQ8/yTged78mSLU/s400/cachorros3.gif" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa cadela vira-lata acabara de morrer e eu ainda me sentia triste e saudosa, quando numa certa manhã de sábado o casal de franceses, donos da Gráfica Barthel onde meu marido trabalhava, apareceu de surpresa em nosso sítio. Ela com Chuquete nos braços como se carregasse uma criança. Botou-a no chão, me deu um abraço e contou que a cadela era sua, mas, morava num prédio em que não era permitido criar cães. Enquanto pequenina, Chuquete havia passado despercebida. Agora não dava mais para escondê-la. Crescera, fazia barulho e o jeito era eles se desfazerem dela. Dito isso, voltou ao carro, retirou os brinquedinhos de Chuquete, a coleira e uma caminha de cachorro. Jogou tudo no terraço lá de casa, depois de pouco tempo o casal de franceses foi embora. Nem esperaram que eu dissesse alguma coisa. Chuquete já cheirava a casa toda reconhecendo o território e se tornou minha companhia quando Giovanni saía de manhã pra trabalhar, só regressando ao anoitecer. Certa manhã, entretida na máquina de costura, não ouvi o portão da rua. O transportador de gás com o bujão às costas entrou repentinamente aos gritos, com Chuquete colada na sua perna. A calça rasgada, o homem soltava pragas contra o animal, sem entender que ela fazia seu papel de cão de guarda, protegendo-me. Não ouvi nenhum latido nem antes nem depois da saída do homem do gás.&lt;br /&gt;Na primeira vez que Chuquete entrou no cio, ingenuamente Giovanni perdeu tempo construindo um galpão de madeira para protegê-la dos cachorros da vizinhança. Verdadeira matilha invadiu nosso quintal, em pouco tempo destruiram o galpão e entraram.&lt;br /&gt;Meu marido passou a apedrejá-los, sem resultados. Até que um deles, justamente o cachorro de nossa melhor vizinha foi atingido por uma pedra e tombou. Apavorado, Giovanni foi buscar uma pá, cavou o buraco pra enterrar o cachorro de Dona Inácia. Antes que ele terminasse de cavar, o animal sacudiu-se completamenrte refeito e correu para sua casa. Melhor assim.&lt;br /&gt;Quando vendemos o sítio, não foi possível levar Chuquete conosco. Ela deitou no terraço e ali ficou em silêncio, olhando-nos partir. Pouco tempo depois soubemos que Chuquete morrera de saudade de nós. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;26/5/2010 &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-1267357127119071297?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/1267357127119071297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=1267357127119071297&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/1267357127119071297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/1267357127119071297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/05/chuquete.html' title='CHUQUETE'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S_62GpEl1tI/AAAAAAAABQ8/yTged78mSLU/s72-c/cachorros3.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-3848441508149247030</id><published>2010-05-08T12:12:00.000-07:00</published><updated>2010-05-08T12:22:27.195-07:00</updated><title type='text'>PARA SEMPRE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S-W5qgVvwpI/AAAAAAAABQk/rGPgYvsx3ec/s1600/mae.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 319px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468981462398124690" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S-W5qgVvwpI/AAAAAAAABQk/rGPgYvsx3ec/s400/mae.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que Deus permite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que as mães vão-se embora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe não tem limite,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é tempo sem hora,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;luz que não apaga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando sopra o vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e chuva desaba,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;veludo escondido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na pele enrugada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;água pura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ar puro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;puro pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrer acontece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com o que é breve e passa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem deixar vestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, na sua graça,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que Deus se lembra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- mistério profundo -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de tirá-la um dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse eu Rei do Mundo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;baixava uma lei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe não morre nunca,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mãe ficará sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;junto de seu filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ele, velho embora,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;será pequenino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;feito grão de milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-3848441508149247030?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/3848441508149247030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=3848441508149247030&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/3848441508149247030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/3848441508149247030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/05/para-sempre.html' title='PARA SEMPRE'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S-W5qgVvwpI/AAAAAAAABQk/rGPgYvsx3ec/s72-c/mae.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-4081892308807177273</id><published>2010-05-08T11:41:00.000-07:00</published><updated>2010-05-08T12:07:05.562-07:00</updated><title type='text'>TUDO BEM</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S-Wxxz0H-TI/AAAAAAAABQc/up2FV04pflY/s1600/mae_e_filho_gustave_klimt.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 255px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468972791791876402" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S-Wxxz0H-TI/AAAAAAAABQc/up2FV04pflY/s400/mae_e_filho_gustave_klimt.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S-WxMx2SrfI/AAAAAAAABQU/jTC3Vol2Fd0/s1600/M%C3%A3e+e+filho.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tão pequena sou&lt;br /&gt;No colo de minha mãe&lt;br /&gt;Tão dificl era ter&lt;br /&gt;A chance de deitar nele&lt;br /&gt;A cabeça cansada&lt;br /&gt;De pensar que&lt;br /&gt;Nada mais vale &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pena&lt;br /&gt;Como bem disse&lt;br /&gt;Carlos Drummond&lt;br /&gt;Mãe não devia morrer&lt;br /&gt;Deixando filhos para trás&lt;br /&gt;Sem o seu sorriso&lt;br /&gt;Sem ouvir sua voz&lt;br /&gt;Bálsamo na adversidade&lt;br /&gt;Impossivel de preencher&lt;br /&gt;Com outra voz&lt;br /&gt;Mesmo se nada falasse&lt;br /&gt;Seu olhar dizia-me que estava&lt;br /&gt;Tudo bem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conceição Pazzola &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-4081892308807177273?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/4081892308807177273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=4081892308807177273&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4081892308807177273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4081892308807177273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/05/tudo-bem.html' title='TUDO BEM'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S-Wxxz0H-TI/AAAAAAAABQc/up2FV04pflY/s72-c/mae_e_filho_gustave_klimt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-6864756487606751883</id><published>2010-05-01T10:44:00.000-07:00</published><updated>2010-05-01T10:49:16.744-07:00</updated><title type='text'>AMANHECER</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S9xpPH0PWFI/AAAAAAAABQE/Udprw_gQghE/s1600/Chuva.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466359756238051410" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S9xpPH0PWFI/AAAAAAAABQE/Udprw_gQghE/s400/Chuva.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Pisei fora do portão, e naquele momento, a súbita ventania começou a varrer galhos e folhas das árvores desmanchando nuvens. A chuva de vento varreu o quintal de um canto a outro. Zeus, nosso hotwiler, correu para os fundos da antiga garagem agora vazia, enroscou-se sobre si mesmo para voltar a dormir enquanto o barulhinho dos pingos no telhado o embalavam. Dois passarinhos cinzentos de papo amarelo pousaram no murinnho da entrada, sacudindo asas e chilreando felizes com o inesperado banho de chuva logo ao amanhecer. Olhei o espetáculo da ventania e da chuva que varria o quintal em todas as direções e sentei para apreciar melhor. O dia apenas começava. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-6864756487606751883?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/6864756487606751883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=6864756487606751883&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6864756487606751883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6864756487606751883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/05/amanhecer.html' title='AMANHECER'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S9xpPH0PWFI/AAAAAAAABQE/Udprw_gQghE/s72-c/Chuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-5608681205413362898</id><published>2010-04-24T07:04:00.000-07:00</published><updated>2010-04-24T07:47:35.329-07:00</updated><title type='text'>O FILHO ETERNO, resumo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S9MDPnxwlPI/AAAAAAAABP0/lkXP5TbJSkc/s1600/O+Filho+Eterno.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 273px; DISPLAY: block; HEIGHT: 241px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463714339841152242" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S9MDPnxwlPI/AAAAAAAABP0/lkXP5TbJSkc/s400/O+Filho+Eterno.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; O FILHO ETERNO&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Cristovão Tezza&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ed. Record&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Neste livro, classificado como romance Cristovão Tezza expõe as dificuldades inúmeras e as saborosas pequenas vitórias de criar um filho com síndrome de Down.  O autor descreve, sem jamais cair no melodrama ou na pieguice, um acontecimento que o fez se sentir como se fosse um boi cabeceando inutilmente contra as paredes do corredor de um matadouro: o dia em que recebeu a notícia de que o primeiro filho, tão esperado, tinha Síndrome de Down. Mas, à medida que o filho cresce, o pai adquire maturidade para se tornar funcionário público e deslanchar sua carreira de escritor. Aproveita as questões que aparecem pelo caminho nestes 26 anos de seu filho Felipe para relembrar e reordenar sua própria vida: a experimentação da vida em comunidade quando adolescente, a vida como ilegal na Alemanha para ganhar a vida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-5608681205413362898?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/5608681205413362898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=5608681205413362898&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/5608681205413362898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/5608681205413362898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/04/o-filho-eterno-resumo.html' title='O FILHO ETERNO, resumo'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S9MDPnxwlPI/AAAAAAAABP0/lkXP5TbJSkc/s72-c/O+Filho+Eterno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-4779369771563378317</id><published>2010-04-17T11:51:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T11:56:47.897-07:00</updated><title type='text'>PARTIDA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S8oELjf4NrI/AAAAAAAABPc/kxpBOlL699k/s1600/Margem+do+rio.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 263px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461182094694168242" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S8oELjf4NrI/AAAAAAAABPc/kxpBOlL699k/s400/Margem+do+rio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chora o vento na noite escura&lt;br /&gt;Enquanto o amor vai embora&lt;br /&gt;Calado fica o pássaro no ninho&lt;br /&gt;Enquanto o coração chora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu transforma noite em dia&lt;br /&gt;Silencia bem-te-vi e canário&lt;br /&gt;Quando o amor vira ventania&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distante, entre o céu e o mar&lt;br /&gt;Envergonhada brota lua cheia&lt;br /&gt;Vê sem querer a lágrima brilhar&lt;br /&gt;Apertada no peito a dor vagueia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;1/3/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-4779369771563378317?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/4779369771563378317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=4779369771563378317&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4779369771563378317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4779369771563378317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/04/partida.html' title='PARTIDA'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S8oELjf4NrI/AAAAAAAABPc/kxpBOlL699k/s72-c/Margem+do+rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-4949229857138183954</id><published>2010-04-17T10:43:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T10:50:09.846-07:00</updated><title type='text'>NAVEGAR É PRECISO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S8n0e5zpq-I/AAAAAAAABPU/frIpT4A3Kv4/s1600/Barco+no+Rio+SFrancisco.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 256px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461164834914151394" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S8n0e5zpq-I/AAAAAAAABPU/frIpT4A3Kv4/s400/Barco+no+Rio+SFrancisco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Imagem google&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai o barquinho de papel&lt;br /&gt;Nas ondas do mar e do vento&lt;br /&gt;Carrega o amor para longe&lt;br /&gt;Do teu, do meu pensamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai a moça apressada&lt;br /&gt;Nas curvas do sentimento&lt;br /&gt;Envolta no laço apertado&lt;br /&gt;De amor jogado ao relento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai a jangada serena&lt;br /&gt;Buscar a pesca encantada&lt;br /&gt;Trazida pela brisa amena&lt;br /&gt;Em breve estará em casa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai teu beijo atirado&lt;br /&gt;Nas dobras dos dedos aflitos&lt;br /&gt;Procurar os lábios molhados&lt;br /&gt;Da menina vestida de chita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;Abril/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-4949229857138183954?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/4949229857138183954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=4949229857138183954&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4949229857138183954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4949229857138183954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/04/navegar-e-preciso.html' title='NAVEGAR É PRECISO'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S8n0e5zpq-I/AAAAAAAABPU/frIpT4A3Kv4/s72-c/Barco+no+Rio+SFrancisco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-8247717263615546626</id><published>2010-04-06T11:11:00.000-07:00</published><updated>2010-04-06T12:12:53.499-07:00</updated><title type='text'>GIOVANNI</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7uF3_6qfDI/AAAAAAAABO8/x1LqZZHfhfg/s1600/SIGNO+DE+ARIES.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 299px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457102570586274866" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7uF3_6qfDI/AAAAAAAABO8/x1LqZZHfhfg/s400/SIGNO+DE+ARIES.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7t8OcV668I/AAAAAAAABO0/lTRFVlHcBBc/s1600/aries%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Imagem google&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Meu filho Giovanni nasceu no dia nove de abril, apesar de o ginecologista ter garantido que nasceria provavelmente na primeira quinzena de junho. Antes de completar um ano, mudamo-nos para Olinda com a casa ainda em construção.&lt;br /&gt;Por ser muito pequeno e franzino ele demorou a andar; engatinhava no meio dos trabalhadores da construção, mexia no cimento, nas ferramentas, brincava com pregos e tudo que aparecia pela frente. Nessa época eu tinha trinta anos, sentia-me em plena juventude e quase todas as manhãs saíamos para ir à praia, com a amiga e vizinha Dionéia e Nayara, respectivamente mãe e filha. Nayara estudava no mesmo colégio de minha filha Ines.&lt;br /&gt;Apesar de prematuro Giovanni tomou banho de mar com três meses e adorou. Sorria e batia as pernas feliz da vida. Tudo ia muito bem até ele adoecer gravemente: diarréia, muita febre e completa falta de apetite, o diagnóstico foi ameba, giarda e mais duas espécies menos perigosas de verminoses.&lt;br /&gt;Como ainda não completara um ano, os comprimidos contra ameba compostos por um veneno poderoso, tiveram de ser repartidos por quatro. Apesar do tratamento a febre persistia, assim como o hábito de levá-lo à praia. Certa manhã, quando assistíamos a um filme engraçado na TV, subitamente Giovanni começou a chorar e debater-se. Chorando também, corri a mergulhá-lo na banheira já pronta para o banho, e meu filho teve a primeira convulsão dentro d’água, ao mesmo tempo em que evacuava um líquido esverdeado. Meus gritos atraíram Silvinha e Cinda filhas de Dona Eunice, nossa vizinha, senhora super bondosa que nos cedia o telefone para comunicar-nos com o mundo.&lt;br /&gt;Elas perceberam a gravidade da situação, levaram as meninas consigo deixando-me livre para correr ao pronto socorro conhecido pelo primeiro taxista que atendeu ao meu chamado. Enquanto Giovanni passava por meticuloso exame, liguei para minha irmã Vane, ela acudiu ao meu chamado. Pagou a caução exigida e levamos o menino de volta para casa.&lt;br /&gt;Por toda noite troquei toalhas molhadas em torno de seu corpinho ardente, com ele na minha cama vez por outra o abraçava, beijava para que sentisse meu amor e o desejo de que não morresse.&lt;br /&gt;Durante muito tempo precisou tomar Gardenal prescrito pela pediatra, que o fazia dormir horas seguidas, até que mudamos de plano de saúde e ele passou a ser atendido pelo Doutor Gilson Peixoto, que substituiu o Gardenal por um antitérmico.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, meu marido saiu para comprar jornal e o levou a passear de bicicleta. Sem o jornal voltaram rapidamente, pois Giovanni prendera um pé no raio da bicicleta. Mesmo depois que o ferimento sarou, ele continuou a mancar e a recusar alimento. Readquiriu a confiança para andar quando ganhou um par de botas marrons.&lt;br /&gt;Muito pequeno e branquinho, os alunos da Escola de Datilografia o adoravam e chamavam carinhosamente de galo rubro. No Jardim Um do Instituto Cristo Rei, uma de suas colegas o apelidou de purê, seu prato preferido. Giovanni gostava de desenhar, por ser criativo destacou-se logo. Certo dia as professoras mostraram-me seus desenhos, especialmente o de um cowboy.&lt;br /&gt;Em casa ele se unia com Alfredo, seu irmão mais novo para mexer nas ferramentas do pai. Ao planejar uma arte, nenhum obstáculo parecia intransponível. Antes de o Instituto Cristo Rei fechar as portas eu o transferi para o Colégio Imaculado, aonde não chegou a concluir a alfabetização. Quase diariamente passei a ouvir queixas de sua professora por ele gostar de falar “pelas orelhas” e “lambuzar” a folha de tarefa. Ouvia tudo com paciência e engolindo sapo para não responder à altura.&lt;br /&gt;Pouco antes de retirá-lo do colégio, emprestei à professora um livro intitulado Faça Seu Filho Feliz, que me foi presenteado por meu marido quando engravidei a primeira vez. Minha intenção é que ela aprendesse a lidar com as diferenças e tivesse cuidado com as palavras na frente de crianças. Nunca mais o devolveu.&lt;br /&gt;No Colégio Manuel Bandeira onde as irmãs já estudavam, Giovanni ganhou a companhia do primo Gustavo e passaram a andar sempre juntos.&lt;br /&gt;Antes dos dez anos, ele resolveu fugir de casa. Botou isso na cabeça e saiu sem destino. Ao notar seu sumiço, saí a procurá-lo e não precisei ir muito longe. Quase esbarrei nele, apenas um toquinho de gente, de cócoras sob frondosa árvore existente na vila dos sargentos, do lado direito de nossa rua, observando os amigos brincar: – Mãe, a senhora vai aonde? – perguntou-me com naturalidade. – Vamos pra casa? – respondi, dei-lhe a mão para que levantasse e voltamos juntos.&lt;br /&gt;Um dia ele me disse a coisa mais bonita e comovente que qualquer mãe gostaria de ouvir de um filho. Pediu olhando-me nos olhos: - Mãe, quando você morrer eu quero ir junto, viu?&lt;br /&gt;Sempre foi um menino de muita sorte. Tinha um irmão e duas irmãs, quatro crianças pequenas. Toda vez que precisava ir à cidade resolver alguma coisa no comércio, os quatro participavam de um sorteio, Quem ganhasse me acompanharia. Giovanni ganhava sempre, provocando muitas queixas dos irmãos perdedores.&lt;br /&gt;Meu filho nasceu sob o signo de Áries, é generoso e comunicativo, acredito que possui uma estrela brilhante a iluminar seu caminho. Quando lhe dei a primeira bicicleta, todos os amigos da rua aprenderam a andar sobre ela, e como resultado todos pediram uma bicicleta nova de presente aos pais, enquanto a sua mostrava os sinais de muitos trancos e das quedas infinitas.&lt;br /&gt;Se fosse contar em detalhes todos os acidentes sofridos por Giovanni durante a infância, acabaria escrevendo um livro sobre ele. Recordarei o mais grave, que foi provocado pelas bicicletas novas, presentes meus para dois filhos, e causadoras de muitos remorsos depois.&lt;br /&gt;Empolgados com as bicicletas novas, eles pedalaram até a estrada de Paulista, mal iluminada e de tráfego intenso onde foram de encontro a outras bicicletas, e Giovanni foi parar no hospital. Recebi um telefonema cauteloso de Reinaldo Vilarim, meu primo que morava na Rua São Francisco, próxima à estrada referida.&lt;br /&gt;Apesar de ainda muito pequeno, Alfredo tomou a iniciativa de ir até a casa de Reinaldo buscar socorro. Assustado e sozinho testemunhou o irmão ser conduzido ao hospital lá existente.&lt;br /&gt;Eles eram duas crianças num lugar completamente desconhecido. Quando cheguei, ouvi as providências tomadas e acompanhei meu marido que nos levou para casa. Mais uma vez Giovanni estava machucado gravemente; demorou quieto apenas o tempo suficiente para aliviar as dores da perna. Apesar de tantas recomendações antes que eu seguisse para o trabalho, mal ficava sozinho ele vestia uma calça jeans para ocultar o curativo e ganhava o mundo. Estava em plena adolescência, tinha pressa de viver a vida que o esperava na rua.&lt;br /&gt;Cresceu criativo e querido pelos professores e colegas. Guardou um trauma por ter perdido o pastoril onde representaria o Velho a convite de Augusto, professor de arte. Embora soubesse que ele queria muito dançar o pastoril, não o deixei sair do castigo onde estava por não ter devolvido o troco da compra do pão.&lt;br /&gt;Tornou-se um rapaz bonito de cachos longos e muitas namoradas. Cansou dos cabelos longos e raspou a cabeça, nem por isso deixou de atrair as garotas. Sempre acompanhado por seu primo Gustavo, ele se divertiu bastante, quebrou todas as regras de comportamento no Colégio Estadual de Olinda até que o transferi para o Colégio São Bento onde Alfredo estudava.&lt;br /&gt;Não fosse o envolvimento e a gravidez de Andréa, sua namorada de Paulista, talvez meu filho tivesse realizado o seu projeto de estudar engenharia elétrica. A paternidade precoce o levou a um casamento também precoce que não durou. Atrapalhou todo seu futuro promissor, mas tudo está escrito nas estrelas bem antes de chegarmos aqui na terra. Giovanni ficou pouco tempo sozinho. Conheceu Heliane, com ela casou-se, e são felizes até hoje.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-8247717263615546626?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/8247717263615546626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=8247717263615546626&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/8247717263615546626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/8247717263615546626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/04/giovanni.html' title='GIOVANNI'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7uF3_6qfDI/AAAAAAAABO8/x1LqZZHfhfg/s72-c/SIGNO+DE+ARIES.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-6947170625373714771</id><published>2010-04-04T07:12:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T07:20:18.388-07:00</updated><title type='text'>ILHA DE ITAMARACÁ</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7if5uZsDEI/AAAAAAAABOs/Bo_KQJMWITE/s1600/Praia+de+Itamaraca.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456286762616491074" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7if5uZsDEI/AAAAAAAABOs/Bo_KQJMWITE/s400/Praia+de+Itamaraca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;As lembranças de menina parecem sonhos bonitos, e como em sonho viajo no tempo com minha família, numa manhã domingueira de verão para a Ilha de Itamaracá.&lt;br /&gt;Os passeios aconteciam em ônibus ou caminhões de aluguel. Mal o dia clareava, estávamos na estrada, muito pior do que atualmente, era preciso ter coragem e disposição para enfrentá-la.&lt;br /&gt;Depois de Paratibe e de Abreu e Lima o sol esquentava, e devagarinho o sono ameaçava fechar-me os olhos. Um cochilo e a cabeça, depois o corpo inteiro pendia sobre o vizinho. Uma sacudidela brusca devolvia-me à realidade.&lt;br /&gt;Antes de chegar à ponte e depois dela, os ilheus de pés descalços e chapéus de palha ofereciam frutas e verduras, colhidas em seus modestos roçados. À beira da estrada tudo é vendido: caju, jaca, mandioca, fruta-pão, banana, coentro, tomate, castanha, feijão verde, coco, cana-de-açúcar em rolete, etc.&lt;br /&gt;A primeira parada foi na Penitenciária Agrícola, atualmente de São João. Visitamos a exposição de trabalhos artesanais dos presidiários em casca de coco, marisco, espinha de peixe e osso polido. Estojos, cestas, pentes e muitos outros objetos bonitos.&lt;br /&gt;Itamaracá tornou-se famosa pela Coroa do Avião, que “é um dos lugares mais bonitos do litoral norte pernambucano: tem águas calmas e piscinas naturais e fica numa área rica em manguezais. A Coroa é habitat natural de aves migratórias e por conta disso, lá existe uma Estação de Estudos Sobre Aves Migratórias e Recursos Ambientais da Universidade Federal de Pernambuco. Essa Ilhota de areia branca tem águas mornas e claras e está situada em frente ao Forte Orange, de onde saem frequentemente os barcos para lá”.&lt;br /&gt;No Forte Orange construído pelos holandeses, as vendedoras de passa de caju oferecem aos visitantes uma colherada para experimentar.&lt;br /&gt;Passamos por Vila Velha e Pilar. Atraídos pelas sombras benfazejas dos cajueiros, acampamos em Jaguaribe. Cada um carregou sua sacola ou bolsa a tiracolo com os pertences. Mamãe, que raramente nos acompanhava, embora nada dissesse torceu o nariz diante da tenda listrada que meus irmãos montaram na praia.&lt;br /&gt;Chamou meu pai para um passeio de reconhecimento. Cada um prendeu nas suas as pequenas mãos de filhos menores e lá fomos nós, a pular alegremente no quebra-mar. Criada em cidade de interior, mamãe costumava perguntar o primeiro nome das pessoas antes de pedir qualquer informação.&lt;br /&gt;Assim foi que não precisamos tostar o dia inteiro ao sol inclemente. Graças ao modo de viver de Dona Sebastiana, passamos o domingo na casa de um pescador e de sua generosa mulher. Almoçamos uma gostosa moqueca de peixe com farinha, arroz, feijão de corda e muitas rodelas de abacaxi plantado no quintal.&lt;br /&gt;Entre um mergulho e outro nas águas mornas e claras de Itamaracá, o dia passou depressa. De um lado a outro na beira mar meu pai nos vigiava, enquanto sua mulher continuava na cozinha da nova amiga.&lt;br /&gt;Os pulos e mergulhos afoitos sobre um pneu velho fizeram papai sacudir a roupa na areia e mostrar que estava pronto para tudo. Em calção de banho abriu largas braçadas, aproximou-se, durou pouco o prazer de sua presença. Mergulhou e sumiu sob as águas.&lt;br /&gt;Quase roucos de tanto gritar entreolhamo-nos em aflição, sem querer acreditar nos maus presságios que se chocavam como foguetes no espaço de nossas mentes.&lt;br /&gt;Alívio sem nome tomou conta de nós ao ver suas pernas surgirem à flor d’água.&lt;br /&gt;Depois de plantar bananeira, ele se aproximou sorridente para nos oferecer os ombros de onde passamos a praticar loucas cambalhotas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;Olinda, 18/8/2008.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-6947170625373714771?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/6947170625373714771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=6947170625373714771&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6947170625373714771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6947170625373714771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/04/ilha-de-itamaraca.html' title='ILHA DE ITAMARACÁ'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7if5uZsDEI/AAAAAAAABOs/Bo_KQJMWITE/s72-c/Praia+de+Itamaraca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-4951881454602706989</id><published>2010-04-03T11:37:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T12:03:54.893-07:00</updated><title type='text'>O PELADINHO DE ASAS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7ePft2d1QI/AAAAAAAABOk/Vr9eJiWlrkI/s1600/Filhote+de+pardal.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 258px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455987248629404930" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7ePft2d1QI/AAAAAAAABOk/Vr9eJiWlrkI/s400/Filhote+de+pardal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;“... O que sei é&lt;br /&gt;que a probabilidade de uma ave,&lt;br /&gt;neste instante,&lt;br /&gt;cair sobre vossa cabeça,&lt;br /&gt;devido a direção dos ventos&lt;br /&gt;e a época do ano,&lt;br /&gt;é de 0,052 por cento...”&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;M. da Graça Ferraz - Poema 2474&lt;br /&gt;Gracias a la vida&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;E não é que esse percentual tão insignificante se tornou realidade? Caiu. Tão pequenino! Só uma coisinha cor-de-rosa sem penugem alguma, chegou pelas mãos de Ravenna (encontrada na rua) e está onde ela carinhosamente aninhou-a. Uma caixa vazia de sapatos, lâmpada acesa, flocos de algodão e toalha dobradinha (da mãe) para aquecê-lo. Acredita que sobreviverá. Chegou a hora de sair para o trabalho. Quem cuidaria do projetinho de passarinho? &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ela sabe a Voinha que tem. Na ponta dos pés dei uma espiada. A coisinha pelada e cor-de-rosa estava mais viva do que nunca, de bico escancarado, igual aos filhotes nos ninhos à espera da mãe passarinho trazer comida. Nenhum som e um minúsculo olho aberto. Como ser substituta de mãe passarinho? Nada de entrar em pânico.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Experimentei dar minúsculos farelos de pão. Engasgou-se, virgem mãe, que faço? Busquei um potinho d'água, engoliu com grande dificuldade, aquietou-se. À tarde a coisinha cor-de-rosa já emitia um piado fraquinho, fraquinho. Força de vontade para sobreviver! Hora de comemorar? Ainda não.Não é que estou ficando expert em mãe-passarinho? Vou lá de vez em quando, está de bico aberto? Alguns grãozinhos de fubá e água. A coisinha cor-de-rosa cansa depressa e dorme. Tomara que resista pelo menos até de noite!&lt;br /&gt;No dia seguinte:&lt;br /&gt;O peladinho de asas aprendeu a piar e não somente sobreviveu. Ganhou status de novidade, recebeu visitas. Quando voltei das compras, encontrei-o piando como louco em sua improvisada casa (caixa vazia de sapatos) no meu quarto (!) enquanto Ravenna lambuzava minha cama de acetona, água e esmalte, totalmente absorta a cuidar de unhas. Fazer o quê? Ela me disse que o projeto de passarinho piara a noite inteira. Desconfiei que fosse sobrar pra mim. A tia e o amigo haviam opinado sobre a espécie de seu pequeno e indefeso amigo. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Os dois examinaram todos os ângulos e foram taxativos: Filhote de urubu: olha o bico! Heliane contemporizou: Pode ser que algum pato selvagem passou voando por acidente e perdeu a cria... Isso movimentou a improvisada manicure direto para o computador. Corri ao ouvir o grito: na tela vi três peladinhos de asas idênticos ao nosso hóspede mirim, lindinhos, segundo Ravenna.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Para não contrariá-la, fui aos afazeres refletindo se patos selvagens sobrevoam minha cidade soltando as crias sem para-quedas. Esse mundo está mesmo perdido. Cá entre nós e o mundo todo, acredito que o piador mirim é filhote de pardal. Caso sobreviva, descobriremos! Stop para atender aos aflitos piados...&lt;br /&gt;No outro dia:&lt;br /&gt;Hoje o pequenino Mister M está feliz lá no céu dos passarinhos, certamente ganhou penas e força nas asas para voar e voz para cantar bastante. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Conceição Pazzola&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;01/10/2008&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-4951881454602706989?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/4951881454602706989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=4951881454602706989&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4951881454602706989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4951881454602706989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/04/o-peladinho-de-asas.html' title='O PELADINHO DE ASAS'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7ePft2d1QI/AAAAAAAABOk/Vr9eJiWlrkI/s72-c/Filhote+de+pardal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-6228355751662574213</id><published>2010-03-31T10:20:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T10:29:21.781-07:00</updated><title type='text'>SAUDADE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7OGRSg71cI/AAAAAAAABOU/HWXLceGf9Lc/s1600/saudade2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 185px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454851205261678018" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7OGRSg71cI/AAAAAAAABOU/HWXLceGf9Lc/s400/saudade2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso em ti e só o vento é testemunha&lt;br /&gt;Silenciosa, quando sopra em meu rosto&lt;br /&gt;Desfaz a tua imagem de meus sonhos&lt;br /&gt;Acordo para a saudade e o desgosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-te todo dia, toda hora&lt;br /&gt;Sinto falta apenas de retalhos bons&lt;br /&gt;Cortados de nosso hiato de amor&lt;br /&gt;Lembro dele até nos sons de agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nossa música, de tanto carinho&lt;br /&gt;Sobraram tuas juras, embora falsas&lt;br /&gt;Guardadas nos instantes em que juntinhos&lt;br /&gt;Vivemos o amor intenso, fugaz, esparso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo hoje a pedir por louca chance&lt;br /&gt;Mesmo impossível para te dizer&lt;br /&gt;Quanto seria tão feliz se o acaso&lt;br /&gt;Trouxesse nem que fosse de relance&lt;br /&gt;Último instante em teus braços pra viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;Olinda, 23/4/2003&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-6228355751662574213?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/6228355751662574213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=6228355751662574213&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6228355751662574213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6228355751662574213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/03/saudade.html' title='SAUDADE'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S7OGRSg71cI/AAAAAAAABOU/HWXLceGf9Lc/s72-c/saudade2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-3658523054315375310</id><published>2010-03-22T11:35:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T11:45:00.127-07:00</updated><title type='text'>AMOR PACÍFICO E FECUNDO - Tagore</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S6e6ZCSOspI/AAAAAAAABN8/Ff69_vTKnco/s1600-h/amor+e+chuva.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; DISPLAY: block; HEIGHT: 361px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451530813228102290" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S6e6ZCSOspI/AAAAAAAABN8/Ff69_vTKnco/s400/amor+e+chuva.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não quero amor que não saiba dominar-se, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;desse, como vinho espumante, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que parte o copo e se entorna, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;perdido num instante.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dá-me esse amor fresco e puro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;como a tua chuva, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que abençoa a terra sequiosa, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e enche as talhas do lar. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amor que penetre até ao centro da vida, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dali se estenda como seiva invisível, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;até aos ramos da árvore da existência, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e faça nascer as flores e os frutos. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dá-me esse amor &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que conserva tranquilo o coração, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;na plenitude da paz! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rabindranath Tagore&lt;/strong&gt;, in "O Coração da Primavera"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução de Manuel Simões&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-3658523054315375310?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/3658523054315375310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=3658523054315375310&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/3658523054315375310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/3658523054315375310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/03/amor-pacifico-e-fecundo-tagore.html' title='AMOR PACÍFICO E FECUNDO - Tagore'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S6e6ZCSOspI/AAAAAAAABN8/Ff69_vTKnco/s72-c/amor+e+chuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-6776382685959048688</id><published>2010-03-21T07:07:00.001-07:00</published><updated>2010-03-21T07:10:51.075-07:00</updated><title type='text'>LAGARTIXA ALADA: Sinopse e I Capítulo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S6YooIRSeCI/AAAAAAAABN0/APpcz9Jl3lk/s1600-h/Aldeia+ind%C3%ADgena+1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451089068858439714" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S6YooIRSeCI/AAAAAAAABN0/APpcz9Jl3lk/s400/Aldeia+ind%C3%ADgena+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;LAGARTIXA ALADA&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;SINOPSE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidadosamente, o forasteiro terminou de limpar o barro da sola dos sapatos antes de entrar no empório e ergueu os olhos de menino à procura do proprietário. Sinésio sentiu a força de seu olhar e virou-se. A semelhança com a linda jovem desaparecida o fez desvencilhar-se de outros fregueses e caminhar solícito ao seu encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I-&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Indiferentes à sua fama de possuir boa pontaria, cada vez os grileiros ficavam mais afoitos e investiam sobre tudo o que lhe restara. As terras, a casa e o pasto. A qualquer hora sentia-lhes o cheiro, a presença indesejada. Espreitavam-lhe os passos e hábitos, em número sempre maior disputavam a primazia do elemento surpresa. O ataque era questão de tempo.&lt;br /&gt;O recurso de afugentá-los com tiros nos fundilhos principiavam a perder a eficácia. Reconhecia a inutilidade da luta desigual, mas, persistiria até que nada lhe restasse para fazer.&lt;br /&gt;Quando os primeiros raios de sol se refletiam à beira do riacho, depois de prolongado período chuvoso, era possível montar sentinela.&lt;br /&gt;Protegida pela folhagem, Sinhana juntava as dobras da saia entre os joelhos, afagava a espingarda carregada, pronta para qualquer eventualidade, o olhar vigilante.&lt;br /&gt;Com a mesma tática, os grileiros invadiram pequenas propriedades das redondezas e agora cobiçavam o que lhe restara depois do assassinato de Moruba, que se transformara em assombração inoportuna porque nada poderia fazer para ajudá-la. Surgia em horas e lugares imprevisíveis, como a vigiá-la. Perambulava incansável pelos cantos da casa, na penumbra entre os cômodos, no meio das árvores, no velho armazém de arroz. Onde Sinhana estivesse lá também o fantasma de Moruba se encontrava, sem dar-lhe trégua ou tempo de acostumar-se à viuvez.&lt;br /&gt;Esquecida dos bichos no pasto, do terreiro precisando de aragem, de raízes prontas para o consumo, de frutas podres no chão, dos passeios de barco, das pescarias de outrora nas águas límpidas do riacho com as pernas enfiadas dentro d’água horas sem conta onde fincava o anzol que pertencera à Moruba até o peixe fisgar a isca, Sinhana montava guarda prestando atenção aos ruídos.&lt;br /&gt;Pressentia sombras movediças e o dedo corria lépido ao gatilho, muitas vezes refreado a tempo quando reconhecia os moleques ruidosos habituados a nadar, que vinham praticar acrobacias sobre a plaqueta no meio das águas, chovesse ou fizesse sol. Moravam em mocambos aglomerados sobre palafitas, na margem oposta. Sem perdê-la de vista, espadanavam água uns aos outros, enquanto grupos esparsos de lavadeiras acocoradas dedicavam-se ao trabalho. A maioria estava ali para vigiar os filhos.&lt;br /&gt;Sinhana aprendera sozinha a manejar a velha espingarda, desde quando trouxeram o cadáver de Moruba e o enterraram nos fundos do terreiro, sem muitas explicações.&lt;br /&gt;Os anos passaram; apesar de bem enterrado ele a assombrava com olhares furibundos por estar morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-6776382685959048688?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/6776382685959048688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=6776382685959048688&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6776382685959048688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6776382685959048688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/03/lagartixa-alada-sinopse-e-i-capitulo.html' title='LAGARTIXA ALADA: Sinopse e I Capítulo'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S6YooIRSeCI/AAAAAAAABN0/APpcz9Jl3lk/s72-c/Aldeia+ind%C3%ADgena+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-3641587191612010711</id><published>2010-03-20T11:40:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T12:23:56.799-07:00</updated><title type='text'>INCERTEZA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S6Ugit0QiMI/AAAAAAAABNk/A_2hPZ00cG8/s1600-h/Margem+do+rio.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 263px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450798704788277442" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S6Ugit0QiMI/AAAAAAAABNk/A_2hPZ00cG8/s400/Margem+do+rio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debruça a relva com a ventania&lt;br /&gt;Arrasta uma flor na força das águas&lt;br /&gt;Ninguém ouve seus gritos de agonia&lt;br /&gt;Entregue ao rodopio da correnteza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas pétalas agonizam lentamente&lt;br /&gt;Vão de enxurrada sem defesa&lt;br /&gt;Indiferente o rio segue em frente&lt;br /&gt;Obediente à força da natureza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a flor dizimada pelo vento&lt;br /&gt;Prossigo afogada na incerteza&lt;br /&gt;Da vida insana sem lamento&lt;br /&gt;Insegura e distante da represa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolta na tormenta, devagar&lt;br /&gt;Rendo-me a um torpor benfazejo&lt;br /&gt;Desisto de querer e de sonhar&lt;br /&gt;Desperdiço pétalas dos desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;Junho/2008&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-3641587191612010711?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/3641587191612010711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=3641587191612010711&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/3641587191612010711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/3641587191612010711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/03/incerteza.html' title='INCERTEZA'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S6Ugit0QiMI/AAAAAAAABNk/A_2hPZ00cG8/s72-c/Margem+do+rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-757219647244912085</id><published>2010-03-13T12:35:00.000-08:00</published><updated>2010-03-13T12:38:44.587-08:00</updated><title type='text'>ALADIM</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S5v3cuIS1tI/AAAAAAAABNc/sJGIhsacCSA/s1600-h/Tapete+m%C3%A1gico3.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 360px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448220247025964754" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S5v3cuIS1tI/AAAAAAAABNc/sJGIhsacCSA/s400/Tapete+m%C3%A1gico3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez&lt;br /&gt;Você voou no mágico tapete&lt;br /&gt;Por toda amplidão do meu céu&lt;br /&gt;Onde os muros não existem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre e feliz sem ver limite&lt;br /&gt;Achei que a vida sorria&lt;br /&gt;Tu eras um gênio só meu&lt;br /&gt;Vi no teu olhar doce ternura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma chama ardente, a ventura&lt;br /&gt;De ser tudo, ir aonde quisesse&lt;br /&gt;Nos jardins floridos do mundo&lt;br /&gt;Longe de tudo por teu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma fonte inesgotável de alegria&lt;br /&gt;A jorrar noite e dia sem parar&lt;br /&gt;Como Aladim, fui além do possível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em busca de um amor seguro&lt;br /&gt;Mas o tempo, o inimigo implacável&lt;br /&gt;Devagar destruiu meu muro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maciez do tapete havia sumido&lt;br /&gt;Restou-me relembrar nossa história&lt;br /&gt;Sem choro alto e sem alarido&lt;br /&gt;E vou repetir: Era uma vez&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02/7/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-757219647244912085?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/757219647244912085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=757219647244912085&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/757219647244912085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/757219647244912085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/03/aladim.html' title='ALADIM'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S5v3cuIS1tI/AAAAAAAABNc/sJGIhsacCSA/s72-c/Tapete+m%C3%A1gico3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-799780031154744461</id><published>2010-03-07T06:09:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T06:17:03.179-08:00</updated><title type='text'>Mulheres / Pablo Neruda</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S5O1F2hgW-I/AAAAAAAABM8/hFpIWwlJxwc/s1600-h/dia-internacional-da-mulher.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445895486561082338" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S5O1F2hgW-I/AAAAAAAABM8/hFpIWwlJxwc/s400/dia-internacional-da-mulher.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mulheres&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Elas sorriem quando querem gritar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Elas cantam quando querem chorar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Elas choram quando estão felizes.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;E riem quando estão nervosas. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Elas brigam por aquilo que acreditam.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Elas levantam-se para injustiça.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Elas não levam "não" como resposta quando&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;acreditam que existe melhor solução. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Elas andam sem novos sapatos para&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;suas crianças poder tê-los.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Elas vão ao medico com uma amiga assustada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Elas amam incondicionalmente. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Elas choram quando suas crianças adoecem &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Elas ficam contentes quando ouvem sobre&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;um aniversario ou um novo casamento. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pablo Neruda&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-799780031154744461?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/799780031154744461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=799780031154744461&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/799780031154744461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/799780031154744461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/03/mulheres-pablo-neruda.html' title='Mulheres / Pablo Neruda'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S5O1F2hgW-I/AAAAAAAABM8/hFpIWwlJxwc/s72-c/dia-internacional-da-mulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-5256856052228411592</id><published>2010-03-05T11:12:00.000-08:00</published><updated>2010-03-05T11:25:04.126-08:00</updated><title type='text'>QUARESMA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S5FZ2ExR32I/AAAAAAAABMs/Z9hDohbNBvw/s1600-h/pascoa-jesus.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 338px; DISPLAY: block; HEIGHT: 381px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445232209995882338" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S5FZ2ExR32I/AAAAAAAABMs/Z9hDohbNBvw/s400/pascoa-jesus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Mal acabava o período carnavalesco, que atualmente não se limita apenas aos três dias, era hora de pensar na quaresma, que antigamente se levava muito a sério quando a força do protestatismo não se fazia notar como hoje. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Depois da quarta feira de cinzas tínhamos de esquecer as loucuras cometidas durante a folia e pensarmos na Páscoa, olhando a Via Crucis que estava na parede da igreja que frequentávamos, embora só de vez em quando, ou em forma de lindos vitrais. Nela se desdobrava toda agonia vivida por Jesus carregando uma cruz pesada no ombro, até chegar ao Monte Calvário onde seria crucificado.&lt;br /&gt;A cada vez que via a Via Crucis sentia correr um frio na espinha dorsal, principalmente na Sexta Feira da Paixão.&lt;br /&gt;Vivendo numa cidade do interior, tinha por obrigação visitar a igreja durante a quaresma, entrar numa longa fila e esperar minha vez de chegar ao altar, onde devia ajoelhar-me e ver de perto a imagem de Jesus cheio de chagas e uma coroa de espinhos com sangue escorrendo pela testa, coberto apenas por um exíguo pano branco, os pés cruzados como se ainda estivesse pregado na cruz, machucados e também sangrando.&lt;br /&gt;Lembro da primeira vez. Era somente uma criança levada da breca, acostumada a apanhar e receber cascudos que nada resolviam. Ao chegar diante da imagem em tamanho natural, era como se estivesse diante do verdadeiro Jesus morto. Os olhos encheram-se de lágrimas e tratei de fazer meia volta rapidinho, sentindo-me a pior espécie de gente, sem entender como era que na manhã seguinte seguiria atrás da procissão de Aleluia, cantando hinos de alegria pela ressurreição de Jesus.&lt;br /&gt;Felizmente, hoje em dia não há obrigação de entrar naquela fila, nem de levar as crianças para fazê-lo, semelhante à de um cinema ou de um parque de diversão, para ver de perto quanto Jesus sofreu.&lt;br /&gt;Ainda com aquela imagem Dele morto na cabeça, jamais senti vontade de ir à Nova Jerusalém para a encenação da Paixão de Cristo, com atores belos e sarados representando Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;Olinda, 5/3/2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-5256856052228411592?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/5256856052228411592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=5256856052228411592&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/5256856052228411592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/5256856052228411592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/03/quaresma.html' title='QUARESMA'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S5FZ2ExR32I/AAAAAAAABMs/Z9hDohbNBvw/s72-c/pascoa-jesus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-8494019633675442639</id><published>2010-02-16T12:18:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T12:31:33.981-08:00</updated><title type='text'>MANHÃ DE SOL DA TERÇA FEIRA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S3r_GJva-BI/AAAAAAAABMk/ZUrLoDO8qrk/s1600-h/Carnaval_de_veneza2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438939981162412050" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S3r_GJva-BI/AAAAAAAABMk/ZUrLoDO8qrk/s400/Carnaval_de_veneza2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Os gostos, os costumes, o modo de ser de cada um, nada disso é observado quando duas pessoas se apaixonam quase à primeira vista, como nós dois, que nos casamos oito meses depois de conhecer-nos.Por exemplo, o Carnaval que para mim era um fato natural, cíclico, e obrigatoriamente tínha de ser aproveitado enquanto durasse, para ele, que em diversas ocasiões me contara sobre o Carnaval de Veneza, o mais importante da Itália nada mais é senão um belo desfile de máscaras, diferente do nosso Carnaval com músicas próprias e muita gente pulando o frevo ou sambando nas ruas. Enquanto moramos no Rio quase não percebíamos essa diferença porque éramos um casal recente, muito feliz em qualquer época, mesmo durante o Carnaval quando nossas duas meninas choravam ao ver um mascarado ou ao ouvir a barulheira natural das ruas durante a festa momesca. Mas o tempo passou. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Já no Recife, o Carnaval é o que me habituei a ver e a curtir desde menina enquanto para ele era apenas uma festa libertina como a do Rio de Janeiro, onde homens se divertem admirando mulheres semi despidas e quando suas próprias mulheres descuidam, eles correm atrás. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Nos anos setenta, enquanto não aparecia coisa melhor para fazer, depois de perder o emprego meu marido trabalhou como taxista. Com maior afluxo de turistas, os dias de Carnaval representam ótima chance para trabalhar, assim ele não parava em casa. Ouvir e ver os outros se divertirem enquanto estávamos confinados era uma tortura chinesa. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Felizmente para nós, naquela época acontecia uma manhã de sol toda terça-feira de Carnaval, na casa de meu cunhado Wilson e Vane, minha irmã. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mais uma ocasião para a família passar o dia reunida, pulando e cantando frevo no exíguo espaço da garagem da bela casa de Casa Caiada, enquanto no quiosque do quintal cercado por árvores frutíferas que representavam atração para as crianças, os mais velhos se reuniam para beber e saborear tira gostos, e quanto mais comiam e bebiam, mais apimentadas se tornavam as piadas e maiores as gargalhadas, testemunhadas por papai e mamãe debruçados no parapeito que levava à escadinha da quitinete onde eles moravam. Admiravam suas crias de olhares brilhantes e sorrisos nos lábios.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Por volta de duas horas da tarde, a manhã de sol acabava e todo mundo entrava na fila da dobradinha caprichosamente feita pela dona da casa, que matava a fome dos foliões e ainda havia sobremesas deliciosas à nossa espera, como a torta coberta de creme de leite e figo e um bolo de chocolate. A criançada beliscava a dobradinha pensando na sobremesa, servida com refrigerante. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;No final do dia, meu taxista particular chegava para recolher o que sobrara de nós depois de tanta folia. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Conceição Pazzola&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Olinda, 16/2/2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-8494019633675442639?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/8494019633675442639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=8494019633675442639&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/8494019633675442639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/8494019633675442639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/02/manha-de-sol-da-terca-feira.html' title='MANHÃ DE SOL DA TERÇA FEIRA'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S3r_GJva-BI/AAAAAAAABMk/ZUrLoDO8qrk/s72-c/Carnaval_de_veneza2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-8583662441894767418</id><published>2010-02-15T10:23:00.000-08:00</published><updated>2010-02-15T10:34:14.644-08:00</updated><title type='text'>O GALO TÁ NA RUA SAUDANDO O CARNAVAL</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S3mTJllYSmI/AAAAAAAABMM/LMFwuBp3cDM/s1600-h/O+galo+da+Madrugada.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438539817943583330" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S3mTJllYSmI/AAAAAAAABMM/LMFwuBp3cDM/s400/O+galo+da+Madrugada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;No sábado que antecede o Carnaval, todos os anos o Galo da Madrugada vai pra rua e uma multidão de foliões segue atrás, cantando e pulando desde a saída do Galo, que não mais acontece de madrugada e sim, nas primeiras horas da manhã e só termina ao entardecer. Desde a hora que o considerado Maior Bloco de Carnaval do Mundo vai pra rua, as pessoas vão chegando ao centro do Recife e se juntando às que já estão no meio da folia.&lt;br /&gt;Todo ano se repete a mesma animação, o Galo da Madrugada ganhou fama e muita gente vem conhecê-lo, de outros Estados e até do exterior.&lt;br /&gt;Cada sábado de Zé Pereira, vendo o Galo da Madrugada passar pelas principais ruas do Recife, relembro os desfiles do Corso dos Carnavais de antigamente, que também acontecia por essas mesmas ruas, prestigiado por gente de todos os cantos do Estado e de todas camadas sociais. O Corso não era tão grandioso quanto o Galo da Madrugada, com trios elétricos, cantores famosos e camarotes de autoridades, mas, consistia também em um desfile de carros, caminhonetes e caminhões devidamente enfeitados, ocupados pelos foliões, que nos primeiros Carnavais jogavam confetes, serpentinas e água de cheiro. Com o surgimento do lança perfume, sumiu a água de cheiro, em seu lugar os foliões transportavam tonéis cheios d’água que, na verdade, no calorão da folia e do para e anda da carreata festiva que era o Corso, era muito bem vindo quando atirados nos vizinhos de folia que seguiam nos outros veículos.&lt;br /&gt;Não se falava ainda em trios elétricos, as pessoas cantavam as letras do frevo e das marchinhas carnavalescas acompanhadas por trios ou quartetos de músicos que animavam o desfile. Pulávamos sobre os caminhões, caminhonetes, jipes aerowilis e carros de capota arreada, circulando pelas principais ruas do Recife, aproveitando a chance de paquerar os passageiros de outros veículos que passavam por nós, recebendo e jogando lança perfume.&lt;br /&gt;No Corso não existia a organização do Galo da Madrugada com patrocinadores importantes, mas, também era bastante divertido.&lt;br /&gt;Só me resta lembrar Antonio Maria: “Ô, ô, saudade, saudade tão grande, saudade que sinto dos clubes das pás e vassouras, passistas fazendo tesoura nas ruas repletas de lá”...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;Olinda, 13/2/2010.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-8583662441894767418?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/8583662441894767418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=8583662441894767418&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/8583662441894767418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/8583662441894767418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/02/o-galo-ta-na-rua-saudando-o-carnaval.html' title='O GALO TÁ NA RUA SAUDANDO O CARNAVAL'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S3mTJllYSmI/AAAAAAAABMM/LMFwuBp3cDM/s72-c/O+galo+da+Madrugada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-6888967880209882077</id><published>2010-02-06T09:58:00.000-08:00</published><updated>2010-02-06T10:05:02.477-08:00</updated><title type='text'>VELHOS CARNAVAIS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S22uQw-sMII/AAAAAAAABL8/qVzy6nzcA4Y/s1600-h/VELHOS+CARNAVAIS+2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435191928355041410" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S22uQw-sMII/AAAAAAAABL8/qVzy6nzcA4Y/s400/VELHOS+CARNAVAIS+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Embora vivesse numa cidade de interior, desde muito cedo aprendi o que é Carnaval a pular atrás de bloco, a jogar água e talco em cima dos passantes desavisados, e fugir quando ninguém estava olhando, para correr até o clube da cidade onde os irmãos mais velhos, mascarados e fantasiados, divertiam-se. Pendurada à primeira janela à vista seguia-os com olhar de adoração, invejando-os, detestando ser ainda pequena, de menor idade. A glória máxima eram as matinês onde aproveitava para sacudir confete, serpentina e água nas outras meninas, e borrifar os meninos de lança perfume. Embora criança, penso que poderiam classificar-me de mala sem alça. Tanto incomodei que os irmãos passaram a levar-me no meio deles para os bailes onde só podiam entrar adultos. Suspendiam-me pelas axilas e o porteiro fingia que não percebia. Assim eles podiam divertir-se sem o aborrecimento de ter de levar-me de volta para casa. Sentada num banco, o famoso “quem me quer” ocupado por moças solteiras sem namorado, de olhares lânguidos para os rapazes enfileirados no outro extremo do salão, o que me fez entender logo cedo que os homens podem ser medrosos na abordagem mais do que as mulheres, porque enquanto eles continuavam lá, rindo amarelo e olhando de relance, sem ânimo de arriscar-se para convidar a menina mais bonita e mais oferecida, ela perdia a paciência, puxava outra menina e juntas entravam na folia. Faziam questão de passar junto ao punhado de medrosos e jogar lança perfume, de preferência nos olhos. Ah, minha linda blusa branca de cigana, nunca esqueci a nódoa vermelha atirada por uma bisnaga de um desses molengas...&lt;br /&gt;Acontece que o juiz de paz em pessoa quando as filhas resolviam brincar no clube, percebia o truque, perseguia-me pelo salão e mandava que os irmãos me levassem de volta à casa. Esse juiz de paz era meu pesadelo; parecia multiplicar-se, onde eu estivesse, lá estava, com suas lentes de fundo de garrafa ele enxergava duplamente. Quanta humilhação!&lt;br /&gt;Certa vez, papai foi convocado a acompanhar-nos ao clube. Cansados de interromper a brincadeira por minha causa, os irmãos bateram o pé. Naquela noite, se ele não fosse ninguém saia de casa, iam todos dormir cedo. No íntimo, eu sabia que era somente conversa fiada, quando me vissem dormir eles sairiam muito fagueiros.&lt;br /&gt;Ao chegarmos ao portão do clube, investido na sua autoridade paterna, Seu Alfredo fez a bobagem de perguntar se faltava alguma coisa. Enquanto isso os irmãos aproveitaram para escapulir de fininho, deixando nós dois do lado de fora.&lt;br /&gt;Olhei em torno e vi a Praça de Paulista como nunca vira antes. Quase não havia espaço entre as bancas de lança perfume, confete, serpentina, máscaras, chapéus coloridos, talco, bisnagas de água, pandeiros, reco-recos, manés gostosos... Pedi ao meu pai para comprar um lança perfume, não sobrara nenhum para mim.&lt;br /&gt;Foi a deixa que ele precisava. Circulamos várias vezes aquela praça, esgueirando-nos no meio das bancas de bugigangas. Em todas, ele perguntava se vendia lança perfume e ouvia sempre a mesma resposta negativa. Quando o tempo passou, desconfiei que papai piscasse para o vendedor, será?&lt;br /&gt;Não me lembro como cheguei em casa; creio que papai carregou-me no colo e cuidadosamente ajeitou-me no travesseiro. Pela primeira vez os irmãos puderam esbaldar-se sem problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;05/2/2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-6888967880209882077?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/6888967880209882077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=6888967880209882077&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6888967880209882077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/6888967880209882077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/02/velhos-carnavais.html' title='VELHOS CARNAVAIS'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S22uQw-sMII/AAAAAAAABL8/qVzy6nzcA4Y/s72-c/VELHOS+CARNAVAIS+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-2266478961784915744</id><published>2010-01-28T10:57:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T11:16:34.224-08:00</updated><title type='text'>É CARNAVAL</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S2HiSqxREFI/AAAAAAAABLk/yIZZf9-bGao/s1600-h/carnaval_04.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 245px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431871435931979858" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S2HiSqxREFI/AAAAAAAABLk/yIZZf9-bGao/s400/carnaval_04.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Imagem google&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Lá vem o tempo&lt;br /&gt;É hora de vestir a fantasia&lt;br /&gt;Porque os dias de folia&lt;br /&gt;Já se aproximam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero sair, pular&lt;br /&gt;Quero cantar de alegria&lt;br /&gt;Em qualquer bloco&lt;br /&gt;Preciso desfilar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser no bloco&lt;br /&gt;Dos pirangueiros&lt;br /&gt;Por que não&lt;br /&gt;E logo ali&lt;br /&gt;Vem chegando&lt;br /&gt;Mais um cordão&lt;br /&gt;Eu Quero Mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê minha gente&lt;br /&gt;Cadê meu pandeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragam bem depressa&lt;br /&gt;Que eu quero ir atrás&lt;br /&gt;Quando você, meu amor&lt;br /&gt;Vier pra me buscar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da multidão&lt;br /&gt;Eu ainda vou querer&lt;br /&gt;Pular, cantar e gritar&lt;br /&gt;Até arrebentar&lt;br /&gt;De tanta animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-2266478961784915744?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/2266478961784915744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=2266478961784915744&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/2266478961784915744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/2266478961784915744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/01/e-carnaval.html' title='É CARNAVAL'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S2HiSqxREFI/AAAAAAAABLk/yIZZf9-bGao/s72-c/carnaval_04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-4239396806721948944</id><published>2010-01-26T11:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-26T11:48:50.715-08:00</updated><title type='text'>MIRAGEM</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S19Gx3aMOeI/AAAAAAAABLU/P7BWpVXB3yA/s1600-h/Mulhernapraia4.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 262px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431137498133445090" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S19Gx3aMOeI/AAAAAAAABLU/P7BWpVXB3yA/s400/Mulhernapraia4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Na areia meus pés marcam&lt;br /&gt;O caminhar e no poente&lt;br /&gt;O dia se vai docemente&lt;br /&gt;Espero a noite chegar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo sozinha pela escuridão&lt;br /&gt;Levo a dor de mim sem você&lt;br /&gt;Verto lágrimas de perdão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luto contra o tempo de esquecer&lt;br /&gt;O vento sopra nossa partitura&lt;br /&gt;Devolve nosso amor e emoção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sopro do vento&lt;br /&gt;Ouço de novo tua voz&lt;br /&gt;Cantando nossa canção&lt;br /&gt;E na areia quero achar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcas de tua passagem&lt;br /&gt;Anseio te ver chegar&lt;br /&gt;Ao raiar de novo dia&lt;br /&gt;Tudo é apenas miragem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estou a te esperar&lt;br /&gt;Ainda é teu meu coração&lt;br /&gt;Antes de nascer o sol&lt;br /&gt;Sinto o calor de tuas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-4239396806721948944?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/4239396806721948944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=4239396806721948944&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4239396806721948944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4239396806721948944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/01/miragem.html' title='MIRAGEM'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S19Gx3aMOeI/AAAAAAAABLU/P7BWpVXB3yA/s72-c/Mulhernapraia4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-230995417867923777</id><published>2010-01-19T12:33:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T12:40:40.742-08:00</updated><title type='text'>OTELO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S1YYkalozsI/AAAAAAAABK0/7wHClL4w2go/s1600-h/caes-p.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428553414733254338" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S1YYkalozsI/AAAAAAAABK0/7wHClL4w2go/s400/caes-p.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Vivia rondando pelo quintal, atrapalhando o sossego das galinhas e ninguém demonstrava gostar dele. Na hora do almoço, Otelo vencia a distância entre o quintal de sua dona Adelina e a nossa cozinha para ganhar ossinhos e pedaços de carne, eventualmente passados por baixo da mesa.&lt;br /&gt;O cachorro menos bonito do mundo queria ser adotado pela nossa família, pois na casa de Adelina não havia aquela multidão de crianças de vários tamanhos, para dar-lhe boas alisadas no pelo sujo de tanto vadiar entre as três vacas do mini-curral de nossa vizinha.&lt;br /&gt;Otelo desprezava seu lar de forma acintosa, só lembrado quando recebia um chute, uma canelada, ou um berro definitivamente claro: Sai daqui, vira-lata!&lt;br /&gt;O coitado não guardava rancor. Além disso, o cheiro de nossa cozinha e o estômago vazio obrigava-no a voltar para baixo de nossa mesa onde recebia apetitosas sobras, atiradas a esmo. Criança e cachorro se entendem, a mesma coisa não acontece entre cachorro e adulto, ser imprevisível na maioria das vezes.&lt;br /&gt;Um dia, Otelo magoou de modo involuntário o machucado na perna de um desses imprevisíveis seres, ora carinhosos, ora brutais, capazes de reagir estranhamente na hora em que sentem dor.&lt;br /&gt;Nunca mais soubemos o fim do cachorro Otelo; ficou a triste lembrança de sua fuga repentina e do garfo enfiado entre seu pelo sujo e espesso.&lt;br /&gt;Criança dificilmente assimila esses traumas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Cardim Pazzola&lt;br /&gt;14/1/2010&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-230995417867923777?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/230995417867923777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=230995417867923777&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/230995417867923777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/230995417867923777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2010/01/otelo.html' title='OTELO'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/S1YYkalozsI/AAAAAAAABK0/7wHClL4w2go/s72-c/caes-p.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-7287473605205908970</id><published>2009-12-10T11:03:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T11:05:45.451-08:00</updated><title type='text'>VISITANTE NATALINO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SyFGWcSymOI/AAAAAAAABKg/JstLSdqpomk/s1600-h/Natal+na+favela.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 383px; DISPLAY: block; HEIGHT: 351px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413685578442119394" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SyFGWcSymOI/AAAAAAAABKg/JstLSdqpomk/s400/Natal+na+favela.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem google&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nenhum sapatinho na janela&lt;br /&gt;Coloridas luzes e sem o Papai Noel&lt;br /&gt;Pelos becos e ladeiras de favelas&lt;br /&gt;Não chegam milagres lá do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antiga e perene miséria nordestina&lt;br /&gt;É tristonha e envergonha a cidade&lt;br /&gt;Tão antiga é a morte vida Severina&lt;br /&gt;Salta aos olhos tamanha crueldade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas favelas pouco tem pra se viver&lt;br /&gt;Quanto é grande a pobreza do lugar&lt;br /&gt;Sem a fé ninguém sente ninguém vê&lt;br /&gt;Quando a estrela o Natal anunciar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Ele prometeu voltar um dia&lt;br /&gt;No final dos tempos há de chegar&lt;br /&gt;Enquanto houver mês de dezembro&lt;br /&gt;Muitas vezes ainda nos visitará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos inúmeros casebres nordestinos&lt;br /&gt;Ainda persiste a grande esperança&lt;br /&gt;Na estrela de nosso Deus Menino&lt;br /&gt;Que traz alegria e a bonança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;Olinda, 23-12-2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-7287473605205908970?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/7287473605205908970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=7287473605205908970&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/7287473605205908970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/7287473605205908970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2009/12/visitante-natalino.html' title='VISITANTE NATALINO'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SyFGWcSymOI/AAAAAAAABKg/JstLSdqpomk/s72-c/Natal+na+favela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-2990812108446781089</id><published>2009-12-10T09:51:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T10:08:09.840-08:00</updated><title type='text'>DESEJO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SyE4IguLnjI/AAAAAAAABKA/5HMjlk6sM0c/s1600-h/Cora%C3%A7%C3%A3o+nas+m%C3%A3os.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413669945949789746" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SyE4IguLnjI/AAAAAAAABKA/5HMjlk6sM0c/s400/Cora%C3%A7%C3%A3o+nas+m%C3%A3os.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem google&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Quero teu sorriso feliz só para mim&lt;br /&gt;O mundo inteiro sumido por instantes&lt;br /&gt;Quero te ouvir sussurrar baixinho assim&lt;br /&gt;Amo-te. E perder de vez teu ar pedante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a perdição eterna de teu olhar&lt;br /&gt;Ardência no peito cheio de lágrimas&lt;br /&gt;Reaver tua presença e reter&lt;br /&gt;Na minha, tua mão e tua alma &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Quero voltar ao mundo cor-de-rosa&lt;br /&gt;A vida liberta de qualquer enigma&lt;br /&gt;Viajar contigo nesse paradigma&lt;br /&gt;Sentir teu cheiro e ser venturosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo soprou para bem longe&lt;br /&gt;Tuas juras de amor em lábios frios&lt;br /&gt;Só eu te enxergava como anjo&lt;br /&gt;Minhas lágrimas hoje rolam no vazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Olinda, 07/06/2007&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-2990812108446781089?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/2990812108446781089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=2990812108446781089&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/2990812108446781089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/2990812108446781089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2009/12/desejo.html' title='DESEJO'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SyE4IguLnjI/AAAAAAAABKA/5HMjlk6sM0c/s72-c/Cora%C3%A7%C3%A3o+nas+m%C3%A3os.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-7389595952343713315</id><published>2009-09-11T11:34:00.000-07:00</published><updated>2009-11-30T11:45:09.279-08:00</updated><title type='text'>CLARA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SqqeWt492FI/AAAAAAAABJA/xqQ3PlJZpR4/s1600-h/Imagem+001.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380286817960319058" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SqqeWt492FI/AAAAAAAABJA/xqQ3PlJZpR4/s400/Imagem+001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Capa do livro CLARA&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;SINOPSE&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Desde a chegada, embora procurasse minimizar os primeiros momentos, Marisa continuava a pensar neles. O doloroso reencontro com a filha a quem abandonara, há mais de dez anos atrás, despertara emoção quase incontrolável. O primeiro impulso foi dar-lhe as costas e fugir, como fizera antes. Com Eugênio encontrara o prazer de existir, aprendera o verdadeiro significado do amor, readquirira tranquilidade e confiança no futuro. Ele a ensinara a ser feliz, parecia adivinhar seus menores desejos.&lt;br /&gt;Nunca poderia esquecer o intenso mal-estar ao reencontrar a filha. Com muita dificuldade, controlou o desejo de tomá-la nos braços. Em turbilhão, dolorosas lembranças a fustigaram quando a covardia a induzira a deixá-la.&lt;br /&gt;Tentara abafar durante todos aqueles anos os brados de sua consciência, fantasiando-a muito feliz, sob os cuidados de Joca, talvez de nova mãe.&lt;br /&gt;Santana trouxera a menina para cumprimentá-los e os grandes olhos azuis os fitaram. De imediato, Eugênio adivinhara a verdade: era a filha de Joca. Estava viva, órfã e precisava de ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Capítulo I&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O CRIME&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cercado de planaltos e rara vegetação, o balneário de Pedra Linda sobrevive basicamente de seus dias ensolarados, dos passeios marítimos na praia de espumas brancas, brisa suave, água tépida transparente e da pesca. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Próximo às célebres colinas, corre sem pressa o rio manso cercado de extenso mangue, reserva natural aonde os aventureiros mais afoitos tentam pescar crustáceo o ano inteiro. Muitos desistem no meio da empreitada, depois de serem alertados pelo faroleiro ou flagrados pela incansável patrulha de guarda costeira.&lt;br /&gt;Na belíssima orla, persistem casebres da antiga colônia habitados por humildes pescadores, em contraste aos numerosos bangalôs e sobrados, ocupados pelos veranistas. Todos os anos, na temporada de verão, a praia enche-se de turistas vindos de todas as partes. A miscelânea de cores exibidas pelos barracões de artesanato local patrocinado pela prefeitura, encanta os recém-chegados desde quando chegam. As excursões incluem as colinas inspiradoras do novo nome do lugar; ao vê-las pela primeira vez, a maioria se encanta, mesmo sob a forte luz do sol afirma reconhecer contornos femininos docemente reclinados nos abrolhos.&lt;br /&gt;Desde quando Santana a trouxera para viver no sobrado, todos os nativos sabiam de Clara. Em suas idas e vindas ao armazém do vilarejo, sempre lhe pedem notícias da menina órfã. Nenhum deles parece capaz de prejudicá-la, apesar disso, a governanta continua cheia de cuidados, temerosa de que o criminoso volte à antiga colônia de pescadores onde a menina viveu com o pai e acabe por descobrir o seu paradeiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ela assistiu ao assassinato; apesar de tantos anos transcorridos, a qualquer momento pode recobrar o juízo para reconhecê-lo.&lt;br /&gt;Depois de perder a segunda mulher e o filho que ela esperava, por falta de opção Joca a levava consigo quando ia pescar. Nos fins de tarde o ajudava a vender pelas ruas. Antes de alcançarem a palhoça onde moravam, Clara fazia-lhe companhia no boteco, e nos encontros com os amigos para o último bate-papo e uns tragos. Enquanto durava a farra dos homens, sentada no tamborete ela esperava, paciente e quieta. Naquela tarde, ao notar a menina, um jovem fardado e cambaleante aproximou-se do balcão para assediá-la:&lt;br /&gt;- Vem comigo, boneca. Quero te mostrar um bocado de coisas bonitas.&lt;br /&gt;De costas, o pai continuava a animada conversa de todos os dias, que se arrastava enquanto houvessem ouvidos atentos e trocados para a bebida. Puxou-lhe a camisa, aflita, ele virou-se. Ao ver a mão que a segurava pelo braço ordenou, zangado:&lt;br /&gt;- Largue a menina, cachorro.&lt;br /&gt;- Calma aí, velhote. Fui eu quem a viu primeiro – respondeu o jovem marujo com um sorriso sarcástico.&lt;br /&gt;Fora de si, Joca atirou-se sobre o intruso. Rápido, este sacou de um punhal. Ao ver a arma, ela começou a gritar, assustada, enquanto os dois engalfinhavam-se. A briga provocou grande tumulto, despencaram cadeiras e mesas, vidros quebraram; os mais sóbrios trataram de correr para a porta de saída. Dali a instantes, no boteco restou somente o ferido e a filha em soluços:&lt;br /&gt;- Levanta pai, vamos embora...&lt;br /&gt;Ele reuniu as últimas forças e suplicou:&lt;br /&gt;- Depressa, fuja, Clara! Vá para casa.&lt;br /&gt;Tinha doze anos e depois da trágica tarde, passou a perambular sem rumo, a viver da caridade alheia. As mulheres e crianças da colônia a protegiam e alimentavam. Alheia a tudo, por muitos dias a menina de olhar vago permaneceu no ancoradouro até o anoitecer, à espera do barco que não chegava. Ninguém tinha coragem de contradizê-la quando a ouvia repetir a mesma ladainha: - Pai não voltou hoje...&lt;br /&gt;Os meses correram. Devagar, o crime passou ao rol do esquecimento, os antigos companheiros de pescaria retornaram à rotina de antes, como se nada houvesse acontecido. O assunto perdeu interesse, ninguém mais o mencionava. De madrugada, os barcos seguiam para o alto-mar, de onde regressavam no dia seguinte ou semanas depois, quando obtinham sucesso nas pescarias. Pontualmente ela os esperava na beira da praia, os cabelos desgrenhados e o olhar carregado de expectativa. Os homens rudes fingiam indiferença, sem tempo para consolá-la.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Calejados pelas próprias agruras, embora penalizados eles continuavam suas tarefas como se a menina compusesse a paisagem. Alvo de olhares assustados e curiosos em seus passeios solitários, a maioria a enxotava ou zombava de seus modos estranhos.&lt;br /&gt;Alguns lhe ofereciam comida, até o dia em que Santana condoeu-se e decidiu tomá-la aos seus cuidados. Precisava de companhia e ajudantes na antiga residência de veraneio dos Marcolino, que raramente apareciam, desde o casamento de Eugênio com Marisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Pedra Linda trazia-lhes incômodas lembranças, preferiam passar os cálidos meses de verão em sua fazenda. Sozinha no comando, a governanta continuou a cuidar do casarão com o mesmo desvelo do tempo em que os filhos dos Marcolino eram pequenos; todos a tratavam como se fosse parente.&lt;br /&gt;Clara fazia parte de um episódio doloroso nunca plenamente esclarecido. Por razões óbvias, ninguém conseguia esquecê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visão de Antero Marcolino o sobrado da colina foi um verdadeiro achado. Há muito procurava por um lugar como aquele, tranquilo, de clima privilegiado, para atender aos conselhos dos médicos de sua esposa Rosana, de saúde frágil e temperamento difícil. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A família precisava de novos ares. Os banhos de mar e de sol trouxeram novo ânimo à sua mulher, rarearam as cenas de ciúmes quando ele precisava seguir viagem para cuidar dos negócios e das fazendas.&lt;br /&gt;No casarão da fazenda, nasceram Eugênio e a pequena Fabíola, delicada como sua mãe. Como seria de esperar, os filhos trouxeram maior estabilidade ao casal. Com a filha nos braços, Antero sentia-se feliz e realizado, conseguia enfrentar as crises de mau humor e as implicâncias da esposa. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A pressa de voltar ao balneário o tornava dinâmico, impetuoso, resolvia todas as pendências para regressar mais depressa, com muitos presentes e convidados, acompanhados por suas esposas e filhos, para alegria de Eugênio e Fabíola. A praia enchia-se de novos turistas e o sobrado, de festas e muitas luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Capítulo II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIO PERFEITO&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Enquanto prosseguia a reforma do sobrado, por uns tempos os Marcolino foram alojar-se na Hospedaria de Joaquim Álvares, o bom lusitano. Logo Antero e Quincas descobriram grandes afinidades, e quando as noites chegavam, eles se juntavam às animadas rodas de carteado ou de xadrez formadas pelos hóspedes. Concediam às respectivas mulheres a chance de trocarem confidências sobre os respectivos casamentos, os filhos e os problemas domésticos.&lt;br /&gt;Joaquim orgulhava-se de sua origem modesta; deixara o velho mundo com a mulher e o filhinho, determinado a vencer no ramo de hotelaria no país do futuro. O acaso mostrou-lhe nas belezas naturais do então lugarejo a almejada chance para construir sua pousada. Cercou-a de palhoças visando os menos afortunados. Poucos anos bastaram para transformá-la numa hospedaria de muitos quartos. Quando os hóspedes acostumaram-se a voltar a cada novo verão, o sonho cresceu; haveria de possuir o melhor hotel da praia com amplo salão, refeitório e muito conforto para atrair mais visitantes ao balneário.&lt;br /&gt;Sua esposa Sílvia comandava tudo, desde o cardápio à limpeza dos quartos. Por essa razão, raramente fazia-lhes companhia nos animados luaus à beira-mar. Simpático, bem humorado, Joaquim ocupava-se em distrair a todos. Em tom espirituoso, narrava suas peripécias para driblar os contratempos dos meses chuvosos sem hóspedes, compensados na chegada de agosto, quando o frenesi de reservas se repetia.&lt;br /&gt;Concluída a reforma do casarão, a família Marcolino pôde ocupá-lo. A amizade entre os dois empresários permaneceu sólida. Mal voltava de viagem, Antero surgia na hospedaria, feliz por reencontrá-lo e à família, não raramente em companhia de um novo amigo, desejoso de conhecer o bom lusitano. O exemplo de seus pais foi seguido por Joca e Eugênio. Apesar de temperamentos diversos tornaram-se amigos, iam juntos à escola e raramente brigavam até conhecerem Marisa.&lt;br /&gt;Impulsionados por motivos semelhantes aos da família Marcolino, os Siqueira mudaram-se para o balneário. Aconselhada pelos médicos a mudar de ares, Lígia alugara o bangalô à beira-mar onde passou a viver em companhia da filha, enquanto o marido Ricardo continuou a trabalhar em importante seguradora na Capital e aparecia somente nos fins de semana. A menina ressentia-se com a ausência do pai; mostrava-se retraída na escola. Indiferente ao rebuliço dos colegas, preferia isolar-se durante a recreação e na hora de saída. Mal os portões se abriam, ao reconhecer Lígia, desaparecia dentro do veículo. Curioso, Joca a observava à distância e confidenciava para Eugênio:&lt;br /&gt;- Lá vai a Senhorita de Nariz Empinado.&lt;br /&gt;No íntimo, este compreendia bem os motivos da nova colega. Sonhava compartilhar de sua solidão, sem correr ou pular de um lado a outro, atrás de Joca ou de todos os demais. Desde o primeiro instante aquele olhar desolado o atraíra. Guardou no íntimo o que sentia e continuou a adorá-la de longe, até o amigo encontrar o pretexto tão esperado. Quando o caderno de Marisa escorregou do colo, Joca precipitou-se para devolvê-lo:&lt;br /&gt;- Tome, nem chegou a sujar-se. Meu nome é José Carlos, mas, todos me conhecem por Joca e este é o meu amigo Eugênio. E você, como se chama?&lt;br /&gt;De caráter introspectivo, Eugênio deveu ao amigo a aproximação àquela criatura linda e enigmática. Antes arredia, desconfiada, Marisa rendeu-se à perseverança e bom humor de José Carlos, aprendeu a compartilhar de seus gracejos no recreio e intervalos de aulas da Escola Montessoriana, do município vizinho onde estudavam. Logo o trio se tornou inseparável.&lt;br /&gt;Pela facilidade em criar situações para estarem juntos, Joca conseguiu assegurar a amizade. Tornou-se o curinga, formaram o trio perfeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Durante a adolescência desconfiou da indisfarçável afeição de Eugênio por Marisa, e divertia-se em provocá-lo monopolizando atenções com tiradas espirituosas. Consciente de suas limitações, o amigo se tornava cada vez mais retraído.&lt;br /&gt;A saúde plenamente recuperada, Lígia desprezava as súplicas da filha adolescente, ansiosa por continuar os estudos na Capital e reatar os vínculos com amigos ali deixados. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Lígia habituara-se ao confortável e sossegado veraneio no bangalô. Entretanto, quando Ricardo podia visitá-las nos fins de semana ela o crivava de interrogatórios, queria detalhes sobre a vida solitária do marido. Bem humorado, ele a satisfazia, porém em represália escasseava as visitas ao balneário. Os projetos e temores acalentados durante a longa ausência desapareciam por encanto ao vê-lo chegar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Capítulo III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACIDENTE&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A vida continuou sem grandes mudanças ou novidades no vilarejo de Nossa Senhora dos Esquecidos, até o veículo dos pais de Joca cair no rio, atirado por uma carreta desgovernada.&lt;br /&gt;O pequeno balneário entrou em polvorosa e não se falava em outra coisa. Debaixo de grande comoção, o duplo velório aconteceu no salão da hospedaria. Gente de todas as idades e classes sociais desfilou diante dos caixões lacrados por ordem de Joca, que pretendia manter a imagem dos pais do mesmo jeito de quando eram vivos.&lt;br /&gt;Naquela tarde, vencidos pela insistência de Fabíola para estar com eles na hora da triste despedida, Antero e Rosana foram buscá-la, no colégio onde estudava na Capital. Comunicativa e quase adolescente, findos os primeiros anos de escola a filha continuava indecisa sobre a verdadeira vocação, e vez por outra precisaram transferi-la para outro colégio.&lt;br /&gt;Praguejando contra o mau tempo, Antero reduziu a velocidade. Para piorar seu ânimo, na estrada escorregadia e perigosa o súbito temporal provocara desagradável engarrafamento e sua esposa Rosana observava o movimento da rodovia pela janela, temerosa que a lentidão do trânsito os impedisse de chegar a tempo para os enterros de Joaquim e Sílvia. Sob orientação dos guardas rodoviários, finalmente eles suspiraram aliviados e prosseguiram viagem.&lt;br /&gt;Antes dos sepultamentos, José Carlos subiu a colina transfigurado, à procura do melhor amigo de seu pai. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Como toda família, Antero se preparava para cumprir a dolorosa obrigação. Ao abrir a porta, Santana deparou-se com a cabeleira desgrenhada pelo vento que uivava lá fora e o olhar esgazeado do jovem visitante. Sem palavras, fez menção de abraçá-lo. O semblante pálido, sombrio, Joca recuou e caminhou altivo pela sala:&lt;br /&gt;- Por favor, preciso falar com o Senhor Marcolino. Pode chamá-lo?&lt;br /&gt;Tristonho e desconcertado, Antero o recebeu no escritório onde tentou confortá-lo:&lt;br /&gt;- Que surpresa vê-lo por aqui! Sei quanto deve estar difícil para você enfrentar tudo isso. Desde quando recebi a noticia, estou estupefato, destruído por dentro. E me pergunto a todo instante, como pôde acontecer uma coisa dessas, meu Deus? O seu pai me tratava como seu irmão, Joaquim e Sílvia eram nossos melhores amigos... – a voz embargada, calou-se.&lt;br /&gt;Por alguns segundos os lábios do rapaz tremeram, com dificuldade controlou-se e redarguiu:&lt;br /&gt;- Perdoe-me a rudeza, mas, não vim procurá-lo para falar sobre a morte deles. Passei a noite em claro, às voltas com mil dilemas. O pior de todos é que preciso de dinheiro para viver a minha vida. Terei de vender a hospedaria o quanto antes, e quero saber se o senhor está interessado. É a primeira pessoa a quem procuro, em caso negativo...&lt;br /&gt;- O que você tenciona fazer? – interrompeu Antero, espantado com a ostensiva frieza de Joca.&lt;br /&gt;- Entenda Senhor Marcolino, eu preciso resolver este assunto. Quero livrar-me o mais rápido possível daquele lugar. Está repleto de recordações que me fazem mal e quero aproveitar minha juventude, a venda da hospedaria é a única saída. Se o senhor estiver desinteressado, tudo bem, só me restará entregar tudo a uma corretora.&lt;br /&gt;Acostumado a lidar com situações melindrosas, assim mesmo Antero surpreendeu-se, e para ganhar tempo observou o relógio. Controlou-se e respondeu:&lt;br /&gt;- Perdoe-me por não haver entendido logo. Há tanto tempo vivo a cuidar dos negócios herdados de meus pais, estou surpreso. É claro, você pensa diferente. Cada um deve agir de acordo com os seus princípios – sem olhar o rapaz, acariciou por alguns instantes a barba rala e grisalha, antes de continuar:&lt;br /&gt;- Para ser sincero, jamais me ocorreu a hipótese de lidar com hospedaria. Vou fazer o que me propõe em consideração a você, porque o compreendo e considero um fedelho muito especial, o melhor amigo de Eugênio – concluiu dominado pela emoção.&lt;br /&gt;- Em resumo, vai comprá-la? – insistiu Joca, erguendo-se. Antero encarou-o por alguns instantes, levantou-se também, depois assentiu com a cabeça:&lt;br /&gt;- Sim, fique tranquilo. Avise-me quando os papéis estiverem desembaraçados. Devo isso ao Quincas. Pensando melhor, deixe tudo por minha conta. Já estou habituado, entrego tudo aos advogados, logo que o cartório liberar toda papelada nós fecharemos o negócio.&lt;br /&gt;Contrastante às lágrimas da maioria, durante os funerais José Carlos se manteve sereno; suportou os abraços e tapas no ombro com o semblante impassível.&lt;br /&gt;Naquele momento, o jovem alegre, extrovertido, de aparência feliz havia desaparecido. Em seu lugar restou o homem irônico e amargurado, pronto a revidar com piadas sarcásticas aos bem intencionados, quando se aproximavam com gestos, conselhos e palavras de conforto. Determinou-se a esquecer todos os vestígios da tragédia que o tornara órfão nas mesas de jogos, em farras homéricas, e mulheres da chamada vida fácil.&lt;br /&gt;Em poucos meses, dilapidou o patrimônio tão espinhosamente amealhado por seus pais. As noites perdidas na vida desregrada o ajudavam a não lembrar a triste realidade.&lt;br /&gt;Em vão, Eugênio aproveitava cada oportunidade para chamá-lo à razão. Embora penalizado por ver o infortúnio desnorteá-lo, percebeu a perda de tempo e foi cuidar de correr atrás dos próprios sonhos. Precisava colocar em prática o plano de cursar a faculdade de administração na Capital, sempre adiado pelo receio de perder a mulher amada.&lt;br /&gt;Tantas vezes projetara revelar-lhe o que sentia e não tivera coragem. Quando partisse, acalentava a secreta esperança de fazê-la compreender quanto poderiam ter sido felizes, ao sentir a sua falta.&lt;br /&gt;A excessiva timidez acabou por facilitar o caminho para Joca. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Capítulo IV &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;REVELAÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Terminado o tempo de escola, os dias pareciam arrastar-se. Marisa não encontrava na figura melancólica de sua mãe, cada vez mais misteriosa e pouco comunicativa, a companhia de que precisava. Passava as manhãs na praia e as tardes na outrora aconchegante hospedaria dos Álvares, onde se divertia em companhia de Joca, a cada instante mais envolvente, mais adulador.&lt;br /&gt;Forçado pela demorada burocracia do inventário dos bens, a contragosto ele continuou a ocupar um dos quartos. Compadecida, Marisa buscava maneiras de ajudá-lo a superar a grande perda. Refreava merecidas recriminações quando ele exalava o hálito de excessiva farra, e devagar fechava de novo a porta de seu quarto, regressando à casa decidida a tentar novamente no dia seguinte.&lt;br /&gt;Desde quando estudavam na mesma escola, também Joca sonhava conquistar Marisa. As visitas frequentes logo desencadearam intimidades entre os dois difíceis de estancar.&lt;br /&gt;Apreensivos, os pais a recriminavam por sua estreita amizade com o “doidivanas quase arruinado”, e consideravam a melhor solução afastá-la do balneário, na esperança de que a distância fosse o melhor remédio para esfriar o seu entusiasmo.&lt;br /&gt;Marisa revidou, lembrando com uma ponta de ironia quanto insistira para voltar a viver na Capital, antes dos pais de Joca morrerem. Ninguém lhe dera ouvidos.&lt;br /&gt;Desprezou as advertências, conselhos e súplicas, e continuou ao lado de Joca até descobrir a inesperada gravidez.&lt;br /&gt;Debateu-se por dias e noites à procura de coragem para confessar a verdade à sua mãe. Naquela manhã quando a encontrou, recostada nos travesseiros com o livro entre as mãos e o olhar distante, pensativa, achou a ocasião oportuna e aproximou-se.&lt;br /&gt;Ao ver a filha parada no meio do quarto, Lígia surpreendeu-se:&lt;br /&gt;- O dia está lindo. Por que ainda está em casa? Sente alguma coisa?&lt;br /&gt;- Pare de preocupar-se, mamãe, não estou doente – rebateu Marisa, enrubescendo – Precisamos conversar, onde está papai?&lt;br /&gt;Constrangida, a mãe pigarreou:&lt;br /&gt;- Tivemos outra discussão boba, saiu batendo portas. Deve ter voltado para a Capital.&lt;br /&gt;Apesar de condoer-se com os sinais de pranto que ela tentava disfarçar, Marisa suspirou de alívio. Sozinhas poderiam entender-se melhor:&lt;br /&gt;- Logo estará de volta. Ele sempre faz isso, não é mesmo? – consolou, sentando-se à beira da cama - Depois você me fala sobre o que aconteceu ontem, mãezinha. Agora, procure esquecer papai por um instante, por favor. Preste atenção, o que tenho para lhe contar é muito sério – arriscou, sem coragem de fitá-la.&lt;br /&gt;- O que houve? Conte-me tudo – pressionou a mãe em tom aflito. Segurando-a pelos braços, percebeu assustada quanto estava trêmula.&lt;br /&gt;- Estou esperando um filho de Joca – despejou Marisa – Passei muitas noites em claro antes de criar coragem para lhe contar. Por favor, mãe, você tem de ajudar-me – implorou.&lt;br /&gt;Lígia deixou-se cair nos travesseiros, atônita. Começou a chorar baixinho, de vez em quando fungava com força. Pacientemente a filha esperou. Acostumara-se àquelas longas cenas de choro diante de grandes e pequenos problemas. Nessas ocasiões, desejava carregá-la nos braços como se faz com as crianças.&lt;br /&gt;- Como vou enfrentar Ricardo? – lastimou-se a mãe entre soluços – Vai me acusar de relapsa, displicente... Temos de pensar depressa numa forma de corrigir o seu erro, antes que ele o descubra – propôs enxugando as lágrimas.&lt;br /&gt;Ofendida, a filha ergueu-se:&lt;br /&gt;- Se vai continuar a dizer bobagens prefiro não saber, está bem? – desafiou - Deixe tudo por minha conta. Enfrentarei o meu pai assim que ele chegar – decidiu.&lt;br /&gt;- Ficou louca? – desesperou-se Lígia - Ele é capaz de matá-la quando souber.&lt;br /&gt;Teve de esperar até o final do mês quando o pai regressou esfuziante. Entrou assobiando carregado de malas, retiradas de todos os armários da última casa onde haviam morado.&lt;br /&gt;Estacionou a caminhonete defronte à porta e começou a transportá-las sem pedir ajuda. A esposa e a filha continuaram em seus lugares apenas observando o seu vai-e-vem. Finalmente caminhou até a mesa onde se encontravam, encarou-as e perguntou:&lt;br /&gt;- E então, quais são as novidades, perderam a fala? Morreu mais alguém por aqui? Apareceu algum tubarão, algum navio fantasma, houve afogamentos? Estão com umas caras...&lt;br /&gt;Com os nervos à flor da pele, a esposa limitou-se a tamborilar sobre a mesa. Marisa sorriu e apressou-se em abraçá-lo:&lt;br /&gt;- Perguntas e mais perguntas, hein? Por que você ficou tanto tempo sem dar notícias, longe de nós?&lt;br /&gt;– Tudo a seu tempo, mocinha – replicou Ricardo piscando um olho – Alguém aqui tem que trabalhar. Eis a razão de minha prolongada ausência. Satisfeita?&lt;br /&gt;- Completamente – confirmou depressa Marisa, procurando disfarçar o medo, inquieta diante da euforia um pouco forçada de seu pai, possível prenúncio de tempestade. A voz de Lígia interrompeu o curso de seus pensamentos:&lt;br /&gt;- Conte logo – incitou.&lt;br /&gt;Aborrecido, o marido retrucou ainda abraçado à filha:&lt;br /&gt;- Não estrague tudo, mulher. Seja lá o que for, deixe-me primeiro contar as novidades. Consegui novo inquilino para aquela nossa casa do centro e acreditem, já recebi três meses adiantados. Precisamos comemorar.&lt;br /&gt;- Espere um pouco, pai – replicou a filha de olhos baixos e voz trêmula – Parabéns por haver alugado a casa, ela estava fechada há tanto tempo... – respirou fundo, armou-se de coragem e desabafou, atropelando as palavras:&lt;br /&gt;– Mamãe tem razão, você precisa saber da grande novidade. Estou grávida.&lt;br /&gt;Transtornado, Ricardo empalideceu. Lançou um olhar incrédulo para Lígia que mantinha os olhos pregados na toalha da mesa e avançou em direção à filha. Antes que ela pudesse defender-se ou correr, ergueu a mão e esbofeteou-a com força. Marisa deslizou devagarzinho para o chão com a imagem do rosto dele cinzento de fúria:&lt;br /&gt;- Sua ordinária, não se atreva a chamar-me novamente de pai! &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Capítulo V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REJEIÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do nascimento de Clara, tantas vezes Joca implorou para ficar ao lado de Marisa, que terminou por convencê-la. Desocupou o quarto da hospedaria e mudou-se de vez para o bangalô dos Siqueira, que o acolheram contrafeitos. Naquele momento, consideraram a melhor atitude ceder à vontade de Marisa.&lt;br /&gt;A paternidade trouxera para Joca bons presságios; estava em paz consigo mesmo e quase regenerado. Com a liberação do inventário, obtida pelo tabelião amigo de Antero, livrara-se de todos os cobradores.&lt;br /&gt;Sua presença constante reacendeu a revolta dos Siqueira, transitoriamente aplacada ao se tornarem avós. Aproveitavam cada oportunidade para provocá-lo, acusando-o pela maternidade precoce da filha.&lt;br /&gt;Decididos a lutar pelo que acreditavam a felicidade de Marisa, insistiam na mesma tecla, ela merecia futuro melhor. Na companhia daquele doidivanas quase arruinado, as esperanças de realizar os sonhos se tornavam cada vez mais remotas, e a revolta crescia diante dessa possibilidade.&lt;br /&gt;A sua jovem, linda, inteligente menina devia abrir os olhos, dizia Lígia sem controlar o pranto. Se continuassem a morar juntos, carregada de problemas e de filhos, Marisa perderia a beleza e as oportunidades.&lt;br /&gt;O rapaz era caso perdido. Quando regressassem à Capital, livre do intruso, ela poderia retomar os estudos ou realizar aquela tão sonhada viagem ao exterior. Ao regressar, mandaria buscar Clara.&lt;br /&gt;A princípio, Marisa repeliu todas as advertências e conselhos, entretanto surpreendia-se a pensar sobre eles durante as noites mal dormidas, enquanto aguardava o regresso de Joca.&lt;br /&gt;Quando menos esperava, esgotados todos os argumentos e ameaças, Ricardo e Lígia decidiram voltar a viver na Capital.&lt;br /&gt;Ela se recusou a aceitar a atitude drástica de seus pais como definitiva. Esperou que se arrependessem, voltassem para continuar a viver sob o mesmo teto, mas, viu o tempo correr e nada.&lt;br /&gt;O chão começou a fugir-lhe sob os pés, o que lhe reservava o futuro? Tentou adaptar-se à nova realidade; jovem demais e sozinha, os dias tornaram-se enfadonhos e iguais. Ao lado de Joca detestou a rotina e os compromissos, e as desavenças amiudaram-se. Sem explicações, ele se ausentava a semana inteira, reaparecia quando o dinheiro escasseava e sempre bêbado.&lt;br /&gt;Cansada, infeliz, Marisa ansiou por um ombro amigo para confortá-la. Armou-se de coragem, foi ao sobrado na esperança de rever Eugênio. Santana a recebeu, as janelas e portas cerradas denunciaram o abandono.&lt;br /&gt;Voltou desolada, sob a impressão de sentir o olhar reprovador de seu amigo. Desfeitas as ilusões de modificar a conduta destrutiva de Joca, decidiu convencer os pais a acolherem também sua filha. Não aguentava mais. Chorava constantemente, penalizada de si mesma.&lt;br /&gt;Na Capital, Lígia consumia-se por tê-la deixado no balneário e procurava redimir-se, preparando a reconciliação entre Marisa e Ricardo. Para afogar a saudade, quase todo dia escreveu cartas, na última, repetiu a grande tristeza da separação, descreveu o sofrimento de seu pai, tão acabrunhado, arrependido por tê-la abandonado à própria sorte. Sonhava toda noite com o dia em que estariam juntos novamente, haveriam de planejar as belas etapas de sua merecida viagem ao exterior. Sem dúvida, o pai ansiava recebê-la. Atendesse aos apelos, por algum tempo entregasse a menina aos cuidados de Joca, no regresso da viagem poderiam voltar ao balneário para buscá-la.&lt;br /&gt;Com um grito de surpresa, ao abrir o envelope caiu-lhe nas mãos o bilhete de passagem; viera dentro da carta. Marisa suspirou longamente. Inútil resistir mais, os pais logo saberiam de sua grande e definitiva decisão.&lt;br /&gt;Naquela madrugada, ao voltar para casa, com indiferença Joca observou a mala atrás da porta. Completamente bêbado, chutou-a contra a parede por estar impedindo a passagem e atirou-se sobre a cama, sequer tirou os sapatos antes de adormecer.&lt;br /&gt;Acordou no outro dia, sob a forte impressão de ter ouvido a noite inteira o desolado choro de Clara.&lt;br /&gt;Nos meses seguintes, desvanecidas as esperanças de Marisa regressar, a criança e as dívidas cresceram. Os poucos trocados no bolso se mostravam insuficientes para apaziguar o choro da menina. Antes de cair em desespero, acudiu-lhe a lembrança do último aniversário, quando o pai o convidara a passearem na beira-mar. Ao chegarem à marina, Joaquim apontara em direção ao barco reluzente, no convés a vela tremulava no mastro:&lt;br /&gt;- “O que me dizes, é bonito, José Carlos? Uma beleza, fala a verdade! É teu presente. Agora, vais poder velejar com tuas garotas por aí. Quem sabe, um dia tu conhecerás Lisboa e o Minho, meu filho?”.&lt;br /&gt;Caminhou até lá, o coração confrangido e a mente povoada de lembranças felizes.&lt;br /&gt;Se pudesse prever, naquela maldita manhã teria insistido para acompanhá-los. Dominado por intenso desejo de voltar o tempo, de olhos marejados chutou raivosamente com a ponta do sapato a primeira pedra do caminho, que ricocheteou na proa da embarcação. “Droga de vida!”, blasfemou em voz alta.&lt;br /&gt;Joaquim lhe deixara a saída que procurava. Mudou-se para a Colônia de Pescadores, durante os dias e noites em que velejava entregava a filha aos cuidados de mulheres solteiras dispostas a cuidarem das crianças enquanto os pais pescavam. Entre elas, conheceu a doce Regina. Sem cobranças, sempre que precisava ela cuidava de Clara. Moça simples e carinhosa acabou por conquistá-lo, foi sua companheira até o parto prematuro, e levou consigo o filho que esperava.&lt;br /&gt;Calejado por duras provas, os cabelos de Joca se tornaram grisalhos e a menina passou a fazer-lhe companhia até aquele dia fatídico.&lt;br /&gt;Santana desconhecia pormenores do reencontro de Marisa e Eugênio. Acontecera durante a festa de formatura. Ao vê-la entrar, amparada no braço de Ricardo para os cumprimentos de praxe, ele pensou tratar-se de alucinação. E que encantadora visão, santo Deus.&lt;br /&gt;Marisa aproximou-se deslumbrante em seu vestido negro. Como se nunca houvessem estado separados, retribuiu ao seu lindo sorriso tentando dissimular a surpresa. De longe, depois de observar a expressão radiosa do filho, Antero vibrou: “Deu certo!”, enviara-lhe o convite sem avisá-lo.&lt;br /&gt;Depois de agradecer os cumprimentos, quando a moça descansou a mão em seu braço, Eugênio perguntou muito emocionado:&lt;br /&gt;- Por que está aqui?&lt;br /&gt;Antes de explicar, Marisa esperou o seu pai entreter-se com alguns amigos ali presentes:&lt;br /&gt;- Voltamos a viver na Capital faz algum tempo. Vejo que ainda não sabia - de olhos baixos prosseguiu - Quando perdi a minha filha, sofri demais, foi muito difícil recuperar-me. Vivi no exterior até poucos dias atrás...&lt;br /&gt;- Como deve ter sofrido! – lamentou Eugênio compadecido – Deixei de procurar notícias suas, sinto vergonha por ter me tornado tão mesquinho e egoísta.&lt;br /&gt;Diante de seu revelador olhar de adoração, ela refreou o desejo de contar-lhe a verdade. Jamais compreenderia. Fora parcialmente sincera, sofrera demais até aprender a viver sem a menina. Agora se dava conta, muitas vezes havia surpreendido o ardor incontido em seu olhar, continuaria tolamente alheia?&lt;br /&gt;Procurou a resposta nos murmúrios e nos olhares invejosos de outras mulheres em torno deles. Mostrou-se mais envolvente. Eugênio pronunciava palavras de conforto enquanto os seus olhos traíam a satisfação por tê-la novamente tão próxima.&lt;br /&gt;Reatados os antigos laços, esquecida a passageira e infeliz relação com o ex-amigo comum, eles passaram a encontrar-se todos os dias. Evitavam falar do passado. O rapaz prometeu a si mesmo afugentar a persistente melancolia de seu rosto. Foram ao teatro, visitaram exposições e museus, nos longos passeios antes solitários ela o acompanhava.&lt;br /&gt;Prazerosamente Eugênio servia-lhe de cicerone; alegre, sedutor e paciente. Logo descobriram que haviam sido feitos um para o outro. Marisa aceitou o convite para acompanhá-lo no primeiro fim de semana à fazenda, e sob as bênçãos de Antero, Eugênio confessou sua antiga paixão, pediu-lhe para aceitá-lo como esposo.&lt;br /&gt;Agora esperavam um filho e chegariam a qualquer momento ao lugar onde haviam se conhecido.&lt;br /&gt;Santana perguntava-se como explicaria a presença de Clara no sobrado sem remexer na velha ferida. De que forma lhes contaria a dolorosa verdade sobre a morte de Joca? &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;VI Capítulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLARA&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu cor de chumbo parecia querer desabar a qualquer momento. Da terra desprendia-se aragem quente, sufocante, e um clarão riscou entre as nuvens carregadas prenunciando estouro de trovão. Indiferente aos sinais de tempestade, a figura solitária continuou sentada sobre os rochedos, segurando o anzol mergulhado nas águas agitadas do mar traiçoeiro, violento, que se esbatia nas suas pernas e ameaçava arrastá-la.&lt;br /&gt;A estranha criatura teimava contra a força da natureza, as calças esfarrapadas, a blusa agarrada ao corpo encharcado. Para completar, forte aguaceiro caiu-lhe sobre a cabeça. Desnorteada, ergueu o rosto para o céu de nuvens carregadas e um grito raivoso escapou-lhe do peito franzino.&lt;br /&gt;Tentou erguer-se, perdeu o equilíbrio, arrastou-se de quatro para longe do perigo. Ao ver-se a salvo e longe das pedras pontiagudas, brotou-lhe inesperada a gargalhada rouca. De braços abertos, começou a correr pela praia sem preocupar-se mais com o anzol por que lutara.&lt;br /&gt;A forte ventania encrespava o mar, levantava areia. A pescadora continuou a correr debaixo do temporal até sentir-se esgotada pelo cansaço. Extenuada, atirou-se na areia molhada. Ali, o barulho das ondas chegava esmorecido enquanto a chuva continuava a fustigá-la.&lt;br /&gt;Entre os sucessivos clarões de relâmpagos e estouros de trovões, ouviu um chamado longínquo. Vivamente ergueu-se para escutar melhor, à espreita, os olhos brilhantes. Começou a tremer violentamente. Logo, o grito repetiu-se e pelo declive do caminho o homem afundava as botas na areia enquanto segurava uma lanterna, lutando contra a força do vento e da chuva.&lt;br /&gt;Protegido pelo capote, aproximou-se, iluminou-lhe o rosto. Os grandes olhos azuis piscaram ofuscados. Mansamente Eugênio implorou:&lt;br /&gt;- Vamos para casa, Clara. Finalmente consegui encontrar-te.&lt;br /&gt;Depois de relutar por instantes, a estranha criatura levantou-se, alisou o rosto com as palmas das mãos, sem nada responder. Eugênio voltou-lhe as costas e recomeçou a caminhada para o sobrado. Ela o seguiu enquanto o mar rugia encapelado e relâmpagos cortavam a escuridão; de vez em quando trovões quebravam o silêncio. Durante o percurso, Eugênio se manteve silencioso para não assustá-la; era preciso assegurar-lhe confiança.&lt;br /&gt;Previu desde o primeiro momento o quanto seria espinhosa a luta, se quisesse de fato ajudá-la a reencontrar-se, a recuperar a sanidade perdida. Movido por sentimentos de compaixão e grande parcela de remorso, por ter deixado o melhor amigo e a mulher que amava quando mais poderiam precisar de ajuda. Quisera viver apenas a sua vida, e quem sabe, fora-lhe providencial que a menina solitária estivesse ali, viesse ao seu encontro no sobrado. Estaria redimido se pudesse devolvê-la à realidade.&lt;br /&gt;Desde a chegada, embora procurasse minimizar os primeiros momentos, Marisa continuava a pensar neles. O doloroso reencontro com a filha a quem abandonara há mais de dez anos atrás despertara- lhe emoção quase incontrolável. O primeiro impulso foi dar-lhe as costas e fugir, como fizera antes.&lt;br /&gt;Com Eugênio encontrara o prazer de existir, aprendera o verdadeiro significado do amor, readquirira tranquilidade e confiança no futuro. Ele a ensinara a ser feliz; parecia adivinhar seus menores desejos.&lt;br /&gt;Nunca poderia esquecer o intenso mal-estar ao reencontrar a filha. Com muita dificuldade, controlou o desejo de tomá-la nos braços. Em turbilhão, dolorosas lembranças a fustigaram quando a covardia a induzira a deixá-la.&lt;br /&gt;Tentara abafar durante todos aqueles anos os brados de sua consciência, fantasiando-a muito feliz sob os cuidados de Joca, talvez de nova mãe.&lt;br /&gt;Santana trouxera a menina para cumprimentá-los e os grandes olhos azuis os fitaram. De imediato, Eugênio adivinhara a verdade: era a filha de Joca, estava viva, órfã e precisava de ajuda.&lt;br /&gt;Indiferente, a mocinha de rosto atormentado continuara a encarar os dois recém-chegados com intensa curiosidade, até Santana admoestá-la:&lt;br /&gt;- Pronto. Agora, suba, Clara. Você precisa abrir as janelas para arejar seu quarto. Vamos deixá-los descansar. Eles fizeram longa viagem, vou ajudá-los com a bagagem.&lt;br /&gt;Como se nada tivesse ouvido, ela continuou parada. Sem olhar a esposa, Eugênio resolveu tomar a iniciativa:&lt;br /&gt;- Trouxemos algumas malas pequenas. Venha comigo, Clara. Ajude-me a carregá-las - convidou.&lt;br /&gt;A partir daquele momento, a menina passou a segui-lo por toda parte com olhar de adoração. Ao se recolherem, mais tarde, sem outra saída Marisa confessou a verdadeira versão e os motivos por que a abandonara. Ao invés de recriminá-la, amorosamente Eugênio acolheu-a nos braços, ajudou-a a enxugar as lágrimas e sentir-se menos culpada. Eles haveriam de proporcionar à Clara os cuidados e o amor de que precisava.&lt;br /&gt;Surgira um novo dia. A brisa soprava mansamente e as ondas vinham quebrar-se na areia. No céu de azul puríssimo, da tempestade, nem vestígios. No barco entre os escolhos, o homem de pele bronzeada preparava a vela para navegar e aparentava trinta anos, os olhos quase fechados possuíam cor indefinida, ora esverdeados, ora castanhos. O queixo terminava numa dobra suave e tinha o nariz bem afilado.&lt;br /&gt;Sob a camiseta de malha riscada, o tórax rijo denunciava o seu gosto pela vida ao ar livre. Depois de içada a vela, agachou-se para empurrar a embarcação até o mar. Antes de embarcar, segurou a proa com os pés e examinou, preocupado, o caminho além da praia que levava à colônia de pescadores. As rugas da testa desfizeram-se e leve sorriso iluminou-lhe a face: avistara a mulher e as duas crianças.&lt;br /&gt;Marisa deixara-se ficar para trás com o filho nos braços enquanto observava a mocinha caminhar à sua frente, entretida na procura de conchinhas coloridas. Eugênio suspirou aliviado:&lt;br /&gt;- Conseguiste trazê-la! - comemorou - Vamos, dá-me o menino. Faremos um belo passeio - enquanto falava, tomou a criança nos braços. Ela esfriou o seu entusiasmo:&lt;br /&gt;- Espera, prefiro ficar.&lt;br /&gt;- Por que mudaste de ideia? – estranhou – Tínhamos concordado em passar a manhã no barco com as crianças.&lt;br /&gt;- Isso foi ontem. Quando acordei, já tinhas vindo para cá. Enquanto passeias, pretendo ir ao hotel. Além do mais, nosso filho ainda é tão pequeno! Talvez devamos esperar mais um pouco, antes de levá-lo conosco no barco – explicou - Esqueceste o pedido de teu pai? Prometemos ir até lá para conhecer o novo administrador.&lt;br /&gt;- Por que não visitamos o hotel depois de voltarmos do passeio? – sugeriu com um sorriso persuasivo, embora notasse a determinação de seu olhar. Suspeitava da verdadeira razão por que Marisa mudara de plano; no íntimo, ela receava a companhia e a presença de Clara.&lt;br /&gt;Esta correra para o barco, o rosto transbordante de alegria. Sua blusa de mangas esvoaçantes dificultava-lhe os movimentos. Nervosamente arregaçou-as, antes de subir a bordo com desembaraço.&lt;br /&gt;Apesar dos andrajos, tinha o porte atraente e o andar cheio de encantos; seria uma lindeza com aqueles cabelos negros muito curtos, encaracolados em suave moldura às faces delicadas onde o azul dos olhos sobressaía. O nariz pequeno e sardento, a boca de lábios carnudos destoavam do conjunto.&lt;br /&gt;Eugênio voltou-se para Marisa e disse em tom adulador:&lt;br /&gt;- Parece-me ver-te...&lt;br /&gt;Ela rebateu falsamente amuada:&lt;br /&gt;- Estás enganado. Ela não parece comigo nem um pouco. Observa melhor: não vês que é o retrato de Dona Sílvia?&lt;br /&gt;Ao compreender que falavam a seu respeito, desapareceu o ar de alheamento no rosto de Clara. Desembarcou impetuosa, fez menção de correr. Ágil, Eugênio barrou-lhe os passos, segurando-lhe o braço com firmeza:&lt;br /&gt;- Por que mudou de ideia? Vai perder esse delicioso passeio no barco em nossa companhia? - perguntou-lhe em voz baixa.&lt;br /&gt;Clara tentou desvencilhar-se, contrariada:&lt;br /&gt;- Largue o meu braço! – exaltou-se.&lt;br /&gt;Compadecido, Eugênio insistiu enquanto ela se debatia:&lt;br /&gt;- Por que devo livrar-te? Para onde queres ir, Clara?&lt;br /&gt;- Não estás vendo que é inútil? Se ela prefere estar só, deixa que se vá - interveio Marisa desdenhosa - Podem até pensar que a estamos maltratando. Solte-a.&lt;br /&gt;Quando se calou, percebeu com um calafrio o seu olhar de rancor. Súbito, tomada de fúria incontrolável, Clara pulou sobre ela para arranhá-la e dar-lhe pontapés. Atordoado, Eugênio soltou por instantes o menino e teve dificuldade em separá-las. Clara estava incontrolável e transfigurada.&lt;br /&gt;Atraídos pelos gritos, os banhistas limitaram-se a observar a cena, estupefatos. Finalmente Eugênio conseguiu conter a agressora. A respiração arfante, o rosto e o colo arranhados, em pranto, Marisa ergueu Luciano nos braços e sem olhar para trás, fugiu apressadamente para o sobrado enquanto ele se esforçava para controlar a fúria de Clara.&lt;br /&gt;- Por que fizeste isso? - perguntou-lhe perplexo.&lt;br /&gt;Ela continuou a debater-se para desvencilhar-se, tentava mordê-lo e arranhá-lo ainda exaltada. Largou-a inesperadamente. Clara perdeu o equilíbrio; sentada na areia, berrou:&lt;br /&gt;- Vá embora!&lt;br /&gt;Quais os tormentos suportados por esta pobre criança, quantos ainda teria de sofrer antes de recuperar a razão? Condoeu-se Eugênio. Depois daquele rompante inesperado, a intenção de um passeio pacífico e feliz naquela manhã esvaiu-se.&lt;br /&gt;Conflitante e cada vez mais difícil seria a vida em comum sob o mesmo teto. Teriam de repensar o plano de desfrutarem todo verão no balneário até o casamento de Fabíola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recolheu a vela e considerou-se vencido. Atenderia ao apelo de sua mulher. Visitariam o hotel, em seguida descansariam em casa. Em nome do inesquecível amigo, envidaria todos os esforços até descobrir os meios de ajudar aquela coitada. Como animal acuado, Clara continuou imóvel, espreitando-o, as faces ruborizadas depois do esforço da luta.&lt;br /&gt;Sim, o sonho de Joaquim Álvares tornara-se realidade. Com o seu tino comercial, Antero transformara a antiga hospedaria no moderno Hotel Marcolino.&lt;br /&gt;Fora o estímulo que Fabíola esperava; revelou-se exímia administradora. À aproximação do dia de seu casamento, tentava conciliar o trabalho no hotel ao convívio com o seu noivo, gerente na fazenda.&lt;br /&gt;Quanto mais se avizinhava o final de ano, assoberbada pelos preparativos, Fabíola consumia-se à iminência de seguir em viagem de núpcias. Porque o prometido substituto tardava, ela tentava conter os gestos ásperos, a impaciência. Enquanto isso, cauteloso como de hábito, depois de alguns meses em minuciosa procura, Antero afinal escolhera o novo administrador.&lt;br /&gt;Estivera sempre tão próximo, não seria outro, senão o sogro de Eugênio. Ricardo Siqueira acabara de desligar-se da seguradora. Contratou-o em surdina, queria surpreender o filho e a nora durante o veraneio em Pedra Linda. Divertiu-se ao instá-los a visitarem o hotel.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;VII Capítulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXPECTATIVA &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto se aproximava do sobrado, Eugênio observava as paredes desbotadas e as grades corroídas pela maresia. Pediam reparos, antes de abrigar a grande festa de casamento de Fabíola. Como de hábito, antes de realizá-los pediria aprovação de seu pai.&lt;br /&gt;Ao vê-lo, Santana acorreu:&lt;br /&gt;- Antes que me pergunte pelos dois, Marisa e Luciano já almoçaram, estão na rede, lá no terraço. Contou-me do incidente, deixei-a desabafar até que se acalmasse. A pobre menina não age por maldade. Venha, o almoço está servido.&lt;br /&gt;- Onde ela está? – indagou, enquanto se dirigia para a sala de refeições.&lt;br /&gt;Como em resposta, encontrou-a debruçada sobre o prato. À sua entrada, imperturbável, Clara continuou a mastigar em silêncio. Eugênio sentou-se, cauteloso, procurou ignorá-la. Afinal, já haviam experimentado agitação suficiente naquela manhã. Terminada a refeição, Clara segurou o prato e caminhou para a cozinha como se carregasse pesado fardo. No meio do caminho, mudou de ideia e sentou-se novamente; esquecera de saborear a sobremesa. Eugênio achou engraçado, era ainda uma criança.&lt;br /&gt;Naquela tarde, eles confiaram o menino a Santana e foram ao hotel onde Fabíola se desdobrava para transferir o comando, antes de seu casamento com o capataz Tomé. Interrompeu o que estivera fazendo e pulou radiante ao pescoço de seu irmão. A poucos passos, paciente e jocoso, o novo administrador recém-contratado os observava.&lt;br /&gt;Marisa deixou escapar um grito de surpresa ao reconhecer o pai. Impetuosa, correu ao seu encontro. Fabíola os convidou a percorrerem as novas dependências do hotel; aqui e ali, eles retribuíram aos cumprimentos de hóspedes. A noite se aproximava, era hora de voltar ao sobrado.&lt;br /&gt;Deixaram a caminhonete no hotel e começaram a caminhada de mãos dadas pela orla semideserta. A maré baixa espalhara muito sargaço na praia e o frescor da brisa batia em seus rostos. Inteiramente absorta, remexendo na areia, eles avistaram Clara.&lt;br /&gt;Cautelosamente, aproximaram- se. Tencionavam descobrir o que a ocupava: fizera uma cavidade na areia úmida, logo se enchera d’água e nela debatia-se pequeno polvo. O rosto compenetrado, Clara parecia divertir-se. Com um graveto martirizava o molusco, até perceber que a observavam. Bruscamente, agarrou-se às pernas do rapaz, atirando-o ao chão. Pego de surpresa, Eugênio caiu, encarou-a assustado. Às gargalhadas, a menina escapuliu em disparada pela praia.&lt;br /&gt;- Agora compreendes por que precisamos ir embora depressa? Ela é muito agressiva – queixou-se Marisa - Ninguém pode prever os seus atos, estou apavorada – completou, enquanto a observava ganhar distância.&lt;br /&gt;Cada vez parecia-lhe mais improvável aproximar-se ou conquistá-la. Eugênio ergueu-se sacudindo o pó da roupa com as mãos:&lt;br /&gt;- Sei que tens razão – ponderou - Mas, não podemos, não devemos abandoná-la à própria sorte, como esteve até bem pouco tempo. Precisamos, é nossa obrigação fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudá-la. Planejo procurar bons psicanalistas, alimento esperança que serão capazes de curá-la.&lt;br /&gt;- Tens o coração de ouro, é por isso que te amo tanto - disse-lhe aduladora. Beijaram-se com ardor.&lt;br /&gt;- Deixa-me cuidar de tudo! - pediu-lhe - Ainda é tão jovem, há de recuperar-se. A cada instante, convenço-me de quanto já estimo esta menina, é como se fosse nossa filha. Haveremos de ganhar sua confiança, com persistência e grande dose de paciência, hás de ver – acrescentou Eugênio.&lt;br /&gt;- Ainda não compartilho de tanto entusiasmo – replicou Marisa - Mas, confio em ti, sei quanto és perseverante e haverás de lutar, até conseguir o que desejas - beijaram-se mais uma vez antes de recomeçarem a caminhada rumo ao sobrado.&lt;br /&gt;A pouca distância, escondida atrás das pedras, Clara os observava. Ao vê-los distanciar-se correu impetuosamente na direção contrária. Naquele instante a lua cheia despontou entre as águas; extenuada, estirou-se na areia.&lt;br /&gt;Enquanto a esposa tentava fazer o menino dormir, Eugênio dispôs-se a ler um fascinante livro policial retirado da estante. Tão absorto estava, que a entrada de Santana o assustou. Viera avisá-lo sobre a decisão de sair à procura de Clara. Ele consultou o relógio para confirmar o adiantado da hora:&lt;br /&gt;- Por que esperaste até agora, não vês quanto é tarde? - estranhou.&lt;br /&gt;A velha governanta suspirou longamente e preferiu silenciar. Antes que eles chegassem ao sobrado, quantas noites tivera de sair a qualquer hora para vasculhar as redondezas, pelo mesmo motivo, como se dispunha a fazer naquele momento? Enquanto vestia a capa, tentava adivinhar onde poderia achá-la desta vez. Provavelmente em um dos três lugares: adormecida na areia, sobre os escolhos tentando pescar, ou vagando nos arredores da vila de pescadores.&lt;br /&gt;Santana partiu decidida a encontrá-la. Novamente sozinho e absorto em preocupações, Eugênio perdeu o interesse pelo livro interrompido. Se os recursos da psiquiatria se mostrassem inúteis para devolver à Clara a sanidade perdida, desde o brutal assassinato de seu pai?&lt;br /&gt;A esta suposição, grande desânimo ameaçou dominá-lo. Quanto os fatos poderiam ter sido diferentes... Gostaria de acreditar na possibilidade de seu amigo ter superado a intensa revolta, durante os últimos anos, enquanto vivera acompanhado apenas por sua filha entre o céu e o mar.&lt;br /&gt;Depois da morte de Rosana, aos poucos, o pai transferira para os seus ombros as rédeas dos negócios. Na tentativa de afastar o fantasma da solidão, Antero adquirira o hábito de viajar quase o ano inteiro. Procurava novidades em exposições e eventos, mas, sua predileção recaía sobre leilões e feiras de animais, de onde trazia belos exemplares. De bom grado, Eugênio assumira a administração das fazendas; sanava os problemas menores, enquanto o esperava para decidirem juntos os grandes problemas. Admirava o equilíbrio, o tirocínio que ele demonstrava nesses momentos. Desfizera-se de algumas propriedades herdadas de sua mãe; restaram duas fazendas maiores, próximas uma da outra.&lt;br /&gt;Antero planejou doá-las aos filhos. Para atender ao desejo de sua mulher, seria de Fabíola, depois do casamento com Tomé a bela fazenda Santa Rosa, dotada de extenso canavial. Servira de residência aos seus avós, na qual ele sonhara recolher-se, em companhia de Rosana quando a velhice chegasse. Reservara para o filho a fazenda Consolação, de grandes pastos apropriados aos animais de corte.&lt;br /&gt;Eugênio despertou para a realidade com o barulho do telefone. Do outro lado, a irmã o recriminou em tom de galhofa:&lt;br /&gt;- Estou ofendida com vocês dois. Marisa reencontrou a filha há tanto tempo perdida, e nada me contaram? – Em tom ameno, Fabíola acrescentou - Antes de voltarem para casa, preciso conhecer minha sobrinha.&lt;br /&gt;- Não fiques magoada por tão pouco, minha querida. Farei melhor, para que possas satisfazer tua curiosidade, amanhã levarei Clara ao hotel – prometeu Eugênio, feliz por ouvir sua irmã - Há mais algum outro assunto importante?&lt;br /&gt;Por instantes pairou o silêncio, afinal ela respondeu:&lt;br /&gt;- Papai deve chegar neste fim de semana. Vem cheio de novidades. Quer discutir contigo sobre a reforma do sobrado. Isso me preocupa.&lt;br /&gt;- Preferes deixar como está? – gracejou o irmão - Ultimamente, andas tão aflita!&lt;br /&gt;- Claro que não, bobo. Minucioso e perfeccionista como é, nosso pai pode atrapalhar, sabes disso – rebateu Fabíola bem humorada - Quando essa reforma começar terei de ficar muito atenta com o prazo final, senão papai inventará mil coisas. Mudando de assunto, quando vocês pretendem voltar para a fazenda? Ah, como gostaria de ir também, morro de saudade.&lt;br /&gt;Eugênio mal a deixou terminar:&lt;br /&gt;- Conheço bem o alvo de tua saudade. Depois que o velho chegar, por que não viajas em nossa companhia?&lt;br /&gt;À sua provocação, Fabíola replicou com gostosa risada:&lt;br /&gt;- Estás impossível. Adeus.&lt;br /&gt;Entregue novamente à leitura, Eugênio somente percebeu que a noite cedera lugar à madrugada, ao ouvir o ruído de passos. Visivelmente cansada, Santana surgiu no corredor em companhia de Clara, agarrada ao seu braço. Depois de ajudar a menina a recolher-se ao seu quarto, disposta a conversar, a governanta aproximou-se com um longo suspiro:&lt;br /&gt;- Deu trabalho encontrá-la, corre mais que lebre assustada. O pior de tudo, são os moradores da vila. Pobres ignorantes, todos fogem ao vê-la, como o diabo da cruz. Acreditam que esteja possuída por maus espíritos.&lt;br /&gt;Ao que Eugênio replicou:&lt;br /&gt;- Se por acaso pensassem diferente, perderiam os receios e poderiam maltratá-la. Vamos dormir? O dia já amanheceu – convidou. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;VIII Capítulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SANTA ROSA &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dos argumentos da governanta, Eugênio e Marisa decidiram levá-la na viagem. Evitariam o tumulto no raciocínio de Clara, quando a reforma do sobrado tivesse início, principalmente a inevitável convivência com estranhos, inclinados a transformá-la em objeto de curiosidade.&lt;br /&gt;Muitas vezes haviam surpreendido os seus ternos olhares em direção a Luciano, a melhor garantia de um percurso sem grandes surpresas. Como eles previram, Antero chegara cheio de planos para começar a restauração do velho sobrado. Prevendo grandes aborrecimentos Fabíola resolvera acompanhá-los na viagem.&lt;br /&gt;Ao ver a mocinha dentro do carro, compreendeu por que o irmão nada quisera explicar. Ouvira comentários de hóspedes sobre uma criatura esquisita, sempre a rondar os escolhos à espera de uma embarcação fantasma, fruto de seus devaneios. Com frases desconexas, a menina vagava entre eles e se tornara alvo de muitos gracejos. Sentiu-se pouco à vontade sob o olhar atento de Clara, até Marisa sorrir e piscar o olho:&lt;br /&gt;- Você ainda não a conhecia, não é mesmo? Nós a trouxemos para fazer companhia ao Luciano. Eles se dão muito bem – explicou.&lt;br /&gt;Ao ouvir o seu nome, o menino agitou-se alegre na cadeira e bateu palmas. Os dois puseram-se a pular e gritar ao mesmo tempo até a intervenção de Eugênio, que precisava de sossego ao volante.&lt;br /&gt;Anoitecia quando chegaram à fazenda Santa Rosa. Despedindo-se da terra, o sol lançava os seus revérberos de fogo sobre a copa das árvores e as sombras do anoitecer surgiam devagar, na hora melancólica do poente.&lt;br /&gt;Diante da bela casa de madeira, antes de descer com Luciano ao colo, Eugênio acionou a buzina, até Lígia, Maria e Tomé acorrerem. Este cumprimentou os recém chegados com um toque no chapéu, e começou a transportar a bagagem para dentro, seguido de perto por Fabíola que não parava de falar, ansiosa por contar-lhe todas as novidades, enquanto os demais subiam os poucos degraus de entrada, esticando os membros entorpecidos depois do longo percurso.&lt;br /&gt;De mãos dadas a Clara, Marisa cumprimentou sua mãe, sem notar o olhar esgazeado que a menina lançara ao capataz.&lt;br /&gt;Enlaçado pela noiva, Tomé entregou-se aos devaneios; muito em breve deixaria de ser o obscuro homem de confiança da família, o simples encarregado. Com um pouco mais de paciência para suportar aquela ingênua mulher e sua enfadonha tagarelice, seria o dono de toda aquela terra.&lt;br /&gt;Depois de retiradas todas as malas, Tomé foi à procura do futuro cunhado. Eugênio aproximara-se da cocheira onde os animais estavam recolhidos. Depois de trocarem caloroso aperto de mãos, Eugênio encarou o homem corpulento, de face trigueira e expressão dura. Antes de falar, encheu os pulmões do cheiro de mato:&lt;br /&gt;- É desnecessário te perguntar sobre as novidades e os problemas, já conheço tua resposta: “Corre tudo muito bem”. Mesmo assim, por desembargo de consciência quero saber: como vão as coisas? - indagou.&lt;br /&gt;Sem responder, Tomé rodeou-lhe os ombros com o braço e puxou-o em direção à casa:&lt;br /&gt;- Venha, estão à nossa espera. Vamos lá para a cozinha, estaremos mais à vontade – depois entregou a surpresa - Maria preparou deliciosos quitutes para a chegada de vocês.&lt;br /&gt;Durante a refeição, ao ouvir o relincho dos cavalos lá fora, Eugênio sentiu involuntária saudade; muito em breve a Santa Rosa seria apenas de Fabíola, Tomé e seus filhos. O pai sentia predileção por aquela propriedade, conhecia cada animal pelo nome e esperava da filha igual sensibilidade.&lt;br /&gt;Depois de seu casamento, Fabíola seria a dona de tudo aquilo; só lhe restava torcer para que fosse feliz ao lado de Tomé, o novo membro da família Marcolino.&lt;br /&gt;Sob os protestos de Lígia, guardaram os pertences de Clara no quarto vizinho ao do casal. Enquanto estivessem na Santa Rosa, ela planejara dispensar-lhe os cuidados e carinhos sempre negados. Se compartilhassem o mesmo quarto, procuraria conquistá-la, apaziguaria o grande sentimento de culpa acumulado por tantos anos. Ao vê-la pela casa no encalço do pequeno Luciano, Lígia recusava-se a crer na gravidade de seu estado.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, Eugênio dispôs-se a inspecionar as fazendas em companhia de Fabíola e Tomé. Começaram pelas baias dos animais e durante o passeio prestou pouca atenção ao que via ou ouvia. Sentia-se inquieto, os pensamentos distantes, fixos na imagem de Clara, recostada à porta na hora de partirem, o olhar esgazeado que tanto o impressionava, fixo em Tomé.&lt;br /&gt;Urgia levá-la aos melhores especialistas para o tratamento adequado.&lt;br /&gt;Galoparam por toda manhã. Depois de almoçarem na fazenda Consolação, percorreram o extenso canavial onde os cortadores e suas famílias trabalhavam, desde os primeiros raios de sol até quase o escurecer.&lt;br /&gt;Na estrada, cruzaram com os caminhões enfileirados a caminho das usinas onde deviam descarregar. Extraído o melaço na moenda, o bagaço de cana servia de ração para o gado. Desde os tempos de meninice, Eugênio acostumara-se àquele cheiro forte espalhado pelos ares. Penetrava em suas narinas, percorria-lhe o sangue, impregnava-lhe a pele. Longe dali, sentia-se deslocado e ansiava por voltar. Este era o seu verdadeiro mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;IX Capítulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOVA VIDA&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Determinado a cuidar do andamento da reforma, sem interferências, Antero despachou os empregados e a governanta. Até o sobrado ficar pronto, Santana deveria pernoitar no hotel.&lt;br /&gt;Acostumada a viver no velho casarão, a pretexto de trazer-lhe refeições e recados do novo gerente, Santana aparecia quando menos esperava. De vez em quando a ouvia resmungar contra a forçada ociosidade, melhor seria ter ido para a fazenda. Lá, tomaria conta de Clara.&lt;br /&gt;Completamente envolvido pelo pandemônio de vozes e pelo vai-e-vem dos operários, Antero pouco prestava atenção. Em busca de novidades, os filhos telefonavam todos os dias.&lt;br /&gt;Segundo a opinião de Lígia, o profissional mais credenciado para cuidar de sua neta se chamava Claudemir Raposo, médico analista, psiquiatra e proprietário de famosa clínica da Capital. Ela o conhecia desde quando Marisa voltara a viver na Capital e precisara de acompanhamento psicológico. Tanto insistiu nessa tecla que Eugênio e Marisa acolheram sua valiosa sugestão, desde que pudessem conhecer a clínica, o professor e seus métodos de investigar o caso de Clara.&lt;br /&gt;Após as primeiras tentativas infrutíferas, eles foram recebidos no consultório do credenciado psicanalista. Discreto, simpático e bem apessoado, Claudemir Raposo os recebeu, esperou que a Senhora Siqueira terminasse a longa narrativa sobre o problema de sua neta, mergulhada em si mesma após a violenta morte do pai.&lt;br /&gt;Observou discretamente o olhar de Marisa procurar com insistência os olhos de seu marido em busca de aprovação. Lembrou-se daquela jovem, que fora sua cliente aos quinze ou dezesseis anos; continuava linda, o tempo parecia não a ter afetado.&lt;br /&gt;Quando Lígia terminou, como se tivesse adivinhado o que ele pensava, Marisa comentou:&lt;br /&gt;- Professor Raposo, a partir do instante em que cheguei nesta sala, anos atrás, em companhia de mamãe, o senhor ajudou-me a voltar a viver, a superar meus tormentos e inseguranças. Sei que posso confiar minha filha aos seus cuidados.&lt;br /&gt;Lisonjeado, o Professor Raposo sorriu com indulgência:&lt;br /&gt;- Obrigada por lembrar, senhora Marcolino. O caso de sua menina interessou-me, farei o possível para ajudá-la. Se houver possibilidade, além da paciente, pretendo conhecer e ouvir cada um dos envolvidos em seu problema. Ao sair, agendem com a secretária a próxima entrevista, está bem?&lt;br /&gt;Muito tempo depois de saírem, ele ainda olhava em direção à porta fechada, dominado pela compaixão.&lt;br /&gt;Baldados os esforços para convencer Clara a visitar a clinica, todos começaram a opinar sobre a melhor forma de ajudá-la no processo de cura.&lt;br /&gt;Em constante defensiva, ela reagia de forma imprevista, sempre com agressividade. Nas horas em que todos dormiam, Clara passeava insone pelo quarto; deixava escapar um riso suave, quase terno, entremeado de frases desconexas, rilhava os dentes ou chorava baixinho. Para ela, a vida não tinha sentido.&lt;br /&gt;Muitas vezes, sobressaltado com o barulho da porta de seu quarto, Eugênio despertava, precipitava-se para fora a tempo de reconduzi-la à cama.&lt;br /&gt;Certa madrugada, ela o olhara por instantes, depois balbuciara inquieta:&lt;br /&gt;- Deixe-me sair, quero ir embora. Não quero morrer...&lt;br /&gt;Sem compreender direito, Eugênio procurou acalmá-la:&lt;br /&gt;- Está bem, vamos. Vou contigo. – propôs - Está muito escuro lá fora, é perigoso andar por aí, sozinha.&lt;br /&gt;Assim dizendo, segurou-lhe a mão, disposto a colocar em prática o que dissera.&lt;br /&gt;Diante da porta principal, Clara estacou, pondo-se à escuta. Apenas o silêncio da madrugada, cortado vez por outra pelo canto de um galo.&lt;br /&gt;Entretanto, arregalando os olhos ela perguntou:&lt;br /&gt;- É ele, não é? Ele veio me buscar? – sem esperar resposta, correu aos gritos escada acima - Não deixe! Não deixe! – suplicava.&lt;br /&gt;Somente ela ouvia os passos e as risadas ameaçadoras, que a transtornavam a ponto de gritar ensandecida com as duas mãos nos ouvidos.&lt;br /&gt;Antes que Eugênio pudesse acalmá-la, repetindo a súplica, Clara trancou-se no quarto. Despertos, os outros moradores revezaram-se pelo restante da noite; em vão, tentavam convencê-la a destrancar a porta de seu quarto. Extenuados, retornaram aos seus leitos.&lt;br /&gt;Cada vez mais ansiosos para conferir os progressos de restauração do sobrado, aquele foi o pretexto apropriado a Fabíola e Tomé. Com anuência de Marisa e Eugênio, foram buscar Santana no balneário. Ninguém melhor para lidar com as esquisitices de Clara, o pulso firme da velha governanta haveria de conduzi-la à clínica; sobretudo, ela poderia ajudar por conhecer importantes detalhes de sua atribulada infância.&lt;br /&gt;Depois de percorrer as vizinhanças, sem resultados, decidido a encontrá-la Eugênio enveredou pelos campos. Por onde passava, os lavradores davam notícias. Há pouco tempo, a mocinha passara em desenfreada correria.&lt;br /&gt;Apesar de extenuado, esporeou o cavalo para continuar a busca, cada vez mais enfurecido consigo mesmo por ter confiado tanto em sua capacidade para lidar com tamanha rebeldia. Embasado em quê, se questionou Eugênio, nenhum sinal percebera quando procurara ajudá-la de estar consciente de alguma coisa. Faria melhor se ouvisse as opiniões de Marisa, quem sabe, o famoso instinto materno a inspirava?&lt;br /&gt;Tudo começara naquela manhã. Sem fazer-se anunciar, Claudemir Raposo atravessara a porteira da Santa Rosa, disposto a familiarizar-se com os indivíduos e o ambiente onde a sua futura cliente habitava.&lt;br /&gt;Relegados ao segundo plano os inúmeros compromissos e as consultas, atendera aos insistentes apelos de Lígia e à natural curiosidade.&lt;br /&gt;Ao deparar-se com o clínico de sorriso afável e olhar compassivo, Clara o havia encarado por breves instantes com hostilidade, antes de fugir ensandecida. Desaparecera como agulha perdida no palheiro.&lt;br /&gt;Se fosse preciso, Eugênio continuaria sua busca, até mesmo durante a noite; ardilosa e arisca, Clara poderia estar em qualquer parte.&lt;br /&gt;Enquanto Marisa tentava amenizar o julgamento desfavorável do psicanalista, este se limitava a sorrir. Aceitou o café trazido por Maria e trocou ideias com os presentes, refletindo sobre o melhor procedimento para se aproximar da menina. Naquele dia seria inútil persegui-la, apostou consigo mesmo; Clara voltaria quando bem lhe aprouvesse.&lt;br /&gt;À tardinha, desalentado, com os nervos em frangalhos, Eugênio voltou de cenho franzido por ter-se desgastado inutilmente: onde Clara poderia estar?&lt;br /&gt;Afetuosa, Marisa ouviu o seu relato sobre os lugares onde a procurara e tentou animá-lo:&lt;br /&gt;- Ela pode se encontrar nas vizinhanças onde menos imaginamos. Há de voltar quando sentir fome e sede. Foi o palpite do Professor Raposo, ele me fez prometer que a levaríamos amanhã à sua clinica.&lt;br /&gt;Com um suspiro desalentado, ele sentou-se:&lt;br /&gt;- Tomara que possas cumprir tua promessa, estou exausto de correr atrás dessa maluca. Desculpa o desabafo, minha querida. Onde está o nosso filho?&lt;br /&gt;Bem perto dali, entre os animais da cocheira, Clara continuava à espreita. De onde se encontrava, podia ver a frente da casa e controlar tudo.&lt;br /&gt;Sabia que o Professor Raposo há muito tempo desistira de esperá-la. Vira Eugênio guardar o cavalo, acabrunhado, depois da busca infrutífera. Quando ele entrou em casa, grande placidez espalhou-se pelo seu rosto. Começou a cantarolar baixinho, as pernas enroladas pelos braços, a cabeça apoiada nos joelhos. Dentro de pouco tempo adormeceu.&lt;br /&gt;Mal o dia amanheceu, de seu posto de observação, Clara viu os viajantes voltarem para casa. De olhos bem arregalados, esperou o carro estacionar. Notou aterrorizada o homem descer atrás da moça. Antes que o trio entrasse em casa, precipitou-se intempestiva nos braços de Santana, que acabara de chegar em companhia de Fabíola e Tomé.&lt;br /&gt;A recepção efusiva amenizou os contratempos provocados por sua atitude anterior, e reacendeu as esperanças de a convencerem a cumprir o prometido ao Professor Raposo.&lt;br /&gt;Quando Maria veio chamá-los para o café, Clara foi a primeira a correr esfomeada para a mesa.&lt;br /&gt;Enquanto repartia a pamonha, Fabíola detalhava a viagem ao irmão:&lt;br /&gt;- Papai me pareceu bem à vontade no meio daquela barulheira toda. Está adorando a novidade. A meu ver, se o sobrado fosse demolido, a reconstrução tomaria menos tempo e dinheiro. – Lamentou-se.&lt;br /&gt;Antes que Eugênio pudesse responder, Tomé interveio:&lt;br /&gt;- Nem tão cedo aquilo ficará em condições de acolher a festança de nosso casamento. É melhor mudarmos nossos planos.&lt;br /&gt;A noiva rebateu em tom resoluto:&lt;br /&gt;- E decepcionar papai? Vamos lhe dar a chance de realizar o meu casamento como deseja, no sobrado onde nasci, e se tudo correr bem, no dia combinado – voltou-se para a cunhada - Por mérito de seu pai, Marisa, o hotel vai muito bem. Ricardo adaptou-se rapidamente, parece talhado àquele burburinho de entra e sai de hóspedes.&lt;br /&gt;Interrompeu-se à entrada de Lígia, antes de continuar, esperou-a acomodar-se:&lt;br /&gt;- Ricardo nos pediu para transmitir-lhe este recado: está magoado por não ter recebido nenhum telefonema seu, nenhuma visita desde que chegou ao balneário.&lt;br /&gt;Sem comentários, alegando falta de apetite, Lígia levantou-se e voltou para o seu quarto. Eugênio acompanhou-a com o olhar enquanto se afastava, em seguida voltou-se para Fabíola:&lt;br /&gt;- Como pombo correio, minha querida, parece que você não agradou – provocou - Paira entre aqueles dois alguma coisa muito estranha. Cumpriste tua obrigação, deixa que o tempo se encarregue do resto.&lt;br /&gt;No outro extremo da mesa, Clara repartiu sua banana com Luciano. Ao invés de comê-la, o menino esfregou-a sobre a toalha. Marisa levantou-se para retirá-lo de seu lugar, com a filha nos calcanhares:&lt;br /&gt;- Também quero lavar as mãos! – bradou – Estão sujas, tanto quanto as dele.&lt;br /&gt;Santana percebeu o esforço de Clara para atrair a atenção de sua mãe. Quando esta retornou à mesa, comentou:&lt;br /&gt;- Ela me pareceu enciumada, acho um bom sinal.&lt;br /&gt;Marisa olhou os filhos, pensativa. Gostaria de compartilhar daquele otimismo, porém os fatos a proibiam de fazê-lo. Eugênio fez-lhe uma carícia e respondeu em seu lugar:&lt;br /&gt;- Se ao menos conseguirmos levá-la à clínica, teremos motivos para acreditar em bons sinais. Por enquanto...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;X CAPÍTULO&lt;br /&gt;NA CLÍNICA&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando todos se recolhiam, o átrio da capela construída ao lado da casa grande desde os remotos tempos de escravos e dos antepassados tornava- se o melhor local para Tomé e Fabíola se encontrarem. Naquela noite, o casal surpreendeu-se ao ver no interior da pequena igreja, Lígia, a mãe de Marisa ajoelhada diante do altar, como a esperá-los.&lt;br /&gt;- Há pouco fui indelicada - justificou-se a mulher, de olhos baixos e expressão contrita - abandonei bruscamente a sala de jantar depois de ouvir o recado que você me trouxe, e não poderia dormir antes de desculpar-me, Fabíola.&lt;br /&gt;A moça apertou entre as suas a mão da senhora e tranquilizou-a:&lt;br /&gt;- Não precisava perder o sono por tão pouco. Se a senhora prefere desconhecer as notícias de Ricardo, é um direito seu, procurarei satisfazê-la e damos o assunto por encerrado.&lt;br /&gt;Lígia acomodou-se ao seu lado visivelmente atormentada, de súbito começou a chorar:&lt;br /&gt;- Ao invés de fingir que está tudo bem entre nós, como se a culpa me coubesse por essa situação criada por ele, a atitude de Ricardo só faz piorar tudo. Talvez nunca possa perdoá-lo.&lt;br /&gt;Fabíola tentou acalmá-la:&lt;br /&gt;- Por favor, não se constranja. Quer um conselho? Espere mais um pouco, quando o dia clarear procure Marisa e abra o seu coração. Ela haverá de compreendê-la.&lt;br /&gt;- Deixe-a falar – cortou Tomé – E se o problema for muito grave? Deve se lembrar que Ricardo a está substituindo na direção do hotel.&lt;br /&gt;Apesar de surpresa com suas palavras, Fabíola anuiu:&lt;br /&gt;- Você está com a razão, como não pensei nisso? Muito bem, se a senhora quiser, estamos prontos a ouvi-la.&lt;br /&gt;Depois que a mulher aparentemente mais sossegada lhes deu boa-noite e voltou para casa, dominados pela mesma dúvida eles se entreolharam. Habituada à forma cautelosa de seu pai proceder na contratação de empregados, Fabíola se perguntou, ele saberia que Ricardo perdera o emprego anterior por estar assediando funcionárias?&lt;br /&gt;Decidiu agir com a devida cautela e averiguar o assunto quando fosse ao hotel Marcolino, conversaria com Ricardo antes de acreditar nas palavras da esposa ofendida ou de comentar o assunto com o pai.&lt;br /&gt;Passada a intensa movimentação do corte da cana, a fazenda Santa Rosa continuou em barulhenta azáfama. Sob as ordens de Fabíola, os dias que antecederam a grande festa transcorreram na mais ordenada precisão. Enquanto os homens se ocupavam dos afazeres no campo, ela comandava os preparativos para o próximo casamento.&lt;br /&gt;Cedera aos rogos de Tomé, não mais esperariam a conclusão da demorada reforma no sobrado de Pedra Linda.&lt;br /&gt;Ajudado pelo capataz, como de hábito Eugênio ia e vinha em constante ebulição entre as duas fazendas. Vez por outra, Tomé se ausentava para ir ao Jóquei Clube onde Antero inscrevera o melhor alazão de seu haras.&lt;br /&gt;Acompanhada por Santana, Clara deixou-se conduzir passivamente à clínica de Claudemir Raposo. Poucos minutos depois de chegarem, subitamente pareceu despertar; tornou-se possessa, tentou fugir distribuindo socos e pontapés enquanto proferia frases desconexas, até ser dominada pelos enfermeiros e auxiliares.&lt;br /&gt;Nos primeiros dias de internamento, a menina permaneceu muda, recusando qualquer alimento. Certa noite, o plantonista a encontrou pendurada ao teto por um lençol, livrando-a de enforcamento. A adaptação foi demorada e trabalhosa.&lt;br /&gt;Contudo, previamente informado por Santana que ela sabia ler e escrever, o Professor Raposo conseguiu despertar seu interesse pela sala de leitura. Ali Clara se detinha por horas seguidas com um caderno e um lápis na mão, a esboçar formas e figuras pouco compreensíveis aos leigos. Receosa de padecer dos mesmos pesadelos quando dormisse, a menina passou a sofrer de insônia e precisou ser medicada.&lt;br /&gt;Demonstrava inteligência e ansiedade para aprender, e nessas horas poderia confundir-se às mocinhas de sua idade, não fossem as repentinas crises de profundo mutismo, trancada em seu quarto.&lt;br /&gt;O psicanalista acreditava que as formas, figuras e cores dos desenhos de Clara seriam úteis para norteá-lo no seu tratamento. Debruçado sobre os rabiscos dos pacientes, neles vislumbrava os tormentos de cada um.&lt;br /&gt;Nas garatujas de Clara encontrou fortes indícios da cena do crime. O sangue, o punhal, o pai morto, o assassino em fuga.&lt;br /&gt;Durante os primeiros meses, Eugênio e Marisa frequentaram a clínica, ouviram os relatos de seu comportamento, ansiosos pelo dia em que a pudessem levar novamente para casa.&lt;br /&gt;Transcorrido o ciclo de completo confinamento, otimista quanto aos resultados, o professor Raposo os recebeu em seu escritório. Quando eles sentaram, com um sorriso animador ele disse:&lt;br /&gt;- Procurem agir naturalmente. O sucesso desta primeira visita é importante. Estão prontos?&lt;br /&gt;Através do vidro da sala de recreação, avistaram Clara entre os demais internos. Quando notou que a observavam, ergueu-se vivamente, a fisionomia radiante, e correu ao encontro deles. Raposo sentiu-se satisfeito e os deixou a sós por alguns momentos.&lt;br /&gt;- Onde está Santana? Por que vocês me deixaram aqui? – perguntou. Eugênio sorriu confiante:&lt;br /&gt;- Da próxima vez ela virá conosco, prometo. Quando nosso amigo Claudemir aconselhar, poderás voltar para casa. Antes que isso aconteça, procura ser carinhosa com Marisa, ela tem se preocupado contigo.&lt;br /&gt;Sem prestar atenção ao que ele dissera, Clara segurou-o pela mão e pediu em tom suplicante:&lt;br /&gt;- Não quero mais ficar sozinha neste lugar. Leve-me até onde está Santana.&lt;br /&gt;- Precisas ficar mais um pouco, sejas paciente! – interveio Marisa em tom aflito - Também estamos sentindo a tua falta.&lt;br /&gt;Sem terminar o que pretendia dizer, ela fugiu do recinto em pranto. Eugênio a viu desaparecer, manteve o semblante tranquilo e segurou a mão da enteada:&lt;br /&gt;- Ela tem andado nervosa. Logo ficará bem, não te preocupes – garantiu - Vamos fazer o possível para atender o teu pedido.&lt;br /&gt;Interceptada por Raposo quando se dirigia precipitadamente para a saída, Marisa foi conduzida até o escritório. Antes de oferecer-lhe o copo com água, o psicanalista esperou alguns minutos até vê-la mais calma.&lt;br /&gt;- Ela continua a ignorar-me. Até quando terei de aguentar isso? – queixou-se Marisa depois de beber água.&lt;br /&gt;O Professor Raposo girou entre os dedos a caneta que segurava, e sem fitá-la respondeu:&lt;br /&gt;- Perdoe-me, mas preciso ser muito franco com a senhora. Seja razoável. Afinal de contas, milagres não costumam ocorrer com frequência.&lt;br /&gt;- Diga-me, quando terei minha filha de volta? – impacientou-se Marisa – Por favor, preciso saber: nunca mais, não é? Terei de pagar o resto de minha vida por tê-la abandonado.&lt;br /&gt;O Professor Raposo conteve um sorriso e respondeu em tom paciente:&lt;br /&gt;- Marisa, permita-me tratá-la assim, a senhora deve esquecer um pouco de si mesma. Tenho procurado fazer o melhor para ajudar sua filha, mas, convenhamos, até agora o progresso foi mínimo. Ao menos ela conseguiu superar a primeira fase a que chamo de adaptação. Habituou-se à convivência com outros pacientes, raramente tem crises histéricas – ergueu-se, apoiou a mão em seu ombro e continuou - Essa expressão &lt;em&gt;nunca mais&lt;/em&gt; é forte e pessimista. Vamos descartá-la e ter fé no poder de recuperação de Clara. A qualquer momento ela poderá recobrar o senso de realidade. Nessa hora, estarei atento para ajudá-la a lidar com suas lembranças. Procuro ser o mais honesto possível ao lhe afirmar isto. Enquanto esperamos por esse momento, conto com sua cooperação e confiança no meu trabalho.&lt;br /&gt;- Ajude-me a conquistá-la, por favor... – implorou Marisa de olhos baixos.&lt;br /&gt;- Sei que é doloroso demais para a senhora esperar, enfrentar todos os altos e baixos desse longo tratamento – reconheceu Raposo – Encare como a consequência natural do período que a menina passou sem o seu afeto, quando só podia contar com o apoio e a presença do pai, a quem viu morrer, o que a deixou traumatizada. No entanto, observei que existe um fato positivo: o apego, a confiança que ela demonstra pela governanta e por seu marido. Eles poderão ser a ponte que a senhora terá de palmilhar até Clara. Lembre-se, necessitamos armar-nos de tolerância e delicadeza para ajudá-la a curar-se.&lt;br /&gt;- Perdoe-me, tenho sido tão egoísta! – lastimou-se Marisa.&lt;br /&gt;Claudemir fingiu não haver escutado e concluiu:&lt;br /&gt;- O caso de sua filha mais parece uma colcha de retalhos. Temos de armar-nos de paciência e de tempo para decifrar o enigma, compreendeu? &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;XI CAPÍTULO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CUNHADO&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À chegada do Natal, como em todos os anos, a fazenda Santa Rosa encheu-se de rebuliço. Diante da casa, embaixo da árvore mais próxima foi armado o magnífico presépio todo confeccionado em barro, herança passada através de gerações. Outra árvore secular foi enfeitada por luzes coloridas e bugigangas variadas. Para realizar essa agradável tarefa, acorreram moradoras mais jovens da fazenda, solteiras ou casadas. Os homens ajudavam, transportando objetos pesados, segurando escadas ou pendurando os enfeites mais difíceis.&lt;br /&gt;A família e os convidados se misturavam aos trabalhadores, no pátio e no interior da casa. Depois do ritual de entrega dos brindes e de sorteios dos cestos de mantimentos, os favorecidos os transportavam até suas moradias. Previamente as mulheres recebiam sacolas de tecidos para as roupas novas de filhos, por sua vez, estes degustavam guloseimas desconhecidas durante os meses de trabalho na usina e se divertiam a valer durante o congraçamento.&lt;br /&gt;Logo ao anoitecer, os recém-casados chegaram para a ceia. Como de costume, Antero trouxe convidados para compartilhar da recepção.&lt;br /&gt;Apesar de ter-lhe assegurado que Lígia estava ausente, em rápido cruzeiro patrocinado pelo genro, Ricardo sentia-se receoso e contrafeito, até encontrar os braços de Marisa para conduzi-lo ao centro da festa. Conseguira manter-se na gerência do hotel Marcolino depois da reunião com Antero e Fabíola, que para lá se deslocara antes do casamento, disposta a esmiuçar os motivos de sua demissão da seguradora.&lt;br /&gt;Na ocasião, Antero o deixara falar sem interrupções. Há muito tempo compreendera o pretexto forjado pela seguradora para dispensar o empregado antigo, em prol de um plano de contenção de despesas. Com sua experiência e o fato de ser o sogro de Eugênio, dera-lhe oportunidade para tentar outro ramo. A habilidade por ele demonstrada o satisfez. Para Fabíola restou analisar os prós e contras e dar o caso por encerrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À meia-noite, quando todos se encontravam em torno da grande mesa para o congraçamento, Eugênio e Fabíola entreolharam-se complacentes. Haviam notado o interesse de seu pai por uma das convidadas, ainda fascinante e simpática dama, viúva recente de outro fazendeiro, a Senhora Oliveira apressou-se em assegurar-lhes quanto estava satisfeita por haver cedido à insistência do anfitrião. Ele a livrara de continuar sozinha no balneário onde aproveitava o breve veraneio, antes de retornar ao consultório.&lt;br /&gt;Desde o falecimento de Rosana, era a primeira vez que os filhos observavam o interesse de Antero por outra mulher. Intimamente, ambos desejaram ardentemente que o sentimento fosse recíproco e Elisabeth Oliveira encerrasse a solidão daquele homem , ainda predisposto a recomeçar.&lt;br /&gt;As cigarras cantavam e o silêncio do entardecer era perturbado apenas por esse canto monótono. No céu onde o avermelhado do crepúsculo fora substituído por uma coloração acinzentada, o disco branco enorme pouco a pouco subiu para o infinito adquirindo tonalidade amarelo-prateado. Eugênio sentou-se nos degraus defronte a casa, olhar atento ao nascer da lua.&lt;br /&gt;No interior da casa, de quando em quando o ruído de vozes e de pratos se entrechocava. Naquele primeiro dia do ano, o almoço arrastara-se pela tarde.&lt;br /&gt;Despontou no céu indefinido ponto brilhante a piscar solitário, próximo ao disco lunar, logo apareceu outro e mais outro. Em instantes a noite povoou-se de estrelas, despertou-o de seus devaneios o frescor da brisa, fazendo-o estremecer levemente.&lt;br /&gt;Eugênio pretendia levantar-se quando o seu olhar foi atraído para a árvore no meio do pátio, ainda enfeitada de luzes coloridas apagadas. Lembrou-se de Clara no asilo, ela, que amava tanto a liberdade. Como teria sido o seu Natal entre os outros enfermos, sem o direito de sair? E se fosse buscá-la, quem sabe os ares da fazenda a ajudariam a curar-se? Repentinamente, ela poderia surpreendê-lo com algumas daquelas costumeiras crises e todos o acusariam pela atitude intempestiva. Afastou a ideia a contragosto. Atribuiu-a ao exacerbado egoísmo, ansiava tanto por rever aquela pobre criança.&lt;br /&gt;Mudou o rumo dos pensamentos e começou a recordar todos quantos trabalhavam nas fazendas Santa Rosa e Consolação. Um a um desfilaram com seus defeitos e qualidades. Muitos estavam ali desde que nasceram. Entre as exceções havia o capataz Tomé, agora seu cunhado. Em pouco tempo tornara-se o seu braço direito.&lt;br /&gt;Graças às recomendações de Santana, Tomé fora transferido do sobrado onde se tornara cozinheiro para trabalhar nas fazendas. Nos primeiros dias de sua chegada, tivera de enfrentar a maledicência de alguns por gostar de vangloriar-se de seus dotes culinários. Os rudes trabalhadores custavam a compreender o homem grandalhão debruçado ao fogão, junto às mulheres. Sempre atento à situação dos empregados, Eugênio impressionou-se com a maneira estóica de Tomé aceitar as galhofas sem reclamar. Aos poucos, conquistado por sua conduta afável, tomado por impulso de simpatia oferecera-lhe a vaga de administrador das duas fazendas.&lt;br /&gt;Desde então, jamais lhe dera motivos para arrepender-se; Tomé procurava de todas as formas provar-lhe o reconhecimento, desdobrando-se para dar conta do recado.&lt;br /&gt;Antes lerdos e desconfiados em consequência dos maus bofes do capataz anterior, Tomé conseguiu estreitar as relações dos canavieiros com os patrões. Sob as suas ordens, eles se tornaram confiantes, brincalhões, cantavam no serviço e traziam as famílias para ajudar em épocas de cortar a cana. Todos o respeitavam e demonstrava estimá-lo, Tomé se tornou o porta-voz de suas demandas. Se elas ultrapassavam o limite do razoável, encontrava palavras para confortá-los ou alegrava-os quando podiam ser atendidas. Ganhou o direito de decisão.&lt;br /&gt;Desde que Eugênio assumira o controle de tudo, Tomé costumava segui-lo por toda parte, acatava suas ordens, quase adivinhava os seus desejos. Ao contrário de outros solteiros, nos finais de semana fechava-se no quarto ou perambulava pelo campo na garupa do cavalo, incansável, ao invés de espairecer nas cidades próximas.&lt;br /&gt;Por esse isolamento espontâneo, os espirituosos o apelidaram de Monge; às escondidas caçoavam dele. Tomé limitava-se a sorrir. Somente perdia a natural reserva com Fabíola, desde os primeiros dias encontraram afinidades para animadas palestras, apreciavam estar juntos em longas cavalgadas pelo campo, ou nos serões festivos, até oficializarem o noivado.&lt;br /&gt;Entregue às reminiscências, Eugênio despertou ao ouvir passos atrás de si, depois a sombra desenhou-se no chão banhado pelo luar. Desnecessário voltar-se ou levantar o rosto para reconhecer o recém-chegado.&lt;br /&gt;Sem comentários, Tomé sentou-se tranquilamente ao seu lado. Expelindo longas baforadas do cigarro respirou fundo antes de arriscar:&lt;br /&gt;- Está linda a noite, hein?&lt;br /&gt;- Sim, muito bonita. Tomé... – hesitante, Eugênio examinou de soslaio o semblante impassível do cunhado:&lt;br /&gt;- Antes de vir para cá, você fazia o quê?&lt;br /&gt;O outro pigarreou:&lt;br /&gt;- Era cozinheiro do sobrado. Por que isso agora?&lt;br /&gt;- Tem razão. Desculpe a minha tolice. Deve ser o efeito desta lua cheia.&lt;br /&gt;- Não precisa pedir desculpas, a noite está mesmo para confidências.&lt;br /&gt;Eugênio levantou-se e confessou:&lt;br /&gt;- Antes de sua chegada, cismava sobre aquela pobre mocinha. Sabe de quem estou falando, não é?&lt;br /&gt;Durante alguns minutos, ficou em dúvida se Tomé ouvira sua pergunta. Com indisfarçável impaciência repetiu-a, só então o outro se ergueu, atirou o cigarro para longe e replicou:&lt;br /&gt;- Certamente que sei. A doidinha, a filha de sua mulher. Pelo tempo em que está internada, deve ser mesmo um caso perdido - comentou em tom zombeteiro, voltou-se e tornou a entrar na casa.&lt;br /&gt;Eugênio surpreendeu-se com o ostensivo cinismo de Tomé, ao referir-se à Clara. Quis amenizar a má impressão, conciliador foi em seu encalço:&lt;br /&gt;- Que acha de caminharmos um pouco, enquanto as mulheres fazem o meu pai contar pela enésima vez suas estripulias de mocidade?&lt;br /&gt;O cunhado hesitou, procurou apoio em Fabíola para esquivar-se. Ao vê-los chegar, ela havia corrido para encontrá-los. Ouviu o convite e rebateu enérgica:&lt;br /&gt;- De jeito algum, vamos para nossa casa agora mesmo. Por que vocês dois precisam passear, sem acompanhantes, numa noite tão maravilhosa? Façamos melhor, vamos jogar baralho lá em casa? Aproveitaremos o luar, jogaremos a céu aberto até o dia amanhecer?&lt;br /&gt;Secretamente feliz por Marisa haver declinado do convite, Eugênio saiu para um longo passeio sem destino certo. Queria dissipar a sensação de estranha inquietude que o assaltara, sem obter resultados.&lt;br /&gt;No caminho, encontrou Antero e Elisabeth Oliveira cavalgando sob o luar. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XII Capítulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRESSO&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, começaram as despedidas. Em companhia de seus convidados, da governanta, de Ricardo e da encantadora viúva, Antero regressou à Pedra Linda onde pretendia ocupar o sobrado. Afinal a reforma terminara.&lt;br /&gt;Em nome dos bons tempos de anfitrião, ele vislumbrou a chance de reter Elisabeth ao seu lado. Ao percorrerem as dependências restauradas do velho sobrado, rogou para que ela lhe fizesse companhia no antigo lar. Esforçou-se para fazê-la entender o tamanho de sua solidão, ampliada ao grau insuportável se acaso recusasse sua proposta. Elisabeth acolheu seus rogos com um sorriso compreensivo, propensa a ficar ao seu lado.&lt;br /&gt;Quando ela aquiesceu, surpreso e feliz Antero beijou-lhe as mãos e apressou-se em buscar sua bagagem no hotel, temeroso de vê-la arrepender-se.&lt;br /&gt;Transformara o antigo quarto de hóspedes em confortável suíte. Sob o olhar vigilante e reprovador de Santana, cada vez mais rabugenta, ali instalou sua nova amiga, livre e solitária como ele.&lt;br /&gt;Dia após dia, mais desvanecido por vê-la sob o mesmo teto, Antero dispunha-se a tudo fazer para agradá-la. No amplo terraço com vista para o mar, eles trocavam ideias e confidências sobre tudo.&lt;br /&gt;Embora estivesse afastada de seu consultório durante a estação de veraneio, especialmente interessada em Clara, a filha de Marisa e Joca, de vez em quando Elisabeth pedia-lhe pormenores sobre a história dos Álvares, proprietários da antiga hospedaria.&lt;br /&gt;Sentia curiosidade em conhecer a tragédia familiar da menina que lhe despertara, além do interesse profissional, instintiva e imediata simpatia.&lt;br /&gt;Surpreendeu-se diante da resistência de Antero em satisfazê-la. Depois de constatar como ele se tornara evasivo, intimamente angustiado pelas lembranças do fim trágico de cada um dos membros daquela família, ela desistiu de atormentá-lo com perguntas e tentou conquistar a simpatia de Santana. A governanta gostava de falar sobre a mocinha e logo ficaram amigas.&lt;br /&gt;Nos longos passeios à beira mar em companhia de Antero, Elisabeth conseguiu arrancar-lhe a promessa de acompanhá-la à clínica de Claudemir Raposo, seu colega de faculdade. Ele ainda relutou por alguns instantes antes de concordar. Temia a provável reprovação de Eugênio.&lt;br /&gt;Entardecia no domingo quando eles chegaram à clínica. As visitas começavam a retirar-se. Antero e Elisabeth quase foram absorvidos pela balbúrdia de internos e parentes que se despediam pelos corredores. Antes de obter as informações que procuravam, eles avistaram Marisa a caminho da recepção onde o marido a esperava. Quisera ficar mais um pouco para observar o desempenho de Clara, naquela tarde, empenhada em imitar o trabalho das copeiras no refeitório.&lt;br /&gt;Marisa estranhou a presença do sogro e da senhora Oliveira. Tentou disfarçar o desagrado, entretanto, ao encontrá-la Antero suspirou aliviado e cumprimentou-a efusivo:&lt;br /&gt;- Ainda bem que te encontramos! Nunca estive num lugar como este. Onde está Eugênio, vieste sozinha?&lt;br /&gt;Antes de responder, ainda aturdida Marisa retribuiu ao abraço de Elisabeth:&lt;br /&gt;- De forma alguma, vou encontrá-lo. Ele deve estar conversando com o Professor Raposo. Gostariam de conhecê-lo?&lt;br /&gt;Perspicaz, a senhora Oliveira declinou o convite:&lt;br /&gt;- Se não fizer objeção, gostaria de conhecer a sua filha. De tanto ouvir falar sobre ela, aprendi a estimá-la e a desejar sua completa cura.&lt;br /&gt;- Infelizmente vocês chegaram muito tarde - devolveu Marisa – As visitas aos domingos são liberadas, mas, com horários definidos. Nos outros dias, somente nos chamam quando acontece algum problema sério.&lt;br /&gt;Antero não se deu por vencido. Segurou-a pelo braço, ganhou distância de Elisabeth para cochichar ao seu ouvido:&lt;br /&gt;- Ainda não te disseram que Elisabeth é psicóloga? E muito renomada. Sugiro que a trates com a devida cortesia. Para começar, poderias levar-nos ao encontro do proprietário da clínica?&lt;br /&gt;A nora disfarçou o desagrado, fez um gesto de aprovação com a cabeça e exibiu amplo sorriso ao conduzi-los de volta pelo corredor:&lt;br /&gt;- Venham comigo. Quem sabe teremos a sorte de encontrar o Professor Raposo?&lt;br /&gt;Apesar de confiar plenamente em sua equipe, o psicanalista circulava pela clínica a qualquer hora. Habituara-se a verificar pessoalmente o progresso de seus pacientes. Agradavelmente surpreso, reconheceu a antiga colega de turma; depois de trocarem afetuoso abraço, convidou os recém chegados para acompanhá-lo ao seu gabinete particular onde ele e Elisabeth recordaram os melhores momentos dos tempos estudantis diante de Antero, que se limitou a escutar pacientemente; a certa altura meteu-se de permeio:&lt;br /&gt;- Para ser franco, professor, desde quando foi morar no sobrado Elisabeth não fala de outra coisa. Conseguiu me convencer a vir, cheia de esperanças de conhecer Clara. Será isso possível?&lt;br /&gt;Agradou a Raposo o seu modo direto e franco. Trocaram um olhar de cumplicidade antes que respondesse:&lt;br /&gt;- Admiro bastante as pessoas como o senhor, que não perdem tempo com rodeios. Tão mais fácil, não é verdade? Como já deve saber, a menina sofre de crises intempestivas, felizmente tem apresentado melhora e progresso significativo. Basta dizer que conquistou os funcionários. Aparenta tanto desejo de integrar-se que hoje recebeu permissão para auxiliar as copeiras.&lt;br /&gt;- Tem alguma previsão de quando ela poderá voltar para casa? –perguntou Antero – Se isto acontecer enquanto Elisabeth estiver no balneário, poderíamos contar com o seu apoio.&lt;br /&gt;- Parece que o senhor adivinhou os meus projetos, senhor Marcolino – respondeu Raposo em tom amável - Eles incluem o reencontro de Clara com o hábitat natural onde será possível observar suas reações, até que ponto readquiriu o desejado equilíbrio.&lt;br /&gt;Antero lançou um olhar aflito para Elisabeth como a pedir socorro. Ela sorriu, meneou a cabeça com ar compreensivo, depois se voltou para Raposo:&lt;br /&gt;- Pobre Antero, o seu palavrório parece que o deixou aturdido. Resumindo, isso significa que as crises intempestivas foram superadas?&lt;br /&gt;- Ainda não. Podem ser evitadas – respondeu o Professor Raposo no mesmo tom - Desde que seja mantido o rigor da medicação adequada e não a percam de vista. Tratem-na com a máxima naturalidade e mantenham-me informado para qualquer eventualidade...&lt;br /&gt;Marisa acabara de entrar e havia escutado tudo, cada vez mais surpresa não se conteve:&lt;br /&gt;- Professor Raposo, está mesmo na hora de levar Clara para casa? - indagou assustada - Não acha que é cedo demais? Aqui, ela pode ser contida por gente preparada. E nós, como agiremos em caso de uma crise imprevista?&lt;br /&gt;O psicanalista não pensou duas vezes:&lt;br /&gt;- Só vai fazer bem à sua filha o convívio familiar e um pouco de liberdade, Marisa – afirmou – Saiba que o trabalho de Elisabeth é referência para todos nós que lidamos com a psicanálise. Desde nossa formatura, ela vem se destacando. Vocês tiveram muita sorte. Elisabeth poderá ajudar-me e observar a minha paciente, não é mesmo?&lt;br /&gt;- Será um prazer, Claudemir. Trabalharemos em equipe – respondeu Elisabeth.&lt;br /&gt;- Agora, acompanharei minha ilustre colega e o senhor Marcolino pelas dependências da clínica. Vamos? – convidou.&lt;br /&gt;Através das janelas do refeitório, eles finalmente a conheceram. Clara servia-se à mesa entre os internos. O homem calejado pelo tempo estremeceu, e com esforço conseguiu segurar as lágrimas diante da vidraça que o separava de Clara. Os grandes olhos azuis eram idênticos.&lt;br /&gt;Naquele momento, Antero sentiu-se transportado para a aprazível cozinha da antiga hospedaria onde Sílvia comandava os empregados, enquanto ouvia, como de uma região longínqua, o diálogo travado entre Claudemir e Elisabeth sobre os progressos da menina.&lt;br /&gt;A grande pipa inflou, hesitou, depois foi levada pela ventania marinha até tornar-se uma mancha colorida esvoaçante no azul forte do céu.&lt;br /&gt;Escutava-se até muito longe o barulho ensurdecedor do mar encapelado de encontro aos rochedos. No rosto bronzeado, de olhos azuis semicerrados, Clara acompanhava com atenção os movimentos do menino solitário com o seu brinquedo de papel. Sentada na areia, o sol queimando-lhe a pele Clara empurrava impaciente os cabelos que teimavam em cair-lhe na testa. Inesperadamente, a pipa fez uma reviravolta, precipitou-se em queda livre. Saltitante num pé o menino teimava em conservá-la no espaço, sem êxito.&lt;br /&gt;O rosto congestionado por tremendo esforço mental, Clara começou a transpirar. Queria compreender o que a visão registrava. Por que o garoto pulava, segurava o carretel que ia desenrolando, por que aquele papel colorido voava sozinho? Sentia como se um torniquete comprimisse o raciocínio. Um minuto, dois, foi quanto durou a sua luta inglória. Desistiu, a face distendeu-se, explodiu em ruidosa gargalhada, agitou-se em convulsão.&lt;br /&gt;Atraído pelo barulho, o menino tomou-se de pavor. Largou o brinquedo e desandou em correria. A poucos metros dali, numa das faixas de areia entre os escolhos, Elisabeth também ouvira. Recolheu tranquilamente a cadeira de lona, calçou as sandálias contendo o começo de ansiedade e aproximou-se. Encontrou-a segurando nas mãos o carretel e a pipa abandonados. Sentou-se ao seu lado e perguntou com naturalidade:&lt;br /&gt;- Queres empinar também? Dá-me o carretel, quem sabe podemos aprender? &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;XIII Capítulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LAMPEJO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fazenda Consolação, aonde viera pernoitar por causa do nascimento de um potrinho prometido ao filho, para driblar a insônia, Eugênio resolveu acompanhar até a cocheira o Doutor Felinto, veterinário e amigo de seu pai, morador antigo das redondezas.&lt;br /&gt;Novamente era lua cheia. Percorreram proseando a pequena distância pelo campo prateado, sem ligar importância ao persistente pontinho luminoso. Sabiam tratar-se da chama de um cigarro de Tomé, que chegara antes.&lt;br /&gt;Enquanto Felinto cuidava da égua, os dois homens sentaram sobre a grade fronteira para esperar.&lt;br /&gt;- Vejo que também perdeste o sono por causa do nascimento deste potro - começou Eugênio.&lt;br /&gt;Logo o outro rebateu:&lt;br /&gt;- Engano seu. Preocupo-me mesmo é com Mimosa. É a sua primeira cria, desconfio que esteja atravessada. Este bichinho vai dar-lhe um trabalho e tanto.&lt;br /&gt;- Agora não está mais, venham ver! - bradou Felinto, que estivera escutando.&lt;br /&gt;Ao seu chamado, os dois acorreram para conhecer o recém-nascido que a mãe lambia orgulhosa. Era um belo filhote, castanho como a égua. Logo o pequeno Luciano o estaria cavalgando, pensou Eugênio satisfeito, sem observar o lampejo maldoso de inveja no olhar de seu cunhado.&lt;br /&gt;Em casa, Marisa e Fabíola os esperavam. Depois de esmiuçarem a exaustão o acontecimento, os três homens acomodaram-se finalmente à mesa para tomar o café que elas haviam preparado. Lá fora os galos começavam a cantar. Continuariam a prosear ainda por muito tempo, porém Marisa levantou-se, acariciou o braço de seu marido e alertou-o:&lt;br /&gt;- Precisamos voltar para descansar um pouco, ou estás esquecido de nossa viagem?&lt;br /&gt;Eugênio aproveitou a deixa:&lt;br /&gt;- Tens razão, vamos embora. Ainda queres convencer tua mãe a acompanhar-nos? Nunca vais desistir de reunir aqueles dois? – perguntou em tom de gracejo.&lt;br /&gt;Em seu projeto de reconciliar os pais, mais uma vez Marisa pedira para que ele a ajudasse a convencer Lígia a visitar Ricardo no balneário.&lt;br /&gt;Como era de seu estilo, Antero programara a recepção daquele fim de semana, sob o pretexto de reabrir o sobrado.&lt;br /&gt;Seria a melhor forma de juntar a família em torno de sua nova companheira. Ansiava por reforçar de público sua gratidão por Elisabeth haver conquistado a confiança de Clara.&lt;br /&gt;Tornara-se a companhia obrigatória de seus passeios e lidava sem dificuldade com os seus rompantes. Afeiçoado à pobre menina, Antero vira a psicóloga atraí-la pouco a pouco para o piano que estava abandonado a um recanto do salão. Jeitosamente, Elisabeth ensinara Clara a dedilhá-lo quando estava inquieta.&lt;br /&gt;Ao contrário de todos os anos em que relegara a própria carreira para compartilhar da intensa vida social em companhia de seu marido Cirino Oliveira, desde a morte deste Elisabeth refugiara-se no consultório para cuidar dos pacientes que a procuravam.&lt;br /&gt;O caráter afável e generoso do marido a quem amara, bastava para considerar-se bafejada pela sorte grande.&lt;br /&gt;Depois que ele morrera Elisabeth passou a fugir dos lugares que pudessem lembrá-lo, principalmente do frenesi das grandes recepções. Para sublimar a grande perda refugiou-se no consultório, cada vez mais solitária.&lt;br /&gt;À beira de um ataque nervoso, compreendeu que havia chegado ao limite; precisava cuidar de si própria. Para isso refugiara-se no paradisíaco balneário de Pedra Linda onde conhecera Antero, também fazendeiro e viúvo. Amoroso e extrovertido, logo a conquistara.&lt;br /&gt;Percebeu sua afeição por Clara e resolveu compartilhar da árdua missão a que ele se propusera, recuperar a sanidade perdida de Clara, a neta daquele a quem recordava como o seu melhor amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;XIV Capítulo&lt;br /&gt;CHOQUE&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhecia. Todos dormiam no sobrado, exceto Clara, desperta desde os primeiros clarões da madrugada. Abrira a janela de seu quarto e debruçara-se no peitoril. A camisola de dormir emprestava-lhe encantadora, frágil aparência. Aspirou com gosto o ar puro matinal, admirando o belo panorama. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Naquele instante, o ruído de dois veículos que se aproximavam pela colina, ainda parcialmente encoberta pelo nevoeiro, prenderam-na à janela.&lt;br /&gt;Entre os recém-chegados, notou o homem corpulento. Em sua memória conturbada despontou uma tênue, vaga lembrança daquela figura viril que acabara de desembarcar no pátio do sobrado.&lt;br /&gt;Num impulso repentino, Clara abandonou seu posto de observação e correu furiosamente para fora do quarto. Desvairada, venceu os degraus disposta a deter a entrada do intruso. Antes de completar o gesto de abrir a porta, Eugênio viu-a escancarar-se e no seu limiar aparecer a mocinha, envolta em sua camisola diáfana.&lt;br /&gt;Atrás dele, o rosto de Tomé tornara-se cor de cinza. Nos cantos da boca o mesmo riso zombeteiro, e por breves instantes, os grandes olhos azuis de Clara permaneceram dilatados, fixos sobre o causador de sua inquietude.&lt;br /&gt;Tomada de pavor, escapuliu ensandecida ladeira abaixo como se mil demônios a perseguissem. Atônitos, eles ficaram à porta como petrificados enquanto ela fugia com o rosto em chamas, em desenfreada correria.&lt;br /&gt;Tudo parecia embaralhar-se em sua mente. Ouvia a voz de seu pai que repetia em tom desesperado: “Depressa Clara, fuja!”&lt;br /&gt;Devagarzinho, como uma folha abatida pelo vento escorregou para o chão.&lt;br /&gt;Ficou apenas pouco tempo sobre as pedras do caminho. Eugênio a soergueu nos braços e retomou a subida, acompanhado de perto pelo cunhado cabisbaixo. Perplexa ao vê-los chegar com a menina desmaiada, sem palavras Santana os acompanhou. Antes que a governanta se refizesse do espanto e pedisse explicações sobre o ocorrido, Eugênio ordenou, a voz angustiada:&lt;br /&gt;- Vamos acomodá-la em seu quarto. Precisamos avisar imediatamente o Professor Raposo.&lt;br /&gt;Naquele exato momento, Antero descia os degraus com o pequeno Luciano nos braços. Às suas indagações, Tomé respondeu em tom irônico:&lt;br /&gt;- É mais um chilique da doidinha. Tão logo a deixe em sua cama, Eugênio vai providenciar para devolvê-la ao hospício, de onde o senhor a retirou. Francamente, Senhor Antero, está vendo só o resultado de suas boas intenções?&lt;br /&gt;Ao sentir-se recriminado, Antero reprimiu a muito custo sua contrariedade. Desprezou o comentário do genro e preocupou-se em devolver o filho à Marisa, que exibia o rosto banhado de lágrimas. Passou por ela cabisbaixo.&lt;br /&gt;Acima de tudo, agora era preciso saber o motivo do estranho desmaio de Clara, pensou Antero.&lt;br /&gt;Elisabeth havia escutado a recriminação de Tomé. Aproximou-se, sem dizer nada entrelaçou os dedos aos de Antero enquanto subiam os degraus em silêncio, rumo ao quarto de Clara.&lt;br /&gt;Quando eles se afastaram, Fabíola olhou para o rosto impassível de Tomé e não se conteve:&lt;br /&gt;- Pedirás desculpas ao meu pai pelo infeliz gracejo, não é? Por que tinhas de criticá-lo? – reclamou.&lt;br /&gt;O marido deu de ombros, esboçou um sorriso de desprezo e afastou-se para ir à copa onde pretendia satisfazer sua fome.&lt;br /&gt;Fabíola continuou a observá-lo, desapontada, depois voltou para o andar superior para reunir-se aos demais. Ao entrar no quarto de Clara, viu Santana segurando-lhe a mão e repetindo em tom carinhoso:&lt;br /&gt;- Afinal você abriu os olhos! Esqueceu de alimentar-se, Clara? Foi passear em roupa de dormir, está vendo o susto enorme que nos pregou?&lt;br /&gt;Clara circunvagou o olhar pelos semblantes aflitos em torno de sua cama, e suplicou em voz quase inaudível:&lt;br /&gt;- Não deixem aquele homem me matar. Não deixem... – e desmaiou novamente.&lt;br /&gt;Passaram-se dois meses desde o acontecido.&lt;br /&gt;Durante os primeiros dias de seu regresso à clínica, Clara delirou dia e noite. Pálida, inconsciente, acometida de intensa febre, pairava entre a vida e a morte.&lt;br /&gt;Para se manter ao seu lado, Elisabeth aceitou o cargo de terapeuta auxiliar de Claudemir Raposo, revezando-se no plantão à cabeceira de Clara, quando as mulheres da família Marcolino iam descansar.&lt;br /&gt;Duas semanas depois do acontecido, Clara acordou sem os sintomas de febre, circunvagou o olhar pelo quarto e tocou no braço da mulher que cochilava ao seu lado.&lt;br /&gt;Feliz, aliviada com a limpidez expressa em seus olhos, ainda incrédula, Lígia examinou atentamente o seu rosto emagrecido. Para certificar-se, perguntou cautelosa:&lt;br /&gt;- Clara, tu me reconheces?&lt;br /&gt;Ela a encarou longamente, antes de perguntar:&lt;br /&gt;- Por que estou aqui? Sinto muita sede, quero água.&lt;br /&gt;- Tenho de buscar lá fora. Voltarei num instante – avisou Lígia.&lt;br /&gt;No quarto vizinho, entre um cochilo e outro, Elisabeth esperava o dia amanhecer para substituir Lígia, na vigília permanente ao lado de Clara.&lt;br /&gt;Viu quando a mulher passou apressada em direção à copa. Lançou-lhe um olhar interrogativo, Lígia estacou a meio caminho, venceu a indecisão e precipitou-se em sua direção para abraçá-la, o rosto cheio de alegria:&lt;br /&gt;- Ela falou comigo sem delirar, parece um sonho! Pediu-me água.&lt;br /&gt;Contagiada por sua euforia, Elisabeth retribuiu o abraço e replicou com um sorriso nos lábios:&lt;br /&gt;- Que ótima notícia! Aproveite este bom momento e vá descansar um pouco. Está na hora de medicá-la, deixe que me encarrego de levar água para nossa menina, está bem?&lt;br /&gt;Apesar de tantas horas sem dormir, Lígia declinou a proposta e fez questão de acompanhá-la ao quarto.&lt;br /&gt;Ao vê-las entrar, Clara ergueu uma das mãos para tocar suavemente no rosto de Elisabeth.&lt;br /&gt;Bebeu com avidez a água, em seguida perguntou, recostando-se ao travesseiro:&lt;br /&gt;- Que lugar é este? Por que estou aqui?&lt;br /&gt;O coração em sobressalto, Lígia pensou na melhor forma de contar-lhe a verdade. Antes que o fizesse, Elizabeth prendeu as mãos de Clara entre as suas e explicou em tom sereno:&lt;br /&gt;- Trouxemos você para descansar aqui, mas, não se preocupe. É um lugar seguro e nós ficaremos com você o tempo que for necessário. Agora, tente descansar mais um pouco, enquanto vou buscar um comprimido para ajudá-la a voltar a dormir.&lt;br /&gt;Enquanto ela falava, Clara examinava atentamente em torno. Suspirou resignada e fechou os olhos:&lt;br /&gt;- Estou tão cansada... Fique comigo, Elisabeth. Tenho medo de ficar só.&lt;br /&gt;Antes de adormecer por completo sob o efeito da medicação, ouviu a resposta:&lt;br /&gt;- Não tenha medo, Clara. Continuarei ao seu lado.&lt;br /&gt;Ela reabriu os olhos e perguntou:&lt;br /&gt;- Quanto tempo passou desde a morte de meu pai? Ouço a voz dele o tempo inteiro, aqui dentro... - apontou a cabeça.&lt;br /&gt;Subitamente adormeceu. A psicóloga aproximou-se mais do leito e assegurou em tom suave:&lt;br /&gt;– Depois conversaremos. Estarei aqui, velando seu sono.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, o Professor Raposo entrou no quarto para sua ronda matinal. Cumprimentou as duas mulheres e chamou Elisabeth para conversarem na saleta. Ouviu atentamente o seu relato, antes de sugerir:&lt;br /&gt;- Vamos esperar mais um pouco antes de modificar o procedimento. Faremos isso se os sinais de lucidez permanecerem, concorda?&lt;br /&gt;- Estou de pleno acordo – respondeu Elisabeth – Se tudo correr bem, como espero, continuaremos com as sessões de hipnose, do ponto interrompido quando ela foi para o sobrado.&lt;br /&gt;- Tomara que dê tudo certo.&lt;br /&gt;Quando Lígia aproximou-se da porta entreaberta, abatida e cheia de olheiras, Professor Raposo aconselhou-a a ir descansar em casa. Apesar de todos protestos, ela acabou por acatar s conselhos do psicanalista, cogitando inteirar o restante da família sobre as melhoras no estado de Clara.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;XV Capítulo&lt;br /&gt;DISCUSSÃO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que a ambulância que transportava Clara foi embora, esvaziados todos estímulos para levar adiante os planos festivos daquela noite, completamente desolados todos começaram a recolher-se ao próprio quarto. Dificilmente poderiam conciliar o sono com facilidade, depois da cena constrangedora.&lt;br /&gt;Mais uma vez, Clara fora removida para o asilo psiquiátrico, único recurso capaz de auxiliá-la a recobrar a sanidade perdida. De mãos dadas com a mulher, Eugênio continuou debruçado à janela do salão, mergulhado num turbilhão de pensamentos. Acabrunhado, sem nenhuma disposição para dormir e sem coragem de olhar para o rosto transtornado de Marisa.&lt;br /&gt;Com o vento entre os cabelos e o ruído de ondas encapeladas, eles esperavam reaver a tranquilidade perdida. Repartiam com Antero aquele instante mágico de absoluta calmaria, interrompido bruscamente por acalorada discussão entre Fabíola e Tomé, há tempos recolhidos ao quarto, no andar superior.&lt;br /&gt;Ouvintes involuntários, cada vez mais constrangidos com a troca de agressões, eles se entreolharam.&lt;br /&gt;Sem controlar-se por mais tempo, Antero venceu a escada, abriu a porta do quarto sem bater, e deparou-se com a filha em prantos e o genro fora de si.&lt;br /&gt;Sua intenção de reconciliá-los caiu por terra quando Tomé o saudou com profundo sarcasmo:&lt;br /&gt;- Eis o meu sogrinho, o mais santo dos homens. Ninguém o chamou, mas, agora que está aqui, veja o estado lastimável de sua filha. Vamos, coragem, admire o resultado de sua obra!&lt;br /&gt;Envergonhada diante do pai, Fabíola correu até a pia para lavar o rosto, ansiosa para apagar vestígios de choro:&lt;br /&gt;- Perdoe-me por esse transtorno, papai. Daqui a pouco estarei bem. Brigamos porque Tomé exagerou um pouco nos drinques. Farei o possível para que isso não se repita.&lt;br /&gt;- Você também está bêbada, por que não confessa? – gritou Tomé.&lt;br /&gt;Atento à recepção após a interferência de seu pai, Eugênio chegou a tempo de escutar a explicação de Fabíola. Diante dele, o cunhado mudou de atitude, correu a sentar na beira da cama e acendeu raivosamente um cigarro com as mãos trêmulas.&lt;br /&gt;Fingiu nada perceber. Respirou fundo, cobriu os ombros da irmã chorosa com o braço e tentou consolá-la:&lt;br /&gt;- Vamos, acalma-te. Isso acontece nas melhores famílias, amanhã o sol nascerá do mesmo jeito, e a nossa vida entrará nos eixos. Diga-me, Tomé: qual o verdadeiro motivo desta discussão?&lt;br /&gt;O interpelado encolheu os ombros, fingiu-se de surdo, macambúzio, e permaneceu impassível enquanto expelia contínuas baforadas.&lt;br /&gt;Para ficar a sós com ele, Eugênio convenceu Fabíola a retirar-se do quarto em companhia de Antero. Apesar de relutante, sua irmã obedeceu. Mesmo assim Tomé continuou por algum tempo cabisbaixo, intimidado.&lt;br /&gt;Para deixá-lo mais à vontade, Eugênio caminhou pelo quarto, foi até a janela e fechou-a. Ainda esperou longos minutos, até o cunhado tomar coragem e começar a lamuriar-se:&lt;br /&gt;- Fabíola tem razão. Sou um pulha. Bebi demais e perdi a compostura, estou arrasado. Mas, ela gosta de me provocar...&lt;br /&gt;- Dispenso os detalhes. Diga-me apenas por que estava tão furioso com ela? Por haver tomado alguns tragos além da conta? – insistiu Eugênio.&lt;br /&gt;- Não. Detesto admitir minha fraqueza, todas as vezes que Ricardo se aproxima dela, fico fora de mim. Aquele ordinário vive cercando minha mulher. Perco a cabeça e a noção de tudo, o meu raciocínio desaparece. Sou capaz de cometer uma asneira.&lt;br /&gt;Conciliador, Eugênio bateu-lhe no ombro:&lt;br /&gt;- Aposto que nenhum dos dois sabe de seus ciúmes. Tente conversar com Fabíola, ela seria a última pessoa a provocá-lo. Acho que está se amofinando à toa, ela casou com você porque o ama. Ao invés de tomar umas e outras para agredi-la, procure tratá-la bem. Para começar, peça desculpas. Vamos, homem, tome juízo.&lt;br /&gt;- Quando você fala Eugênio, tudo parece muito fácil. A realidade é bem diferente de suas teorias. Nossa vida agora é assim, vivemos nos agredindo a troco de nada. Acabo perdendo a cabeça – replicou Tomé cabisbaixo – Ainda bem que você é compreensivo e trata-me como irmão. É a única pessoa que posso confiar. Muito obrigado, cunhadinho.&lt;br /&gt;- Prove-me sua gratidão – retrucou Eugênio - Procure compreender Fabíola, ela não merece os seus ciúmes. Por falar em confiança, por que exagerou na bebida? Para provocá-la? Há tempos, venho observando você: o que o atormenta, além dos ciúmes e da desconfiança no amor de Fabíola?&lt;br /&gt;Suas perguntas repercutiram naquele coração há tanto tempo empedernido. Tomé escondeu o rosto entre as mãos e começou a chorar:&lt;br /&gt;- Por favor, não brigue comigo, sou um infeliz – lamuriou-se, o corpanzil sacudido pelos soluços.&lt;br /&gt;Desarmado, Eugênio espantou-se:&lt;br /&gt;- Meu Deus, Tomé, como posso deixá-lo maltratar Fabíola?&lt;br /&gt;- Você não entendeu coisa alguma – replicou Tomé – O meu grande erro foi ter voltado para cá, ao invés de sumir no mapa, ir para bem longe. Vocês foram bons demais. Acolheram-me, mostraram como é bom fazer parte de uma família. Os únicos culpados são este lugar e este sobrado desgraçado. Devia ser soterrado para sempre, tudo aqui cheira à maldição!&lt;br /&gt;Assustado, Eugênio perguntou:&lt;br /&gt;- Do que você está falando, perdeu o juízo?&lt;br /&gt;O olhar ensandecido de Tomé o assustou mais ainda:&lt;br /&gt;- Aquele foi o pior tempo de minha vida!&lt;br /&gt;Divagou, sem prestar atenção à sua pergunta. Em seguida, Tomé levantou-se e caminhou em direção à janela. Escancarou-a e aspirou à brisa noturna tentando recuperar a lucidez perdida depois da excessiva bebedeira:&lt;br /&gt;- Até o ar parece contaminado. Odeio este lugar com todas minhas forças. Amanhã cedo, vou embora de qualquer jeito. Se Fabíola quiser ficar, eu vou sozinho.&lt;br /&gt;Debruçado à janela, cambaleou e teria caído. Eugênio o segurou a tempo.&lt;br /&gt;Tomé procurou recompor-se. Ainda amparado ao braço de seu cunhado, sentou-se novamente e recomeçou a falar com voz rouca. Não parecia mais o mesmo homem. Cada vez mais surpreendido, Eugênio o ouviu dizer:&lt;br /&gt;- Antes que me falte coragem ou enlouqueça também, como a sua enteada, preciso desabafar. Por favor, Eugênio, escute-me!&lt;br /&gt;Passava de meia-noite quando eles finalmente desceram a escadaria. No salão, encontraram Antero que continuava insone, em companhia de Marisa e Fabíola ele esperava notícias da clínica para onde Clara voltara a ser internada. Elisabeth prometera telefonar ainda naquela noite.&lt;br /&gt;Ao vê-los, Fabíola estranhou o rosto pálido de seu irmão e a postura cabisbaixa de Tomé. Levantou-se e caminhou ao encontro deles:&lt;br /&gt;- Por que demoraram tanto? – indagou em tom impaciente.&lt;br /&gt;No semblante de Eugênio percebeu o prenúncio de nova borrasca. Arrependida de sua pergunta evitou o olhar que Tomé lhe lançara, e voltou a sentar ao lado de seu pai à mesa.&lt;br /&gt;Apoiado ao braço de Eugênio, o cunhado ocupou a cabeceira, circunvagando o olhar esgazeado por todos os rostos, antes de baixar a cabeça e prendê-la entre as mãos. Eugênio sentou-se ao seu lado e encorajou:&lt;br /&gt;- Vamos, Tomé. Conte para eles.&lt;br /&gt;Sempre de cabeça baixa, Tomé tomou coragem e principiou:&lt;br /&gt;- Enquanto viveu, foi meu pai quem tomou conta daquele farol entre os abrolhos que lembram figuras femininas reclinadas, e avistamos das janelas deste sobrado. Nunca falei sobre isso, porque achei de pouca importância fazer qualquer referência a uma figura tão insignificante quanto era meu pai, a quem só conheci depois de adulto. Desde quando minha mãe contou-me a verdade sobre ele, ansiei por uma oportunidade para aproximar-me daquele farol e dar-me a conhecer. Cresci alimentando este sonho. Por coincidência, o navio onde prestava serviço um dia aportou aqui por estas bandas, com a devida permissão do comandante corri para este balneário.&lt;br /&gt;Parou e respirou fundo, pronto a prosseguir sua narrativa. Antero movimentou o corpo para frente, trêmulo de raiva:&lt;br /&gt;- Como se atreve a nos contar pormenores da sua vida num momento como este? Vê-se, ainda não curou a bebedeira. Por que não deixamos essa conversa para depois? Já tivemos emoções demais por hoje. Estou morto de cansaço. Preciso dormir e vou para o meu quarto. De lá, sairei somente quando Elisabeth telefonar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XVI CAPÍTULO - REVELAÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eugênio reagiu enfático:&lt;br /&gt;- Prefiro que o senhor escute também, meu pai.&lt;br /&gt;- Estou cansado, filho. A noite já foi bastante agitada – teimou Antero de semblante carregado.&lt;br /&gt;Fez menção de levantar-se, Fabíola segurou-o carinhosamente pelo braço:&lt;br /&gt;- Fique, papai. Deixe-o terminar, pode ser importante.&lt;br /&gt;Tomé titubeou um instante, olhou para Eugênio, depois suplicou:&lt;br /&gt;- Só por mais uns minutos, preciso da atenção de vocês. Se o senhor quiser retirar-se, fique à vontade, Senhor Antero.&lt;br /&gt;Com um suspiro desalentado, Antero acomodou-se de novo na cadeira e esperou. Tomé baixou o olhar e continuou com a voz entrecortada:&lt;br /&gt;- Como todo faroleiro, meu pai habituara-se a viver sozinho. Acolheu-me friamente, fez o possível para demonstrar quanto prezava a vida reclusa. Apesar de nomear-me seu filho e fingir alegria por me receber, estava doido para me ver pelas costas. Tive essa impressão desde o primeiro instante – interrompeu-se constrangido - Todo esse preâmbulo é para vocês entenderem como tudo começou. Frustrado e muito infeliz tratei de ir embora do farol e fui desafogar as mágoas no primeiro botequim. Quando notei aquele par de olhos azuis, já estava muito embriagado. Em todos portos existe uma centena delas, por qualquer trocado ou um prato de comida aceita nos acompanhar. Calculei errado, não estava sozinha. Mal lhe dirigi a palavra, armou-se a pior confusão. No meio de tantos estranhos furiosos, tive de me defender. Puxei o punhal e cravei no peito do mais exaltado.&lt;br /&gt;- Deus do céu! – bradou Fabíola – Como pôde esconder-me essa história escabrosa?&lt;br /&gt;- De todos nós, minha querida. Lembre-se, de todos nós – corrigiu Eugênio com grande desânimo.&lt;br /&gt;Apesar de haver sido interrompido, determinado a ir até o final Tomé retomou a palavra:&lt;br /&gt;- Completamente fora de mim fugi sem destino. Só pensava em não ser apanhado. A brisa fustigou-me o rosto, dissipou a confusão da embriaguez. Horrorizado, quase soltei um grito ao notar que ainda trazia nas mãos o punhal ensanguentado – interrompeu-se, sufocado pelos soluços.&lt;br /&gt;Enquanto os soluços roucos agitavam aquele homem grandalhão e desajeitado, os seus ouvintes estarrecidos o fitavam, cada um lutando contra pensamentos desencontrados. Jamais poderiam supor o horrendo segredo de Tomé. Aquele dia lhes reservara inúmeras surpresas.&lt;br /&gt;- Com todos os diabos! – gritou Antero pondo-se de pé, o rosto transtornado.&lt;br /&gt;- Por que, Tomé? – murmurou Marisa com os olhos rasos d’água.&lt;br /&gt;Para ela, desnecessário era ouvir o restante. Compreendera tudo, fora ele o culpado pela morte de Joca. Ele destruíra sua juventude, também a vida de sua pobre filha.&lt;br /&gt;Tomé não suportou a força de seu desespero e replicou em tom defensivo:&lt;br /&gt;- Por todos esses anos, repeti incansavelmente esta pergunta a mim mesmo: por quê? O que me levou a apunhalar aquele desconhecido? A raiva concentrada após a visita ao farol? Instinto animalesco? Ódio contra a mulher que me trouxe ao mundo e sua falta de vergonha? Nada serve para diminuir minha culpa. Tornei-me assassino... – reconheceu Tomé agora de olhos enxutos – Não espero perdão de ninguém. Procurei evitar aproximação demasiada com outras pessoas, deixei passar a data em que o navio zarparia e fiz alguns biscates para sobreviver. Quando ouvi casualmente que no sobrado faltavam bons cozinheiros, arrisquei a pele e procurei a governanta. Santana contratou-me na hora, sem mesmo perguntar de onde vinha, ou quem era eu.&lt;br /&gt;Nenhum dos presentes animou-se a falar, e durante muito tempo pairou constrangedor silêncio.&lt;br /&gt;Taciturno, Antero o deixara terminar enquanto resistia ao ímpeto de esbofeteá-lo. Estava convicto que ele dissimulara a verdadeira personalidade para infiltrar-se cada vez mais entre eles, ganhar estima e confiança, até conquistar sua filha e se tornar membro da família.&lt;br /&gt;- Em resumo, você deveria estar cumprindo pena atrás das grades, Tomé – explodiu – Em vez disso, todo este tempo escondeu a verdade até se tornar o marido de minha única filha. Você é um ser repulsivo!&lt;br /&gt;A intensidade de suas palavras fez Tomé tremer de raiva. Desviou o olhar antes de responder:&lt;br /&gt;- O senhor tem bons motivos para odiar-me – reconheceu em tom irônico - Era apenas um miserável sem eira nem beira quando comecei a trabalhar para vocês. Embora nada possa apagar o meu passado, procurei dar sempre o melhor de mim, e durante todos os anos enquanto fui seu empregado, nunca ouvi queixas.&lt;br /&gt;- Como se atreve? – interveio Fabíola, indignada por haver descoberto a verdade tarde demais.&lt;br /&gt;Abraçou carinhosamente o pai e provocou Tomé, o olhar reluzente de raiva:&lt;br /&gt;- Onde você escondeu o punhal que matou o pai de Clara?&lt;br /&gt;Tomé compreendeu que ela nunca o perdoaria e sussurrou, voltando a esconder o rosto entre as mãos:&lt;br /&gt;- A proximidade daquela arma só trouxe pesadelos. Depois de procurar alternativas onde escondê-la, decidi enterrá-la aqui, neste sobrado.&lt;br /&gt;- O quê? Em que lugar, seu infeliz? – gritou ela fora de si.&lt;br /&gt;Antero tentou acalmá-la, em vão. Completamente descontrolada, Fabíola esbofeteou Tomé e abandonou o recinto para esconder-se no quarto.&lt;br /&gt;Antero meneou a cabeça tristemente. Acudiu-lhe à lembrança o seu permanente entusiasmo durante o noivado. A filha o fizera largar tudo para cuidar da restauração do sobrado, repleto de doces lembranças do tempo em que Rosana vivia. A impaciência de Tomé o impedira de realizar ali a festa de seu casamento. Com esforço inaudito, lutou contra a ira, afastou os pensamentos amargos.&lt;br /&gt;Sua única filha precisava de apoio, somente isso importava.&lt;br /&gt;Durante a escavação no local onde quisera substituir antigos azulejos, os operários haviam descoberto a velha mochila e a trouxeram para mostrar-lhe. Quase a atirara no lixo, entretanto, mudara de ideia e a revirara. Entre as dobras de alguns trapos, encontrara o belo punhal de punho em osso entalhado. Guardara-o cuidadosamente numa gaveta de sua escrivaninha e nunca mais pensara no assunto.&lt;br /&gt;Estremeceu ante a evidência. A arma de Tomé, que servira para tirar a vida de Joca estava em seu poder. Precisava agir cautelosamente para que ninguém mais soubesse, até descobrir as reais intenções de Fabíola sobre o futuro ao lado de Tomé, se ela alimentava ainda esperanças quanto ao seu casamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;XVII Capítulo - JUIZ SIMIONE&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Somente agora, Eugênio podia compreender porque Tomé estava sempre disposto a desprezar Clara. Temia ser reconhecido antes de conseguir unir-se à sua irmã e introduzir-se legalmente na família. Fizera tudo de caso pensado. Aproveitara todas oportunidades para reforçar quanto sua enteada parecia louca e perigosa, para mantê-la afastada.&lt;br /&gt;A embriaguez excessiva destruíra suas defesas e Tomé deixara cair a máscara. Naquele momento, ouvi-lo suplicar provocou-lhe repugnância.&lt;br /&gt;- Minha vida acabou. Sem o perdão de vocês, só me restará partir. Ficarão livres de mim de uma vez por todas.&lt;br /&gt;Quando se calou, Antero reagiu em tom colérico:&lt;br /&gt;- Não o deixaremos partir. Caso tente fugir, você não irá muito longe. Colocarei a polícia do país todo em seu encalço. E o senhor não destruiu somente sua vida, lembre-se de Fabíola, de Clara e principalmente de Joca.&lt;br /&gt;- Por que me odeia tanto, Senhor Antero?&lt;br /&gt;Em tom apaziguador Eugênio interferiu:&lt;br /&gt;- Tenha calma, papai.&lt;br /&gt;Em seguida voltou-se para o cunhado:&lt;br /&gt;- Só lhe resta uma opção, Tomé: entregar-se, confessar tudo à polícia como acabou de fazer para nós. Pense em Clara. Ela não está louca, agora estou certo disso. É tão jovem e tão linda! Sei que é horrível de ouvir, mas, é a única forma de reparar o mal que lhe fez: contar-lhe a verdade. Ficar frente a frente e ajudá-la a lembrar.&lt;br /&gt;- Está certo como isso pode ajudá-la? – indagou Tomé, ainda relutante.&lt;br /&gt;- Teremos de experimentar para descobrir. Não vejo alternativa e o Professor Raposo poderá nos orientar sobre o melhor modo de fazer Clara lidar com a terrível verdade – rebateu Eugênio – Conforme forem os resultados, procuraremos compensá-lo. Com bons advogados, acredito que é possível você alegar legítima defesa.&lt;br /&gt;O olhar surpreso de Marisa o deteve:&lt;br /&gt;- Nada nos faria mais felizes do que a cura de nossa menina. Concorda comigo, meu amor? – emendou, ressabiado.&lt;br /&gt;Até aquele instante, Marisa evitara encarar o assassino de Joca, e nem agora se sentia disposta a fazê-lo. Ainda fitando um ponto distante, limitou-se a acenar de modo afirmativo. Depois daquela noite tumultuada, estava exausta. Já era madrugada. Lembrou a Eugênio o filho adormecido no andar de cima e propôs:&lt;br /&gt;- Quem sabe, algumas horas de sono sirvam para clarear nossas mentes? Evitará que tomemos decisões precipitadas. Vamos para nosso quarto, meu querido, precisamos descansar.&lt;br /&gt;Como em resposta, o telefone soou no escritório. Antero perdeu o ar ensimesmado e pulou da cadeira com uma exclamação de ânimo.&lt;br /&gt;No escritório, ouviu as notícias de Elisabeth sobre Clara. Depois de sofrer um ataque de fúria ao descobrir que estava novamente na Clínica, naquele momento ela dormia sob efeito de sedativos.&lt;br /&gt;Antero aproveitou o raro instante de solidão e realizou providenciais contatos. Algum tempo depois, quando ele retornou ao salão de semblante tranquilo e peito desafogado, ninguém percebeu, exceto Eugênio que o conhecia bastante.&lt;br /&gt;Enquanto Tomé acalentava a secreta esperança de obter o perdão de Fabíola, único caminho para modificar a decisão do sogro de encaminhá-lo à justiça, Eugênio sabia que em breve os amigos de seu pai haveriam de aparecer, para ajudá-lo a fazer exatamente o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ele previra, mal o dia clareou, Antero e o juiz Pascoal Simione, que chegara ao sobrado durante a madrugada, trancaram-se no escritório para conversar sobre os acontecimentos da noite anterior.&lt;br /&gt;Pascoal Simione era um homem de aparência tranquila e bonachona. Ouviu o arrazoado entusiástico de Antero, meneando a cabeça de vez em quando em sinal de entendimento, ou pigarreando. Quando o velho amigo calou-se, durante algum tempo Pascoal Simione permaneceu silencioso, percorrendo o olhar pelo aposento, aparentando grande interesse em cada detalhe dos móveis.&lt;br /&gt;Embora da mesma idade, apesar de possuir elevada estatura e corpo delgado, por levar vida sedentária Pascoal Simione mostrava sinais evidentes do tempo, enquanto Antero Marcolino, habituado à vida ao ar livre exibia um aspecto jovial.&lt;br /&gt;Com um suspiro resignado, Simione descruzou os braços e começou a falar em voz pausada:&lt;br /&gt;- Não alimente falsas ilusões, meu amigo. Eugênio está certo, o seu genro pode alegar legítima defesa. Com agravante para reunir provas testemunhais de como tudo aconteceu. Transcorreu tempo excessivo. Talvez esse crime já tenha caído em prescrição.&lt;br /&gt;- Deixe de rodeios, Pascoal, e fale claramente. O seu palavreado não esclarece muita coisa – reclamou Antero – Bote as cartas na mesa: quais as chances de condená-lo pelo que fez?&lt;br /&gt;- Francamente, se estivesse no seu lugar deixaria tudo como está – opinou Simione cheio de convicção – Ao fugir do flagrante, o marinheiro Tomé se tornou também um desertor. E como homem da lei , eu devo analisar os prós e contras. Ele nunca mais cometeu nenhuma outra infração, tornou-se trabalhador, conseguiu conquistar sua filha e todos vocês. Qualquer juiz notaria que Tomé manteve um padrão de comportamento digno e correto. Veja bem, estou analisando os fatos como juiz, com isenção de ânimo. Aconselho-o a entregar o destino de Tomé nas mãos de sua filha. Se ela quiser denunciá-lo, ele responderá pelo que fez.&lt;br /&gt;- Neste caso, ele seria preso? – quis certificar-se Antero, revoltado com tudo o que ouvia.&lt;br /&gt;- Sim, creio que por pouco tempo. Com um bom advogado, logo estaria em liberdade provisória – afirmou Simione com um sorriso compreensivo - Como réu primário e endereço fixo, Tomé terá direito de responder ao processo em liberdade, que pode se arrastar por muitos anos.&lt;br /&gt;Antero coçou a barba rala, pensativo. Por ora, nada mais lhe restava fazer, senão convidar Pascoal Simione para tomarem café juntos. Ao entrarem na copa, viram que apenas Fabíola e Eugênio estavam acordados.&lt;br /&gt;- Onde está o seu marido? – indagou Antero, depois de apresentar o amigo aos filhos.&lt;br /&gt;Fabíola resmungou de má vontade:&lt;br /&gt;- Foi dormir no quarto de hóspedes. Espero que esta seja a derradeira noite que ficaremos sob o mesmo teto. Mas, vamos ao que interessa. Afinal, o que vocês decidiram?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;XVIII Capítulo&lt;br /&gt;CONFIDENTE&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;- Deixo a decisão em suas mãos – respondeu o pai – Pascoal me deu todas as coordenadas, agora, dependerá somente de você.&lt;br /&gt;Ela o olhou com espanto, e voltou-se para Pascoal Simione, a quem conhecia desde criança, com ar incrédulo.&lt;br /&gt;Pascoal Simione esboçou um sorriso e afirmou:&lt;br /&gt;- Não olhe para mim. Como já expliquei ao Antero, aconteceram delitos de natureza muito grave. Ao deixar o local onde atentou contra a vida de outra pessoa, o seu marido escapou do flagrante, porém cometeu outro delito, abandonou o serviço militar. A atenuante é que tudo aconteceu há muitos anos atrás. Sem testemunhas e sem provas, pouca coisa resta para incriminá-lo. Como ele se tornou membro da família, sugeri que vocês deixassem tudo como está.&lt;br /&gt;Fabíola tamborilou sobre a mesa, à procura de palavras para exprimir sua indignação:&lt;br /&gt;- Tomé é assassino e deve pagar por isso. Clara era somente uma criança quando ele matou o seu pai – exclamou pausadamente.&lt;br /&gt;O irmão, que se abstivera até aquele momento de manifestar-se resolveu chamá-la à razão:&lt;br /&gt;- Por favor, minha querida, procure encarar os fatos com menos revolta! – aconselhou brandamente – Tente recordar os bons momentos compartilhados com Tomé, e não esqueça, ele ainda é o homem a quem escolheu para esposo. Não se apaga o amor que sentimos por alguém, assim, da noite para o dia.&lt;br /&gt;- Poupe-me, Eugênio. Como é possível pedir-me tal coisa? Súbito, descobri estar casada com um criminoso. Em que se baseia para defendê-lo? - protestou ela.&lt;br /&gt;- Não o defendo. Ele próprio confessou tudo, senão, continuaríamos a ignorar - rebateu o irmão - Já disse e mantenho: tentaria ajudá-lo a colocar todo esse passado em pratos limpos, se ele não tivesse provocado a insanidade de Clara.&lt;br /&gt;- Deixe-a decidir, meu filho – pediu Antero – Nenhum de nós pode resolver assunto tão grave. Temos de cumprir o que a lei determina, ela é quem decidirá. O meu grande amigo e conselheiro já nos orientou. Só nos resta, agora, respeitar a decisão de Fabíola, a quem compete descobrir se vale ou não a pena continuar a dividir sua intimidade com Tomé. Farei tudo o que estiver ao alcance para torná-la menos infeliz.&lt;br /&gt;- Nunca mais será a mesma coisa, papai... – balbuciou Fabíola de olhos marejados.&lt;br /&gt;Antero sentiu a frieza de suas mãos e comoveu-se:&lt;br /&gt;- Minha filha, reflita o tempo que for você quiser. Terei paciência para esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente o levaram, Fabíola assistiu a tudo com os olhos enxutos, debruçada ao parapeito da janela de seu quarto, enquanto a luz do farol varria as águas do mar à pouca distância da colina. Desejou ardentemente que ele recebesse a punição merecida pelo crime cometido e por ter conseguido enganá-la. Ao mesmo tempo, lutava desesperadamente contra o coração ainda repleto de amor, de lembranças recentes. Precisava esquecê-lo o mais breve possível. Não mediria esforços até libertar-se dos laços que os prendiam. Haveria de conseguir.&lt;br /&gt;Atirou-se sobre a cama, ali permaneceu de olhos fixos no teto lutando contra as recordações felizes. Arrasada pelo sofrimento, deixou o quarto, desceu a colina e caminhou ao acaso pela orla durante muito tempo até chegar ao hotel Marcolino.&lt;br /&gt;Fabíola surpreendeu-se ao perceber onde estava. Ricardo almoçava entre os veranistas; tentou esconder-lhe o drama interior, inutilmente. Ele notara sua aparência deplorável e as olheiras de quem ainda não pregara olhos desde a noite passada. Quando o convidou a fazer-lhe companhia, aceitou de imediato; ela precisava desesperadamente de alguém para ouvi-la. Enquanto caminhavam, deixou-a desabafar:&lt;br /&gt;- Ainda tenho dificuldades para acreditar que a minha vida subitamente entornou de cabeça para baixo. Sinto-me tão confusa! Por que fui tão idiota, tão cega? Odeio-me por não haver descoberto há mais tempo toda hipocrisia de Tomé – recriminou-se entre lágrimas.&lt;br /&gt;Condoído, Ricardo consolou-a:&lt;br /&gt;- É complicado avaliar sentimentos e reações de outra pessoa, Fabíola. Pior ainda é dar conselhos. Entretanto, vou arriscar: seja qual for sua decisão, tome-a e siga em frente sem remorsos. Nesse momento, precisa voltar para casa, acalmar o seu pai que há esta hora deve estar aflito com sua ausência, e tentar dormir um pouco. Quer saber? Nenhum canalha merece este sofrimento todo. Eu, você, qualquer pessoa se deixaria enganar facilmente por Tomé. Até ontem, todo mundo achava que o conhecia e o admirava. Temos de admitir uma coisa, o seu talento de ator nato. Representou muito bem o papel de homem apaixonado e indispensável.&lt;br /&gt;Fabíola espantou-se com sua maneira de encarar os fatos, reconheceu que isso lhe agradava e respondeu:&lt;br /&gt;- Papai deixou-me resolver se devíamos entregá-lo à polícia. Pode me chamar de imbecil, acredite, preferia ter ficado de fora. Ainda relutei em fazê-lo e, pior, quando vieram buscá-lo sofri demais, senti remorsos, piedade...&lt;br /&gt;- Agiu como qualquer pessoa sensível e honesta – protestou Ricardo – Eu sei que não é o momento, mas, observe a minha vida. Pareço tão equilibrado, resolvido, no entanto, os remorsos também incomodaram bastante num certo período de minha vida. Quando Marisa abandonou a menina, foi por imposição minha. Atualmente, você pode avaliar quantos remorsos eu sinto por isso? Detestava aquele infeliz que abusou de minha filha, e por tabela, rejeitei também a criança. Agarrei a chance de mostrar poder, praticamente obriguei Marisa a abandoná-la. Como vê, todo mundo carrega alguns grilos incômodos.&lt;br /&gt;Sem que ela percebesse, haviam chegado ao sobrado. Ricardo seguiu-a até o salão onde se encontrava o restante da família, reunida para o café após o almoço. Feliz por vê-lo em companhia da filha, Antero lhe ofereceu um veículo para voltar ao hotel, em seguida acompanhou a filha até o quarto.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;XIX Capítulo&lt;br /&gt;TRÊS ANOS DEPOIS&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esperava a decisão da justiça em liberdade provisória, por insistência de Eugênio, Tomé começou a frequentar a clínica onde Clara fora internada. Embora o Professor Raposo estivesse familiarizado com os detalhes do caso ouvidos durante as sessões de hipnose, considerava importante que a menina conseguisse juntar o passado ao presente, e acreditava que isso seria possível com as visitas de Tomé. Devagar, em sua presença, Clara acabaria por perder o medo de lembrar.&lt;br /&gt;No momento oportuno ela conseguiria fazê-lo, acreditavam Eugênio e Claudemir Raposo. Desde quando se restabelecera do estado febril, pouco a pouco Clara mostrava novos sinais de lucidez; em breve poderia retornar ao balneário onde tudo acontecera.&lt;br /&gt;Elisabeth temia as reações da menina diante de Tomé, preferia esperar mais um pouco. Ao expor os seus receios ao Professor Raposo, este afirmara que ela havia se afeiçoado demais à paciente, e precisava separar os sentimentos. Para tranquilizá-la, no entanto, continuou a fazer companhia a Clara durante as visitas de Tomé.&lt;br /&gt;Fabíola e Ricardo pararam à sombra de uma árvore do pátio da clínica para descansar alguns instantes, e entreolharam-se felizes. Como era bom saber que os males de Clara começavam a fazer parte do passado, graças a eles estavam juntos.&lt;br /&gt;Haviam reconhecido Tomé, que caminhava em sentido contrário. Ao vê-la em companhia de Ricardo, os músculos da face do ex-marido contraíram-se, conseguiu disfarçar, ao chegar mais perto ostentava largo sorriso:&lt;br /&gt;- Tiveram sorte de chegar a esta hora. Clara deverá sair a qualquer momento – comentou em tom jocoso.&lt;br /&gt;Eles permaneceram de mãos entrelaçadas, indiferentes ao que pudesse pensar. A brisa repentina percorreu-lhes os cabelos; trocaram novos olhares e retomaram a caminhada em passos rápidos, deixando-o para trás.&lt;br /&gt;Graças à tese de legítima defesa, Tomé livrara-se da prisão. Em contrapartida, tivera de aceitar o processo de divórcio com todas as cláusulas, Fabíola se valera da justificativa de falsidade ideológica.&lt;br /&gt;Tomé sentiu o sangue palpitar nas têmporas; como se não fosse bastante, testemunhava sua ex-mulher esquecê-lo rapidamente nos braços de Ricardo. A relação deles pareceu-lhe tranquila, feita de muita cumplicidade.&lt;br /&gt;Da janela da clínica, Lígia também notara a chegada do novo casal e o enlevado olhar de seu ex-marido. Muito a contragosto, reconheceu que os cabelos grisalhos tornaram Ricardo mais atraente.&lt;br /&gt;Mais uma vez, ela recordou o dia em que cedera aos apelos de Marisa e aceitara visitá-lo. Tarde demais, ele a surpreendera com os papeis do divórcio. Confessara-lhe estar envolvido com outra pessoa e precisava da liberdade para casar novamente. Disposta a evitá-los, Lígia despediu-se de Elisabeth e retirou-se antes que a vissem.&lt;br /&gt;A psicóloga acompanharia Clara em seu retorno ao sobrado onde Antero as esperava, cheio de planos. Queria festejar a volta das duas, sob o pretexto de juntar a família.&lt;br /&gt;De comum acordo com os filhos, Antero decidira compensar Clara por tantos anos de sofrimento. Para transformá-la em sócia majoritária do Hotel Marcolino, ele transferira as próprias ações. Tão logo atingisse a maioridade, por direito Clara poderia comandá-lo.&lt;br /&gt;Ao balneário acorria gente de todos os recantos. A intensa procura provocou o surgimento de outras pousadas e hotéis; rapidamente o Hotel Marcolino adaptou-se aos concorrentes, estava sempre lotado. Os precavidos faziam reservas antecipadas.&lt;br /&gt;Dispostos a manter o padrão elevado, Ricardo e Fabíola adotaram deliciosas viagens pela costa em graciosos catamarans, muito apreciadas pelos hóspedes.&lt;br /&gt;Eugênio continuou a administrar as fazendas, feliz por sua irmã haver descoberto, após o malogrado casamento, o verdadeiro homem de sua vida. Com Ricardo ela continuara a partilhar a direção do hotel Marcolino, até Clara demonstrar condições e vontade para fazê-lo.&lt;br /&gt;De volta ao sobrado, cada vez mais curiosa para saber os acontecimentos que haviam ocorrido durante sua suposta loucura, Clara mostrava-se fascinada pela personalidade extrovertida de seu pai enquanto era jovem, antes de se tornar órfão, e cada vez mais pedia detalhes de sua história.&lt;br /&gt;Para conquistá-la, Marisa desdobrou-se em paciência e afeto. Nos serões após o jantar, tentava comportar-se como velha amiga, fazia-lhe confidências. Apesar de todos esforços, percebia um retraimento difícil de superar, por conta de tantos anos de abandono.&lt;br /&gt;Continuava a culpar-se, com os olhos rasos d’água insistia na mesma tecla para que compreendesse os motivos por que a havia internado na Clínica Psiquiátrica. Satisfazia todas as perguntas de Clara sobre sua juventude, até que adormecesse ao som de sua voz.&lt;br /&gt;Os pesadelos haviam rareado. Vez por outra, Clara lembrava a humilde companheira do pai, ou as viagens de barco em sua companhia depois que Regina morrera.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte à festa tantas vezes adiada, Eugênio e Marisa ultimavam os preparativos para voltar à fazenda quando perceberam sua ausência. Souberam por Santana: Clara descera a colina enquanto eles ainda dormiam. Inquieto, Eugênio resolveu procurá-la na praia.&lt;br /&gt;Caminhou devagar na esperança de vê-la surgir a qualquer momento. Pouco a pouco o sol tornou-se abrasante, e a expectativa transformou-se em ansiedade. Decidiu andar em direção contrária até alcançar a Vila de Pescadores, quem sabe, ela voltara ao lugar onde passara a infância em companhia de Joca?&lt;br /&gt;Quando entrou na vila, percebeu os olhares curiosos de mulheres e crianças à sua passagem. Às suas perguntas, uma criança respondeu afirmativamente, Clara se encontrava entre as ruínas do casebre onde havia morado. Encontrou-a sentada sobre as ruínas, o rosto orvalhado pelo pranto.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XX Capítulo&lt;br /&gt;ATENTADO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamou-a docemente:&lt;br /&gt;- Vem comigo, Clara. Estão à nossa espera, vamos para casa.&lt;br /&gt;Como se não o tivesse escutado, ela permaneceu imóvel. Eugênio procurou acomodar-se ao seu lado e esperou. Finalmente a menina voltou-se para ele e suspirou:&lt;br /&gt;- Não quero voltar ainda. Uma força misteriosa me atraiu para cá, tive de vir. Preciso ficar mais um pouco para conviver com as velhas lembranças, entende?&lt;br /&gt;Ao vê-la tão disposta a juntar os pedaços de seu passado, Eugênio ajudou-a levantar-se:&lt;br /&gt;- Há tempo bastante para fazer isso. Por ora, esqueça a tristeza. Vamos sair daqui, venha!&lt;br /&gt;Clara aquiesceu e fizeram o caminho de volta pelas estreitas ruas da vila até encontrarem o carro que Marisa dirigira pelas vielas estreitas até encontrá-los. Ao ver o pai, Luciano começou a pular de alegria.&lt;br /&gt;Regressaram ao sobrado onde Clara desejava ficar ainda por algum tempo, até sentir-se mais segura do que deveria fazer de seu futuro.&lt;br /&gt;Continuou agitando os braços em sinal de despedida até o veículo desaparecer na estrada levando Eugênio, Marisa e Luciano para a fazenda Consolação.&lt;br /&gt;Os primeiros raios de sol penetravam pelas janelas do salão que Santana deixara abertas quando Clara entrou.&lt;br /&gt;No grande sofá, ela deparou-se com Antero, a cabeça reclinada em direção ao peito e o punhal de cabo entalhado em osso encravado no tórax. Desnorteada, circunvagou o olhar aterrorizado em torno e começou a gritar:&lt;br /&gt;- Socorro! Elisabeth, Santana, socorro!&lt;br /&gt;Sem obter respostas, tentou fugir, mas foi contida por um rude golpe de braço do intruso que estivera à sua espreita, escondido atrás da porta.&lt;br /&gt;Clara lutou bravamente para desvencilhar-se. Vencida, foi arrastada até o sofá e horrorizada assistiu a arma ser arrancada friamente do ferimento de Antero, depois, fechada entre seus dedos.&lt;br /&gt;- Agora, ninguém acreditará em você, sua doida! - escarneceu a voz masculina ao seu ouvido. Antes de escapulir, o criminoso empurrou-a com violência. Clara desequilibrou-se e caiu, batendo a cabeça contra uma poltrona.&lt;br /&gt;As duas mulheres chegaram ao mesmo tempo. Estupefatas diante da cena dantesca, o homem inerte e a menina caída sobre o tapete, elas ficaram paralisadas de espanto. Elisabeth recuperou o autodomínio primeiro e correu para socorrer Antero. Santana preocupou-se em ajudar Clara a levantar-se, abraçou-a com ternura, abriu seus dedos crispados e jeitosamente retirou o punhal:&lt;br /&gt;- Não tenha medo, querida. Agora eu ficarei com isso. Estamos aqui para ajudá-la, entendeu?&lt;br /&gt;Ao olhar o seu patrão ensanguentado, a velha governanta conteve o grito prestes a escapar de sua garganta.&lt;br /&gt;Segurou Clara pelo braço, mas, com um safanão ela desvencilhou-se e escapuliu em louca disparada.&lt;br /&gt;Fez menção de segui-la, a voz embargada de Elisabeth a deteve:&lt;br /&gt;- Deixe-a em paz, Santana, temos de socorrer Antero. Deus queira que ainda esteja em tempo. Corra, telefone para os seus filhos. Depressa!&lt;br /&gt;Menos de meia hora depois, Fabíola entrou esbaforida. Percorreu os cômodos vazios, somente quando chegou na cozinha encontrou dois empregados que a esperavam. Eles haviam ajudado a acomodar Antero no carro de Elisabeth, antes que ela partisse em direção ao hospital mais próximo.&lt;br /&gt;Em seguida, foi até o escritório de seu pai, onde Santana vasculhava nervosamente as gavetas da escrivaninha. Ao ver Fabíola, exclamou com aflição:&lt;br /&gt;- Eu conheço Clara desde pequena, não acredito que ela seja capaz de ato tão violento. Apesar das evidências, ela não faria mal a uma mosca.&lt;br /&gt;Fabíola compreendeu sua angústia e perguntou com delicadeza&lt;br /&gt;- Por que não me conta tudo desde o princípio, Santana? Antes, diga- me: por que está esquadrinhando nessas gavetas?&lt;br /&gt;- Estou verificando se o punhal que Senhor Antero guardava aqui é o mesmo que retirei da mão de Clara. Tenho certeza de que ela nunca entrou neste escritório.&lt;br /&gt;Fabíola meneou a cabeça com um sorriso triste e disse:&lt;br /&gt;- Você gosta muito daquela menina, não é mesmo? Mas, é preciso que sejamos realistas. Ela ficou sozinha depois da partida de Eugênio, Marisa e Luciano. Talvez tenha descoberto o punhal por puro acaso. Perturbada como é, qualquer um de nós poderia ter sido o seu alvo. Infelizmente, papai foi o escolhido – suspirou e arrematou – O que nos falta acontecer neste casarão repleto de surpresas?&lt;br /&gt;Como o olhar distante, Santana divagou:&lt;br /&gt;- Somente o senhor Antero conhece a verdade.&lt;br /&gt;Fabíola reagiu com pessimismo:&lt;br /&gt;- Se ele não resistir, como saberemos?&lt;br /&gt;O coração apertado começou a chorar à ideia de perder seu pai. Santana abraçou-a e ficaram as duas chorando no meio da cozinha.&lt;br /&gt;Há algum tempo parado à porta do escritório, Ricardo ouvira sua mulher. O semblante apreensivo caminhou ao seu encontro, cumprimentou a governanta, retirou Fabíola de seus braços e sussurrou ao seu ouvido:&lt;br /&gt;- E então, minha querida, encontrou nossa câmera?&lt;br /&gt;- Não, sequer lembrei-me de procurá-la – rebateu Fabíola enxugando os olhos.&lt;br /&gt;Ricardo apertou-a contra o peito e confortou-a:&lt;br /&gt;- Não se desespere antes da hora, amor. Seu pai é um homem forte, haverá de resistir. Venha, eu a levarei até o hospital.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;XXI Capítulo&lt;br /&gt;AGONIA&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendido por um telefonema de Santana ao chegar à fazenda, Eugênio retomou ao balneário aonde chegou quase ao anoitecer. Deixou Luciano nos braços de Marisa e retomou a estrada a caminho do hospital, onde Fabíola e Elisabeth esperavam por notícias de Antero, que já recebera os socorros de emergência e permanecia na unidade intensiva de tratamento em coma induzido.&lt;br /&gt;Quando as encontrou, percebeu que Elisabeth estava muito nervosa; ao vê-lo começou a falar aos borbotões tentando resumir o ocorrido. Deixou-a falar. Quando terminou, ele passou as mãos entre os cabelos em aflição:&lt;br /&gt;- Você o conhece. Meu pai não merece morrer desta forma, Elisabeth. Como alguém pôde cometer tamanha violência? Ele que sempre foi correto e íntegro, procurou nos mostrar exemplos de retidão e bondade, ensinou-nos a lidar com outras pessoas... Não posso acreditar que a nossa menina foi capaz de tamanha insensatez.&lt;br /&gt;O semblante cansado e tristonho de Elisabeth estava devastado pela tristeza. Assim mesmo, ela procurou confortá-lo:&lt;br /&gt;- Vamos evitar julgamentos precipitados, Eugênio. Nós que o amamos, sabemos quanto Antero é honesto, é generoso, sempre cuidou bem da saúde, e gostava muito de Clara. Ela também sempre mostrou carinho por ele. O mais importante agora é confiar nos médicos, Deus haverá de ajudá-los a livrar o seu pai da morte. A sua irmã foi em busca de notícias.&lt;br /&gt;Naquele momento, Fabíola apareceu no corredor, o rosto transtornado. Ao encontrar o irmão atirou-se em seus braços chorando:&lt;br /&gt;- Eugênio, diga-me, por favor: tudo isto é um pesadelo? Se for, acorde-me, meu irmão! Eles quiseram dourar a pílula para mim, mas, foi inútil tentarem enganar-me. O estado de papai é muito grave, se a transfusão de sangue não for realizada logo, ele morrerá.&lt;br /&gt;- Calma, minha querida, vamos juntar forças e ter paciência. Papai é um homem forte, vai sobreviver. Também quero falar com os médicos, se o meu tipo sanguíneo for compatível estou pronto a doar. Farei qualquer coisa para ajudá-lo – replicou Eugênio.&lt;br /&gt;- Também posso fazer o mesmo – animou-se Fabíola – Felizmente somos pessoas jovens e saudáveis. Venha, vamos procurá-los.&lt;br /&gt;Somente quando o novo dia surgiu, Eugênio lembrou-se de Marisa, que deixara no sobrado e esperava ansiosamente por notícias. A incômoda poltrona da sala de recepção e o vai e vem de enfermeiros e médicos não o deixaram dormir.&lt;br /&gt;Decidiu voltar ao sobrado. Como previra Fabíola não quis acompanhá-lo, queria esperar a próxima visita dos cirurgiões que haviam atendido ao seu pai para saber novos pareceres. Apesar da transfusão, eles ainda o mantinham desacordado.&lt;br /&gt;Recostada no sofá durante a noite inteira, Elisabeth sentia-se alquebrada. Também não dormira. Pensava na possibilidade de Clara reaparecer repentinamente no sobrado, sem que estivesse presente para ajudá-la a lidar com o novo sobressalto, e aceitou o convite de Eugênio para voltar.&lt;br /&gt;Quando Clara estivesse sob os cuidados de Claudemir Raposo, eles retornariam ao hospital.&lt;br /&gt;Mal eles chegaram ao sobrado, depois de certificar-se que ninguém o fizera antes, Elisabeth foi ao escritório de Antero e ligou para o psicanalista.&lt;br /&gt;Contou-lhe tudo o que acontecera e pediu-lhe para vir à Pedra Linda o mais depressa possível. Repôs o fone no gancho e foi ao encontro de Marisa e Eugênio.&lt;br /&gt;Embora deitados, eles continuavam acordados e responderam com acenos aos detalhes de sua conversa com o Professor Raposo, que chegaria naquela noite. Elisabeth tentou afastar de seus rostos a intensa aflição:&lt;br /&gt;- Vocês precisam confiar, Antero está em ótimas mãos. Gostei muito da equipe médica que está cuidando dele, que sempre foi um homem saudável. Quanto à Clara, Raposo nos dirá a melhor maneira de ajudá-la diante de mais essa tormenta.&lt;br /&gt;- Façam o que for preciso – suspirou Marisa desalentada, e completou - Deus do Céu, quando tudo isso terá fim?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;XXII Capítulo&lt;br /&gt;FLAGRANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se preocupe meu amor, tentarei encontrá-la – garantiu-lhe Eugênio, desprezando o conselho do professor Raposo, que lhes pedira para ter paciência e esperar pelo retorno espontâneo de Clara ao sobrado.&lt;br /&gt;O psicanalista acreditava que ela regressaria depressa em busca de respostas para as perguntas que a atormentavam.&lt;br /&gt;Extenuada, Elisabeth recolheu-se ao quarto planejando descansar por algumas horas, desde a noite anterior não conseguira pensar em si mesma. Mal havia conciliado o sono, foi despertada pela campainha do telefone. Ricardo desejava saber notícias de Antero e de Fabíola, que havia conduzido ao hospital desde o dia anterior.&lt;br /&gt;Elisabeth desculpou-se entre um bocejo e outro:&lt;br /&gt;- Perdoe-me, não acordei ainda...&lt;br /&gt;Do outro lado da linha, com a voz animada Ricardo sorriu e repetiu paciente:&lt;br /&gt;- Sei que vocês não estão com cabeça para raciocinar friamente sobre o acontecido. Vou resolver algumas pendências aqui e logo chegarei, assim conversaremos melhor.&lt;br /&gt;- Antes de vir, peço-lhe que me telefone novamente. Tentarei dormir mais um pouco antes de voltar para o hospital – pediu Elisabeth – Preciso fazer companhia à Fabíola.&lt;br /&gt;- Acabo de ver o filme da festa de ontem – atalhou Ricardo - Esquecemos a nossa filmadora sobre o móvel do salão, onde ficou ligada a noite inteira.&lt;br /&gt;Estremunhada, Elisabeth custou a compreender. Ricardo repetiu pacientemente, só então ela se comoveu:&lt;br /&gt;- Preciso ver esse filme! Perdi o sono, tomarei uma ducha rápida e chegarei aí dentro de alguns instantes.&lt;br /&gt;Durante a longa caminhada sob a torrencial chuva, Eugênio procurava afastar a inquietação e os maus pressentimentos, em vão.&lt;br /&gt;Aqui e acolá, na praia sempre movimentada ele encontrava grupos retardatários de banhistas recolhendo pertences, antes de voltar ao hotel ou às suas casas.&lt;br /&gt;Para manter a serenidade, ele começou a recordar a noite em que Clara nasceu. Foi na mesma noite em que a antiga Vila de Nossa Senhora dos Esquecidos se transformou no Município de Pedra Linda. Enquanto a multidão eufórica festejava pelas ruas até de madrugada, o coração em pedaços Eugênio chorara sozinho, sem coragem de ver ninguém e menos ainda de participar da festa.&lt;br /&gt;Sabia que naquela noite nasceria a filha de seu melhor amigo com a mulher a quem ele amava. Por causa dela continuara a dividir-se entre o balneário e os negócios da família até as evidências o forçarem a acreditar no que se recusava a ver.&lt;br /&gt;Inesperadamente, sentira sobre o ombro a mão de Antero numa silenciosa demonstração de solidariedade. Naquele momento, decidiu que somente longe dali poderia esquecê-la. Teria de ir embora como o pai tantas vezes aconselhara. A bagagem já estava pronta, na manhã seguinte retomaria os estudos na Capital. Voltou-se para retribuir o caloroso abraço de seu pai, antes de subir para o quarto. Sozinho na sala, Antero meneou a cabeça tristemente, depois retomou aos afazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às três horas daquele entardecer, o céu escureceu e forte ventania anunciou mais uma tempestade de verão. Trovões e alguns relâmpagos riscaram o céu. À beira-mar restaram alguns pescadores alheios à mudança do tempo; como eles, indiferente à chuva, Clara continuou a segurar o anzol, logo a roupa encharcada aderiu ao seu corpo franzino. Aos poucos, restou sozinha sobre as pedras.&lt;br /&gt;A noite se aproximava, enquanto Eugênio de vez em quando gritava por ela, em casa Santana perdera a paciência e vestira a capa impermeável; tinha quase a certeza de saber onde estaria aquela desmiolada. No mesmo lugar de tardes anteriores: esquecida de tudo, o anzol mergulhado no mar. Precisava avisar a Marisa que também ia procurá-la.&lt;br /&gt;Ao vê-la parada na soleira da porta, vestida com a capa e o guarda-chuva na mão, Marisa sentou no leito onde tentara repousar:&lt;br /&gt;- Por que vai sair também? – estranhou – Vai me deixar sozinha à espera do Professor Raposo? Elisabeth foi ao hotel encontrar-se com Ricardo que a levará até o hospital. Preferia que tivesse um pouco mais de paciência e ficasse comigo esperando por Eugênio, eu sei que logo ele trará minha filha de volta. Além de você, ele é a única pessoa a merecer a total confiança de Clara – completou em tom de tristeza.&lt;br /&gt;A velha governanta balançou a cabeça teimosamente, depois respondeu:&lt;br /&gt;- Esta praia é muito grande, duas pessoas farão o serviço melhor, não acha? Além do mais, estou cansada de esperar, caminhar um pouco vai me fazer bem.&lt;br /&gt;Marisa desistiu de convencê-la a ficar e suspirou:&lt;br /&gt;- Tenha muito cuidado. Se avistá-la, antes de qualquer coisa é melhor avisar a Eugênio.&lt;br /&gt;Ergueu-se da cama e completou, caminhando em sua direção:&lt;br /&gt;– E, por favor, não lhe diga nada, ela pode assustar-se.&lt;br /&gt;Santana sentiu os olhos marejarem. Fechou a porta, enfiou o molho de chaves no bolso e mais uma vez, dispôs-se a enfrentar o mau tempo por causa de uma menina maluca. Resmungando enquanto percorria a praia, a governanta lembrava quantas vezes tivera de procurá-la antes de o pessoal chegar. Dessa feita, todos já haviam partido, exceto...&lt;br /&gt;Deteve-se um instante ao lembrar Eugênio, de quem nada conseguia esconder, como ele recebera aquele acontecimento imprevisto...&lt;br /&gt;Ouviu os gritos, esqueceu as preocupações e correu. Chegou a tempo de livrá-la da força das ondas que ameaçavam arrastá-la. Lutando contra a ventania, elas percorreram o íngreme caminho de volta ao sobrado.&lt;br /&gt;Depois de fazê-la trocar de roupa, Santana trouxe-lhe um prato de sopa fumegante rapidamente esvaziado. Contrariando a vontade de Marisa, deixara Eugênio continuar sua busca infrutífera, sem outro pensamento senão agasalhar e alimentar Clara. Tanto a estimava, enquanto estivesse naquela casa tentaria ajudá-la de todas as formas.&lt;br /&gt;Apesar de terem surpreendido o punhal em suas mãos, a governanta recusava-se a acreditar. Clara parecia tão indefesa, incapaz de ofender a uma mosca, por mais desajustada aparentasse ser.&lt;br /&gt;Antes de chegar ao primeiro degrau, a porta se abriu para dar passagem a Eugênio que retirou o capote, recostou o guarda-chuva e sentou-se para livrar-se das botas.&lt;br /&gt;- Ela voltou para casa? – perguntou.&lt;br /&gt;Santana fez um aceno afirmativo com a cabeça:&lt;br /&gt;- Fui buscá-la. Está em seu quarto, já trocou de roupa e comeu alguma coisa. Talvez esteja dormindo agora.&lt;br /&gt;Sem comentários, ele continuou de semblante fechado e subiu para o quarto onde Marisa o esperava. Mal entrou, ela indagou em tom aflito:&lt;br /&gt;- Você a trouxe? Onde a encontrou, muito longe daqui?&lt;br /&gt;- Santana encarregou-se disso, agora está descansando em seu quarto. O que acha, devemos avisar a policia? – arriscou, fitando-a nos olhos.&lt;br /&gt;Pálida, Marisa mordeu os lábios com força antes de consentir:&lt;br /&gt;- Está bem, faça como achar melhor. Infelizmente, só nos resta esta alternativa. O Professor Raposo chegou. Conversamos bastante, depois, ele se recolheu ao quarto de hóspedes. Se quiser, vá procurá-lo para ouvir a sua opinião. Suponho que lhe dirá a mesma coisa: devemos contar tudo o que aconteceu à polícia, o quanto antes melhor.&lt;br /&gt;Com um suspiro, Eugênio atirou-se sobre o travesseiro. Precisava de algumas horas de descanso.&lt;br /&gt;Apesar de todas as evidências apontarem na direção de Clara, quando os policiais chegaram o Professor Raposo encarregou-se de recebê-los para explicar os pormenores sobre o estado mental de sua paciente. Apesar de ser a principal suspeita do atentado cometido contra a vida de Antero Marcolino, ela não atingira a maior idade e precisava continuar o tratamento em sua Clínica, cujo endereço poderia fornecer para o caso de haver necessidade de maiores esclarecimentos. Após alguma relutância, o delegado aceitou os seus argumentos e retirou-se com os soldados.&lt;br /&gt;Enquanto isso, o verdadeiro autor do atentado continuava a rondar nas proximidades do hospital onde sua vítima lutava para viver. Determinado a eliminar o homem a quem aprendera a odiar, ele se acreditava a salvo de qualquer suspeita e tecia planos para nova investida.&lt;br /&gt;Acompanhara à distância a azáfama dos habitantes do sobrado, até descobrir que havia falhado em seu intento. Esperara pacientemente, ao ver a partida de Eugênio do hospital em companhia de Elisabeth, considerou haver chegado o momento propício para entrar no quarto de Antero e acabar de matá-lo. O caminho estava livre, desta vez daria certo.&lt;br /&gt;Sozinha na sala de espera e recostada ao espaldar de uma poltrona, Fabíola fechara por instantes os olhos na esperança de adormecer.&lt;br /&gt;Sorrateiro, o ardiloso agressor de seu pai lançou-lhe um sorriso zombeteiro antes de ultrapassar o recinto e vencer os degraus. No primeiro andar, descobriu o quarto onde Antero continuava aprisionado à infinidade de fios.&lt;br /&gt;Depois de conferir se não vinha ninguém, movimentou cuidadosamente a maçaneta da porta. Antes que pudesse completar o gesto, soltou um gemido de dor e retrocedeu; o pulso torcido pela sentinela que estava de plantão desde a noite anterior o impediu de entrar no quarto. Por ordem do delegado de Pedra Linda, o soldado mantivera-se em alerta na entrada da UTI e havia se afastado por alguns segundos para tomar uma xícara de café. Chegara a tempo de surpreender e impedir a entrada do meliante, que lutou desesperadamente para desvencilhar-se, em vão.&lt;br /&gt;Duas algemas logo o aquietaram.&lt;br /&gt;Conduzido ao saguão, defrontou-se com o delegado de Pedra Linda que acabara de chegar e cumprimentava o juiz Pascoal Simione. Convidado por Ricardo, ele assistira às cenas captadas pela filmadora que Fabíola esquecera sobre o móvel durante a festa no sobrado, acontecida na noite anterior.&lt;br /&gt;- Dessa vez chegamos a tempo. Acabou, Tomé! – declarou o juiz satisfeito.&lt;br /&gt;Enquanto o algemado permanecia cabisbaixo, voltou-se para o delegado e completou:&lt;br /&gt;– Agora podemos descansar, não é mesmo? Temos o flagrante configurado.&lt;br /&gt;- Sem dúvida, doutor! Desde o princípio o senhor estava certo, tenho de reconhecer. Valeu a pena os dias de campana que passamos neste hospital, à espera de nosso homem aparecer para completar o serviço. Desta vez não haverá atenuantes, será prisão preventiva até o dia de seu novo julgamento, assim espero – afirmou o delegado.&lt;br /&gt;Com um sorriso de contentamento, Pascoal Simione comentou:&lt;br /&gt;- É pena o meu amigo Antero estar sem condições de testemunhar a prisão desse mal agradecido. Ele ficaria bem satisfeito.&lt;br /&gt;- Vocês estão enganados! – protestou Tomé – Vim ao hospital para visitar o meu ex-sogro.&lt;br /&gt;- De luvas e sem identificar-se na portaria? – ironizou o delegado.&lt;br /&gt;- Basta meu caro! – impacientou-se o juiz - Já conseguimos flagrá-lo tentando completar o que você começou. Delegado, tire esse indivíduo de minha frente, mande levá-lo.&lt;br /&gt;Com um gesto, o delegado incitou a sentinela a satisfazer ao apelo do juiz:&lt;br /&gt;- Cabo José, leve-o embora. Vamos andando!&lt;br /&gt;Enquanto eles se afastavam, Pascoal Simione balançou a cabeça antes do comentar para si mesmo:&lt;br /&gt;- Este aí teve todas as chances para regenerar-se e atirou-as fora. Pior que isso, repetiu a lenda da víbora que picou a mão de seu benfeitor. Ainda não posso comemorar o êxito de nossa tocaia, amigo delegado. Antero continua em coma.&lt;br /&gt;Naquele preciso instante, Fabíola aproximou-se com um sorriso no rosto. Ela assistira à saída de Tomé.&lt;br /&gt;- Francamente, Doutor Simione, sinto-me aliviada. Aquele homem entrou em nossas vidas para tumultuar a nossa paz e não satisfeito, ainda tentou assassinar também o meu pai.&lt;br /&gt;- Você conseguiu falar com os médicos? Como vai Antero? – perguntou-lhe Pascoal Simione em tom ansioso.&lt;br /&gt;Fabíola apertou a mão que o delegado estendera, antes de responder:&lt;br /&gt;- Se não houver complicações durante a sua recuperação, os médicos acreditam que ele está fora de perigo, embora tenha que ficar hospitalizado ainda por muito tempo. Elisabeth está esperando que ele acorde para visitá-lo.&lt;br /&gt;Enquanto o delegado se retirava do hospital, debruçado ao parapeito Pascoal Simione suspirou aliviado.&lt;br /&gt;- Esta foi a melhor notícia de hoje, Fabíola. Agora posso voltar para minha casa e dormir um pouco. É pena o seu irmão ter ido embora, ele precisava ver o flagrante e a prisão de Tomé, com isso a sua enteada está livre de qualquer suspeita.&lt;br /&gt;Fabíola sorriu e também se debruçou ao seu lado:&lt;br /&gt;– Fique descansado, tratarei de contar-lhe - garantiu - Por causa de sua persistência e de nosso descuido com a filmadora, os planos daquele assassino para incriminar a pobre Clara foram para o espaço. Mal posso esperar para ver Eugênio e Marisa novamente felizes.&lt;br /&gt;Naquele momento, Eugênio terminava de estacionar o carro no pátio do hospital. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olinda, 30/04/2004 (13h23min)&lt;br /&gt;Maria da Conceição Cardim Pazzola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGISTRADO NA BN nº&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-7389595952343713315?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/7389595952343713315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=7389595952343713315&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/7389595952343713315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/7389595952343713315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2009/09/clara.html' title='CLARA'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SqqeWt492FI/AAAAAAAABJA/xqQ3PlJZpR4/s72-c/Imagem+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-7363212391075420158</id><published>2009-08-21T12:56:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T13:04:19.135-07:00</updated><title type='text'>VOCÊ SABERIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/So79SBLOP4I/AAAAAAAABIo/yXW4qGjJ5iM/s1600-h/Paisagens,1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;A confissão desse amor antigo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Com raízes fincadas na terra&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Debaixo de uma árvore frondosa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Resistente às intempéries&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;A todo vendaval impiedoso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Desses em que nada resta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Apenas as raízes à mostra&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Se você tivesse um notebook&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Haveria de saber do tamanho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Das raízes de um grande amor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Fincadas no mesmo lugar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Anseiam por alimento no solo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Devastado e sem nutrientes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Essenciais à vida, ao viço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;De um amor indestrutível&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Sem nunca, nem por instantes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;O tempo, a saudade, a dor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;De vivermos separados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Conseguiu destruir ou apagar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Se você tivesse um notebook&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Onde quer que esteja agora&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Saberia quanto te amo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Depois de tantos temporais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Apesar do passar dos anos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Conceição Pazzola&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-7363212391075420158?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/7363212391075420158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=7363212391075420158&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/7363212391075420158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/7363212391075420158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2009/08/voce-saberia.html' title='VOCÊ SABERIA'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/So79SBLOP4I/AAAAAAAABIo/yXW4qGjJ5iM/s72-c/Paisagens,1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-649979338273180520</id><published>2009-06-15T13:37:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T13:42:55.448-07:00</updated><title type='text'>AGRURAS JUNINAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SjayHNLq0SI/AAAAAAAABIA/Sl3QHjVvGwg/s1600-h/Festa+de+S%C3%A3o+Jo%C3%A3o+no+Acre.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SjayHNLq0SI/AAAAAAAABIA/Sl3QHjVvGwg/s320/Festa+de+S%C3%A3o+Jo%C3%A3o+no+Acre.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347657444416475426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imagem google, Festa de S.João no Acre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As fogueiras ainda enchiam a casa de fumaça quando a festa acabou. Papai e mamãe haviam sumido de nossa vista desde cedo, já deviam estar no segundo sono. Tivemos de nos arranjar sem eles.&lt;br /&gt;Os primos acomodaram-se de qualquer jeito lá no quartinho dos beliches e as primas ficaram por nossa conta. Depois de muita confabulação para resolver quem dormiria espremida no canto da parede ou se arriscaria a levar empurrão e chutes até cair no chão frio e nele amanhecer, tudo resolvido, fechamos a porta do quarto. Ainda ouvimos por um bom tempo as risadas e os cochichos até todo mundo pegar no sono. Não por muito tempo.&lt;br /&gt;Acordei com as tripas dando voltas e mais voltas, suando frio com a lembrança persistente da canjica, do milho assado e cozido, da pamonha, do pé de moleque, das doses de quentão, do beiju, do bolo de bacia enrolado na folha de bananeira que provocavam ânsias e viravam pesadelo. Abri os olhos, tornei a fechá-los.&lt;br /&gt;Após frustradas tentativas para  dormir de novo calcei os chinelos. No escuro mesmo ganhei a sala onde encontrei todas as irmãs e as primas num total de uma dúzia de mulheres descabeladas, enfiadas em longas camisolas de cores variadas a contorcer-se amontoadas  diante da porta que levava ao quintal. Ninguém tivera coragem de abri-la.&lt;br /&gt;Silenciaram ao ver-me chegar e entregaram-me a chave que nenhuma delas queria usar para enfrentar a escuridão, os perigos ocultos no silêncio da noite cortado apenas pelo cricrilar inocente dos grilos até chegar ao banheiro. Nessa hora, apesar de nossas diferenças Aninha me socorreu.&lt;br /&gt;Viu a foice de papai esquecida atrás da porta, apertou-a contra o peito moreno, em seguida de olhos reluzentes arrancou a chave de minha trêmula mão, torceu-a com tanta coragem que uma lufada de ventania varreu de vez  nosso pavor.&lt;br /&gt;Confiantes naquela foice e na coragem de Aninha ficamos em fila e esperamos com toda paciência. Não recordo mais quanto tempo ela demorou no banheiro enquanto mudávamos de cores dando pulinhos e mais pulinhos segurando a barriga, resignadas e agradecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;Olinda, 15/6/2009&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-649979338273180520?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/649979338273180520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=649979338273180520&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/649979338273180520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/649979338273180520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2009/06/agruras-juninas.html' title='AGRURAS JUNINAS'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SjayHNLq0SI/AAAAAAAABIA/Sl3QHjVvGwg/s72-c/Festa+de+S%C3%A3o+Jo%C3%A3o+no+Acre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-1592414068740008372</id><published>2009-06-13T12:15:00.000-07:00</published><updated>2009-06-13T12:18:18.974-07:00</updated><title type='text'>RELANCE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SjP7I9HMGYI/AAAAAAAABH4/GeZNkKLJGdw/s1600-h/chuva.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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 &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;A tarde escorreu entre meus dedos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;A noite fugiu mansa sem ver o tempo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Voltamos a repartir nossos segredos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Minúcias antigas trazidas pelo vento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;orte lufada de uma louca ventania&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Dissipou incertezas, apagou ansiedades&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Contigo resgatei desassossego e alegria&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Afugentadas tristezas, morreu a saudade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Conceição Pazzola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Olinda, 25/11/2006.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-1592414068740008372?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/1592414068740008372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=1592414068740008372&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/1592414068740008372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/1592414068740008372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2009/06/relance.html' title='RELANCE'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SjP7I9HMGYI/AAAAAAAABH4/GeZNkKLJGdw/s72-c/chuva.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-933351618389586446</id><published>2009-06-01T12:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T12:55:21.208-07:00</updated><title type='text'>CHEGADA E PARTIDA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SiQx8nSD_JI/AAAAAAAABGg/uoI6D4SO7xc/s1600-h/carrossel2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 210px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SiQx8nSD_JI/AAAAAAAABGg/uoI6D4SO7xc/s400/carrossel2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342449975374904466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imagem google&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vou ao carrossel da vida&lt;br /&gt;Repleto de sentimentos&lt;br /&gt;Desde a hora de partida&lt;br /&gt;No rodopio vertiginoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sorrisos e lamentos&lt;br /&gt;Giram tontos e fogosos&lt;br /&gt;Sem arrependimentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galopo meu cavalinho&lt;br /&gt;Não sei quando apear&lt;br /&gt;Vivo bem de mansinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vento forte nos cabelos&lt;br /&gt;Levados assim ao léu&lt;br /&gt;Perdi todos os medos&lt;br /&gt;Nos giros de carrossel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas voltas que a vida dá&lt;br /&gt;Sem direito de reclamar&lt;br /&gt;Vi muitos pássaros a voar&lt;br /&gt;E nas voltas do carrossel&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vivi sonhos em segundos&lt;br /&gt;Juntei os meus no farnel&lt;br /&gt;Perdi o medo do mundo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conceição Pazzola&lt;br /&gt;Olinda, 25/7/2008&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-933351618389586446?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/933351618389586446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=933351618389586446&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/933351618389586446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/933351618389586446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2009/06/chegada-e-partida.html' title='CHEGADA E PARTIDA'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SiQx8nSD_JI/AAAAAAAABGg/uoI6D4SO7xc/s72-c/carrossel2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-2868776505300171244</id><published>2009-05-28T11:22:00.000-07:00</published><updated>2009-05-28T11:37:13.082-07:00</updated><title type='text'>PETER PAN</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/Sh7YWzr_npI/AAAAAAAABGA/6kYHQ-SWLGY/s1600-h/PeterPan2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 311px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/Sh7YWzr_npI/AAAAAAAABGA/6kYHQ-SWLGY/s400/PeterPan2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340944094451441298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imagem google&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;inda quero rever um dia&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Espero esteja muito próximo&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Neste mesmo espelho mágico&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Onde há hoje apenas exibida&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eterna máscara tristonha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Tua e tão repetida&lt;/span&gt;   &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu a busquei risonha &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Em vez disso ei-la sem graça&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tão enfastiada &lt;/span&gt;   &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Quisera houvesse um milagre&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Transformá-la em nova criança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alegre, cativante e sincera&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;De novo a viçosa primavera&lt;/span&gt;   &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Recobrado o autêntico sorriso&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Banido agora de seu rosto sério&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Apertado entre suas mãos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Tal máscara de gente grande&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Esquecida de feliz infância&lt;/span&gt;   &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Sonhei vê-la solta, livre&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretida nos brinquedos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Fantasiada de princesa&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Do reino da alegria&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem segredos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;À espera de um momento mágico&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que a aurora reaparece&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;No galope de um cavalo branco&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Vem São Jorge e sua espada brilhante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contra o inimigo, o monstro dragão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Longe de mil sonhos mal vividos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;De longas, tristes horas solitárias&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Longe de um tempo comprido&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Feio tempo de brincar de gente grande.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria da Conceição Pazzola. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;3/10/1998&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-2868776505300171244?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/2868776505300171244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=2868776505300171244&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/2868776505300171244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/2868776505300171244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2009/05/peter-pan.html' title='PETER PAN'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/Sh7YWzr_npI/AAAAAAAABGA/6kYHQ-SWLGY/s72-c/PeterPan2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-4441668733341901736</id><published>2009-05-27T12:36:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T12:47:08.910-07:00</updated><title type='text'>PREMONIÇÃO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/Sh2YT8ST3sI/AAAAAAAABFw/tNqcAR-d5bc/s1600-h/Lago4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Tem constante anseio de vontades &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;No pêndulo de juízo e vaidades &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Balança entre dúvidas e pelejas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Entre o sim e o não ela carrega &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Pela vida rotineira em turbilhão &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sem palavras e qualquer reação &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Equilibra do paraíso à comédia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Suporta silente a simplória verdade &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sabe de seu destino, a sina, a glória &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;De nascer mulher, na maternidade &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Tem a passageira e maior vitória&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Vê nas filhas a reprise de sua trilha &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Vaga no meio de mundos conquistados &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;De santos homens, são pais da família &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Cabe a cada mulher um lugar ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;Conceição Pazzola &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;Olinda, 08/03/02&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3403485207610724701-4441668733341901736?l=mariaescrevinhadora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/feeds/4441668733341901736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3403485207610724701&amp;postID=4441668733341901736&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4441668733341901736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3403485207610724701/posts/default/4441668733341901736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariaescrevinhadora.blogspot.com/2009/05/premonicao.html' title='PREMONIÇÃO'/><author><name>MARIAESCREVINHADORA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07504619813165087872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SOueVHiZtkI/AAAAAAAAA4w/YzlCoh3nalM/S220/IMG_1304.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/Sh2YT8ST3sI/AAAAAAAABFw/tNqcAR-d5bc/s72-c/Lago4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3403485207610724701.post-5065398167105851327</id><published>2009-05-27T11:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T14:22:16.707-07:00</updated><title type='text'>INÚTIL REGRESSO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_1QK-Uo5vZBU/SiQpDfa4TKI/AAAAAAAABGQ/6rcKF6yC_EE/s1600-h/capa+inutil+regresso.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Espero que gostem. Em caso afirmativo, por favor deixem os seus comentários.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;font style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="arial" style="text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PREFÁCIO&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link style="font-family: arial;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCONCEI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:relyonvml/&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;link style="font-family: arial;" rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCONCEI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link style="font-family: arial;" rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCONCEI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Andou, andou e andou um dia inteiro. O cansaço o fez recostar-se ao muro existente em volta da construção onde estivera cumprindo sua jornada de trabalho, estafante e rotineira.&lt;/font&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3"&gt;&lt;font style=""&gt; &lt;/font&gt;Como num passe de mágica, &lt;font color="black"&gt;ali adormeceu profundamente e só veio a despertar duzentos anos depois. Ao reabrir os olhos, assustado, o velho mandarim encontrou tudo mudado à sua volta. De imediato ficou muito apavorado, sem entender o que havia acontecido. Feito um insano foi à procura de seus filhos, de sua casa, sua família e de sua mulher. Em vão. Naquele mundo completamente estranho para ele, ninguém mais o conhecia ou sabia responder suas perguntas. Os dias e as noites foram passando. O velho mandarim cansou-se de percorrer a cidade inteira de um lado a outro e resolveu voltar ao mesmo lugar de onde havia saído. Ali, não achou mais nenhum muro para recostar-se, tampouco a construção de onde pudesse tirar os salários para sustentar a si mesmo e à numerosa prole, se é que ainda havia... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;Este preâmbulo de um clássico conto chinês foi minha inspiração inicial ao modesto romance de Margarete. Também ela estancou na vida, acreditou na sobrevivência e na força de um amor, mesmo à distância. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;Nem é preciso ser romântico para acreditar que ainda existe muita gente capaz de fazer coisa semelhante. Acalentar ilusões de lugares e de seres queridos deixados para trás durante muitos anos de nossas vidas, ou no decorrer do tempo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;Além de saudade, a separação e a distância provocam dentro de cada um de nós o congelamento de imagens e sentimentos dos seres que amamos e deixamos no passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;&lt;font&gt;Com um pouco de sorte, depois de anos ausentes talvez possamos recuperar aqui e ali alguns retalhos de nossa saudade, enquanto os sonhos, as pessoas, os recantos guardados por nossa memória giraram lentamente, implacavelmente e foram levados para sempre.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCONCEI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:relyonvml/&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCONCEI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCONCEI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt; 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text-align: center; line-height: normal; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;font style="" size="20" color="black" face="&amp;quot;"&gt;Capítulo I&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: normal; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;font style="" size="20" color="black" face="&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: normal; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: normal; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;font style="" size="20" color="black" face="&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: normal; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;font style="" size="14" color="black" face="&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 70pt; line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="" size="12" color="black" face="&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;As pessoas que transitavam pelo aeroporto apressadas e atarefadas, não prestavam atenção àquela linda moça morena de porte elegante que em passos ligeiros dirigia-se para a porta envidraçada de saída. Era, no entanto, um tipo de chamar atenção: alta, de lânguidos olhos negros e traços delicados, vestida elegantemente no rigor da moda. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;Parecia-lhe estranho como tudo corria às avessas. Tantas vezes Margarete sonhara com aquele regresso. Agora se realizava e tudo lhe parecia tão irreal. Ninguém viera esperá-la e deveria saber que isso seria impossível. Viajara sem avisar; arrependia-se por não tê-lo feito, era melancólico não encontrar um amigo, um parente sequer, um abraço de boas vindas, nem mesmo um jornalista, um fotógrafo indiscreto. Ao invés de respirar de alívio pela liberdade momentânea de flashes, entrevistas e autógrafos, sentiu-se decepcionada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;Dentro do táxi, mal segurava a emoção revendo ruas e lugares tão conhecidos e tão queridos. Torcia as mãos num gesto impensado, o coração descompassado por indescritível alegria. O torvelinho de imagens ameaçava seu já exaltado estado interior, sobrepunham-se umas às outras em suas lembranças sem que pudesse coordená-las.&lt;font style=""&gt;  &lt;/font&gt;Primeiro, a festa de despedida. Risos, música, muitos amigos haviam celebrado a sua partida como se fosse a coisa mais engraçada deste mundo. Evidentemente eles se negaram a crer na firmeza de sua resolução, suspeitavam que a sua repentina ideia fosse logo descartada. No auge do sucesso e uma peça nova a estrear os convencia do contrário, e não a levaram a sério porque desconheciam os detalhes de sua história. Em transe, deixou-se envolver pelas recordações que vinham em caudalosa cachoeira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;Enquanto dançavam durante a festa do dia anterior, o amoroso, inseparável amigo Carlos aproveitara todas as chances para repetir juras amorosas: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;– Nunca vou deixar de te amar, minha doce Margarete. Esqueça esta farsa ridícula. Aconteça o que acontecer, seja o que for que te espera por lá, continuarei torcendo para que volte logo. Você é, foi e sempre será minha estrela: os ensaios da próxima peça ficarão suspensos até que isso aconteça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;&lt;font style=""&gt; &lt;/font&gt;Sempre dominador e persuasivo, os olhos ardentes como a hipnotizá-la enquanto falava. Sob aquele olhar, ela realizava impossíveis. Também ele duvidava de seus planos de não mais voltar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;&lt;font style=""&gt; &lt;/font&gt;À visão da paisagem através da vidraça do táxi ressuscitaram das brumas do passado as suas lembranças em grandes vagas; aquele distante, inesquecível tempo em que ali vivera o intenso romance, onde ela e Ulisses eram os únicos protagonistas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;Jamais pudera esquecer o inigualável amor que ele lhe dedicava; como em sonho viu desfilarem as ruas, as casas, as esquinas tão conhecidas de sua cidade, impregnadas de Ulisses em todos os recantos, até o ar o lembrava. Reviveu cada momento com o seu primeiro e eterno amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;&lt;font style=""&gt; &lt;/font&gt;– Por favor, pela última vez peço-lhe, não se vá. Não poderemos viver longe um do outro – implorou ele tantas vezes para dissuadi-la. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;Ainda por muito tempo a súplica apaixonada ressoara em seus ouvidos;&lt;font style=""&gt;  &lt;/font&gt;quando os anos passaram restou em seu lugar o remorso; quando o arrependimento deixou de atormentá-la, desvaneceu-se, em seu lugar ficou o desejo nostálgico, a vaga expectativa de voltar algum dia. Ele saberia compreender e perdoá-la. Um amor como o deles atravessava todos os obstáculos, até o tempo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;Finalmente se tornara realidade, ainda lhe custava entender onde encontrara forças para deixar tudo para trás apenas por ele e para reencontrá-lo. Quisera fazer-lhe uma grande surpresa, este o motivo por que ninguém sabia de sua chegada.&lt;font style=""&gt;  &lt;/font&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;Aquela Margarete que ele conhecera e amara, a humilde e obscura filha de operários, como soe acontecer nos contos de fada metamorfoseara-se em moderna Cinderela. Era agora a famosa atriz de teatro; devia muito à influência e ajuda de Carlos, seu agente e muitas vezes, companheiro de cena. Dedicava-lhe afeto e muita gratidão, entretanto, era Ulisses a quem amava ainda. Por ele, havia ficado todos aqueles anos em suspense, rejeitara convites sedutores e propostas de casamento, movida pela esperança de reatarem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;Todos os anos tristes e solitários estavam prestes a desaparecer, embora nunca houvesse trocado cartas ou telefonemas, nada poderia destruir um amor igual ao deles. Bastava-lhe a convicção de que ele a esperava.&lt;font style=""&gt;  &lt;/font&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" color="black"&gt;O táxi freou diante de seu antigo endereço. O&lt;/font&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3"&gt; coração descompassado, Margarete demorou a decidir se desembarcava; gastou alguns minutos a observar detalhes daquela mesma casa de aspecto abandonado. O seu lar, igual como o deixara há dez anos; a sua visão devolveu lembranças felizes dos pais, de sua infância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3"&gt;Dominada por intensa emoção viu a porta escancarar-se e os braços calorosos de sua agora envelhecida irmã a rodearem, enquanto lhe dizia quanta felicidade despertara sua chegada. Nada conseguiu falar enquanto a irmã repetia o abraço, os gritos alegres. Depois do casamento, Isaura viera com a sua família ocupar a velha casa. Através de Dr. Onofre, o antigo advogado de seus pais, Margarete cuidara de manter intactos os doces e antigos elos, comprara a escritura daquele lugar onde passara toda sua infância.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;font style="line-height: 150%;" size="3" face="&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCONCEI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt; 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